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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima

Normose – Normalidade pode ser patológica?

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          Normose_MaturidadeO labirinto é uma bela imagem da nossa vida, do desejo que nos faz avançar e do medo que nos faz recuar. Muitas vezes, no labirinto de nossas vidas, sentimo-nos perdidos. Temos a impressão de que não caminhamos, não avançamos, de que estamos regredindo.

          Quando recebemos o convite para nos levantarmos, caminharmos, despertarmos do nosso “sono”, atravessarmos esse labirinto, existe algo dentro de nós que resiste. Essa força que resiste é o que chamamos de normose.

          A normose nos impede de nos tornarmos realmente o que somos. Termo usado na Psicologia Transpessoal, é um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria das pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes.

          Popularmente falando, normose é fazer e pensar tudo aquilo que os outros fazem e pensam, sem sair desse esquema. Sair da normose, transgredir seus limites asfixiantes, exigirá de nós um herói ou uma heroína! Como a normose é dotada de um consenso social, as pessoas não percebem seu caráter patogênico. O que os outros vão pensar se eu agir diferente de todos?

          A normose, então, é uma normalidade doentia. Ela nos esmaga, aprisiona em troca de status, de poder, reconhecimento social, de pertencimento a grupos, mas impede totalmente nossa evolução como seres pensantes, co-criadores e espirituais.

          E como sair da normose? Como buscar nossa autenticidade, nossa felicidade? Como podemos perder o medo da nossa própria grandeza para não recusarmos o nosso ser essencial?

          É dando-nos oportunidade de nos interrogarmos sobre nós mesmos, sobre o que cada um de nós tem de particular e único, o que cada um tem a fazer nesta vida, nossa missão, que pessoa alguma pode fazer em seu lugar.

          É recusar ficar deitado e escutar aquela voz que nos convoca: “Levanta-te”!

          A normose faz de nós seres que não querem tornar-se adultos, diferenciarem-se, que preferem permanecer no conhecido, que têm medo do desconhecido.

          O fato de não nos tornarmos nós mesmos pode gerar consequências não apenas no nosso interior, mas também em torno de nós. O maior serviço que podemos prestar aos outros é tornar-nos nós mesmos, porque se não o fizermos haverá distúrbios à nossa volta.

          Há momentos em nossa vida em que não podemos mais fugir. Não temos mais saída. É preciso encarar as nossas responsabilidades e não responsabilizar os outros pelas consequências dos nossos atos.

          É preciso olhar de frente os nossos medos e encará-los. Este é o combate do herói e da heroína! E assim saímos da normose e garantimos nossa evolução como seres em sua jornada.

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