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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Conflitos na Maturidade

Reinventar-se          Vivenciamos uma maturidade bastante diferenciada e diversificada.  Mudanças rápidas e contínuas geradas pelos setores econômicos, sociais, estruturas familiares, como também alta tecnologia, principalmente nos meios de comunicação, estão causando impacto no envelhecimento das pessoas.

          Esse contexto traz inquietações aos envelhescentes porque a longevidade se prolonga cada vez mais. E como enfrentar e se reorganizar frente a tudo isso?

          Quando é aconselhável se aposentar? Estando aposentado, a renda permitirá ter uma vida saudável e confortável?

          Pelas estatísticas atuais, vemos que cada vez mais brasileiros trabalham depois de aposentados para manterem por mais tempo seu conforto e terem suas necessidades atendidas.

          É necessário se preparar para a aposentadoria. Além do fator econômico, há o psicológico, emocional, afetivo.

          É importante se organizar para poder desfrutar dessa fase.   Reaproximar-se dos amigos ou participar de novos grupos é imprescindível.

          A família também passa por transformações, com o casal trabalhando fora, diminuição do número de filhos, crianças em creches, moradias pequenas, ficando cada vez mais difícil ter tempo e espaço para cuidar dos mais velhos.

          Aumenta o número de envelhescentes, que devido à viuvez ou separação, moram sozinhos. Esta opção é para aqueles que têm autonomia física, financeira, que conseguem fazer suas atividades rotineiras. Muitos, na velhice, continuam sós, mas com um cuidador para auxiliá-los.

          Pessoas na faixa de 50-60 anos estão se separando pela incompatibilidade de interesses, porque o envelhecimento do homem e da mulher são muito diferentes, chegando a causar profunda irritabilidade, desmotivação, inclusive depressão.

          Os novos envelhescentes estão reinventando a velhice de hoje para sobreviverem felizes, saudáveis e realizados. É a geração “ageless”, que significa “sem idade!” Nos anos 60 quebraram muitos paradigmas, buscando a paz. Agora são envelhescentes que continuam transgredindo tabus. Não querem ser invisíveis, infelizes ou deprimidos. Querem continuar a dançar, cantar, estudar, trabalhar, criar, amar, viajar, quebrando o antigo modelo de envelhecimento solitário, doentio.

          Um grande desafio na maturidade é o envelhecimento corporal, dificilmente aceito pelas pessoas. Pelo fato da sociedade supervalorizar o jovem, envelhecer se torna sinônimo de decadência, minimizando todas as belezas e a sabedoria que advêm dele.

          Assim como a vida é movimento, o envelhecimento também é contínuo. Saber envelhecer é saber viver, com todos os desafios, ousadia e felicidade.

“ Tudo o que você for para você mesmo, você será para os outros.

Se você se amar, amará os outros.

Se estiver fluindo com o seu ser, estará fluindo em envolvimentos afetivos.

Se você estiver congelado por dentro, estará também congelado por fora.

O interior tende a se tornar o exterior, insiste em se manifestar no exterior.”

OSHO

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REVIVENDA – A inteligência em construção

Cosntruindo_Cerebro_Maturidade

“Sempre me senti maravilhado diante da perspectiva de um novo dia, de uma nova chance, de um recomeço, com talvez um pouco de magia à minha espera em algum lugar, escondida atrás da manhã”.

J.B. Priestley

         

          A inteligência é um produto de uma operação mental e permite a pessoa resolver problemas, e até mesmo, criar produtos que tenham valor específico dentro de uma cultura que nos envolve.

          A inteligência não é um elemento neurológico isolado, independente do ambiente. Fora da coletividade, desprovida do ambiente , a pessoa não pensaria. Portanto, sem sua língua, sua herança cultural, sua ideologia, sua crença, sua escrita, seus métodos intelectuais e outros meios do ambiente, a pessoa não seria inteligente.

