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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Palestra: A arte de curar – Dr. Mauro Menuzzzi

Mauro Menuzzi_Maturidade          Dr. Mauro Menuzzi é otorrinolaringologista, médico escolar antroposófico. Brasileiro, residiu na Alemanha, onde se aperfeiçoou nos estudos da Medicina Antroposófica, e atualmente mora e clinica em Lisboa. É Diretor da Escola de Quirofonética de Portugal e Diretor Clínico da Casa de Santa Izabel – Comunidade Terapêutica Antroposófica em São Romão – Portugal.

          Foi uma palestra interessante, e conseguimos ver o transcurso da vida médica do Dr. Mauro, no caminhar pela Antroposofia. E principalmente, pela Quirofonética, que é uma das Terapias Antroposóficas.

          Seu reencontro com a Quirofonética, nos últimos anos, lhe possibilitou por meio do trabalho tátil, do uso curativo dos fonemas, trazer a visibilidade do Invisível que está atrás do Logos. Como também, exercer a arte de curar saindo do Ego.

          O Dr. Mauro, pelos seus depoimentos, demonstrou como a maturidade nos trás um olhar diferenciado sobre a vida e a cura. Atualmente utiliza de poucos medicamentos com seus pacientes. Substituiu-os pelos fonemas curativos.

          Foi um privilégio ouvi-lo, na sua humildade e na sua magna sabedoria, decorrentes de seus estudos contínuos, de sua busca espiritual e das suas vivências na comunidade terapêutica antroposófica, onde se permeiam valores de fraternidade, compaixão, igualdade, onde todos se prontificam a ajudar e curar o próximo.

          Senti-me muito reforçada para a utilização da Quirofonética no consultório. No meu trabalho terapêutico, eu também consigo perceber o Invisível atuando nos meus pacientes, quando canto os fonemas curativos.

          E para minha intensa alegria, pude reencontrar amigas que não as via há muitos anos, que são expoentes no Brasil em Quirofonética: Maria Eugênia Obniski e Ana Cristina Corvelo.

          A maioria dos participantes eram médicos antroposóficos que mantém um grupo de estudos no local – Casa de Rudolf Steiner.

          Foi-nos sugerido a leitura de uma palestra de Rudolf Steiner, de 23/02/1923, “O visível e o Invisível”.

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Visão da Antroposofia para o significado espiritual do Perdão

“Aquele que realmente conhece Deus não achará necessário perdoar a seu irmão, só precisará perdoar a si mesmo, por não haver perdoado bem antes.”

                                                                      Leon Tostoi

 

Perdao_Maturidade          A Antroposofia, moderna Ciência Espiritual, aborda o ato de perdoar como um caminho para os seres humanos despertarem sua atividade individual interior.

          Perdoar é tornar possível permanecer espiritualmente com as pessoas e continuar perdoando-as de novo e de novo, esperando pacientemente até que elas tenham adquirido consciência da absoluta necessidade da iniciativa espiritual individual para a evolução da humanidade.

          É ficar atento ao chamado interior que ressoa no mundo para todo ouvido espiritualmente aberto, no sentido de perdoar sempre de novo, mesmo nas menores coisas, o ser humano que está ao nosso lado.

          O perdão é parte essencial do caminho moderno rumo ao Cristo e ao mesmo tempo, uma transformação completa do nosso próprio ser.

          Uma primeira fase do perdão é desenvolver a tolerância, treinando para perceber em cada ser e em cada processo do mundo exterior, em primeiro lugar, seu lado positivo e suas qualidades. É enxergar nas pessoas aquilo que elas têm de bom. Todos temos uma essência amorosa, que muitas vezes foi encoberta pelas vicissitudes da vida, mas é uma luz que não se apaga jamais. Dado a força do egoísmo que habita constantemente no homem de resistir ao perdão de todas as maneiras possíveis, seu eu inferior está sempre inclinado ao rancor e a culpar o outro.

          É necessário ampliar nosso olhar e isso só é possível mediante o desenvolvimento de um intenso pensar moral, ou seja, resgatar valores éticos adormecidos , assumir responsabilidade pelo que pensamos, sentimos e agimos no mundo, tendo uma férrea vontade para autossuperação que conduz à vitória do superior sobre o inferior e portanto, perdoar.

          A segunda etapa desse caminho é a natureza essencial do perdão, que nada mais é senão um ato de tolerância mais elevado, mais potencializado.

          Nessa fase o perdão tem o caráter sacrifical, pois quando perdoamos verdadeiramente, não apenas decidimos , esquecer o que o outro nos fez, mas o grande sacrifício é assumir para si, voluntariamente, a obrigação de restituir ao mundo tanto bem e tanto amor, compaixão, bondade quanto foi retirado objetivamente dele pela ação má ou imoral. Esse é o verdadeiro perdão.

          Então, as duas condições fundamentais para o perdão – esquecer o mal a que foi submetido e lembrar constantemente a necessidade de trazer amor e bondade ao mundo como o único meio de superar as consequências do mal no mundo – equivalem, na vida, ao Caminho dos Apóstolos, para nosso despertar espiritual.

          Assim, cada pessoa tem em sua vida, mediante sua capacidade para o perdão, um modo de verificar a medida da presença e do amadurecimento do Eu Superior dentro de si.

 

 Sugestão de leitura: O significado oculto do perdão

Sergei O. Prokofieff