          Com o extraordinário avanço da neurociência, o estudo da inteligência humana está passível de muitas transformações. Mesmo assim, é possível afirmar com segurança, que a inteligência de um indivíduo é produto de uma carga genética e que alguns detalhes da inteligência podem ser alterados com estímulos significativos em momentos cruciais do desenvolvimento humano.

          Na verdade, não existe uma “inteligência geral”, que aumenta ou estaciona, mas um elenco múltiplo de aspectos da inteligência, e alguns muito mais sensíveis à modificação por meio de estímulos adequados do que outros.

          Pesquisas recentes em neurobiologia sugerem a presença de áreas no cérebro humano que correspondem a uma forma específica de competência e de processamento de informações. Embora seja uma tarefa difícil dizer claramente quais são essas áreas, cada uma delas expressa uma forma diferente de inteligência.

          Howard Gardner , em 1983 publicou nas suas pesquisas as oito áreas do cérebro humano onde se abrigariam as inteligências múltiplas: lingüística-verbal, a lógico-matemática, a espacial, a musical, a cinestésica corporal, a naturalista, a interpessoal e a intrapessoal.

          As inteligências múltiplas se desenvolvem de maneira desigual em cada hemisfério cerebral. “As janelas de oportunidades” , como chamam os neurobiológicos, são os melhores períodos para o desenvolvimento de cada inteligência, mas o fechamento dessas janelas não representa que não possamos aprender mais após esse período. Não há impedimento da aprendizagem, desde que as inteligências sejam estimuladas. O que pode ocorrer é que determinadas aprendizagens tornam-se um pouco mais difíceis.

          Quanto ao envelhecimento da inteligência, é uma questão difícil de se responder. O envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo, e também não ocorre com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Ocorre muito mais por falta de estímulos – por falta de ginástica – do que por razões biológicas.

          A motivação para aprender e se cercar de desafios mais estimulantes é o que facilita ou dificulta a aprendizagem até o final da vida.


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A cura por meio da escrita

Escrever_Diario_Maturidade          Escrever sobre experiências traumáticas pode ajudar as pessoas a refletirem sobre si e sobre as situações, possibilitando a superação de dores físicas, emocionais ou psicológicas.

          Ao registrar eventos sob os quais nem sempre se consegue falar, é possível colocar os fatos em ordem cronológica e estabelecer nexos, como também ajudar as pessoas a descreverem detalhes de experiências negativas, a explicitarem sentimentos, tudo isso favorecendo a organização psíquica.

          Na escrita terapêutica, o objetivo é ajudar as pessoas a compreenderem melhor as questões que as inquietam, a aproximarem-se dos sintomas e da dor psíquica de forma protegida, traduzindo emoções em palavras.

          A técnica da escrita também é muito interessante para qualquer pessoa, independente do uso terapêutico em clínicas, pois o registro periódico de vivências favorece a cognição e o entendimento das experiências.

          Na maturidade, com as inúmeras mudanças físicas, hormonais, emocionais, sociais, familiares a que homens e mulheres são acometidos, o exercício da escrita alivia as tensões  e, principalmente, permite a reelaboração dos fatos e a reflexão, ampliando a compreensão e facilitando os relacionamentos.

          Como usar a técnica da escrita para cura?

1.     Durante alguns dias, a pessoa deverá escrever todos os dias, por uns 15 minutos, pensamentos suscitados por experiências traumáticas, ou pensamentos perturbadores de situações que a afligem, seja a perda de um ente querido, dificuldade de aceitação de mudanças, de doenças, inadequações no emprego, relacionamentos tumultuados, etc.

2.     Não deverá se preocupar com a qualidade do texto, tampouco com a ortografia, a gramática ou a estrutura do período. O importante é escrever tudo que incomoda, com a intensidade das emoções que emergirem.

3.     Uma vez iniciada a escrita, deverá prosseguir por uns dias, sem se deter.

          Depois de um tempo, a pessoa verificará que as emoções diminuem ou se modificam.

          Por que funciona?

          É muito difícil encontrar uma única explicação para um fenômeno tão complexo. Porém, especialistas reconhecem a mudança que a escrita é capaz de provocar na percepção de si.

          É um exercício mental que ajuda nas relações com os outros e consigo mesmo, ativando habilidades sociais, e maior facilidade para se expressar afetivamente. Isso porque houve um esvaziamento de emoções tumultuadas, como a raiva, a mágoa, a tristeza. Esses espaços começam a ser preenchidos com outra visão: de tolerância, de compreensão, de calma, etc.

          Essa técnica foi utilizada com pessoas que sofriam de asma, artrite reumática que, depois de quatro meses em uso, manifestaram uma nítida melhora nos sintomas: redução da dor e aumento da mobilidade, no caso da artrite reumática, e um incremento da capacidade pulmonar, no caso dos asmáticos. Uma possível explicação é o efeito da escrita sobre o sistema imunológico.

          Foi utilizada em diferentes situações e mostrou-se eficaz.

          Tive a oportunidade de sugeri-la a uma amiga que, na época, fazia quimioterapia por lutar contra um câncer de mama. Aconselhei-a a fazer o registro de sua revolta, sua dores, seus medos. Isso permitiu que as sensações e pensamentos negativos saíssem do seu corpo e no lugar deles, posteriormente, entrassem paz, amor dos amigos, aceitação e esperança de algo que poderia ser modificado e ela, felizmente, curou-se. O tratamento foi muito mais eficaz.

          A escrita para curar é uma técnica tão simples e à medida que colocamos no papel os desejos, as necessidades e as emoções, tudo se torna mais claro para compreendermos  e redirecionarmos nossas expectativas, nossas metas, nossos sonhos e sermos mais saudáveis e felizes.

          Vamos voltar a escrever o “velho diário”?

          Vamos tentar?


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O fator político na Maturidade

Votar_Maturidade          Em plena maturidade é muito bom e importante ajudar a construir a História da nossa Pátria através do voto.

          Constatar que seus valores morais e éticos estão interligados com uma grande maioria de pessoas, clamando por mais transparência, verdade, justiça e honestidade  no comando de nossa nação.

          Sonhar com ideais altruístas e ter a chance de batalhar, com o nosso voto, fazem nosso  coração disparar quando estamos frente a urna. É um exercício de cidadania único, intransferível, que não podemos nos abster.

          Não há um só candidato pronto, perfeito. Mas há candidatos com boa índole, com vontade de mudar a direção, com melhores propostas para a educação, saúde e segurança no nosso país.

          É necessário que nós tenhamos muita consciência nesse momento decisivo das nossas escolhas, pois elas deverão refletir nossa maturidade, nossos anseios por um país e mundo melhor.

          Será nossa verdadeira herança para nossos descendentes. Vamos contracenar, votando!!

          O segundo turno está próximo. Pense bem, reflita o que deseja como cidadão que já colaborou muito e que ainda deseja deixar sua marca nesse país e vote conscientemente, não pensando apenas em garantir a manutenção do seu emprego, ou em encher seus bolsos indignamente.  

          Vamos ser atores políticos. Vamos ajudar na grande mudança, votando. Essa grande mudança começa com cada um de nós.

          Ou você prefere ficar sentado, alienado, enquanto outros indivíduos decidem por você?

“Só você põe limites em sua vida.

Só você pode modificar os seus passos.

Só você poderá fazer-se feliz.

Acredite em si mesmo.

Viva… Mas viva tudo…

Cada minuto, como se este fosse o último.”


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A Yoga na Maturidade

Yoga_Maturidade          A yoga é uma especialidade que une ensinamentos espirituais com respiração, meditação, por meio de posturas físicas,  para nos ajudar a encontrar nossa força e nossa paz interior.

          Fui exercitá-la há poucos anos por insistência de um filho. Eu estava em um período de mudanças, praticamente deixando de lecionar, ansiosa, cansada, e, como sempre,  num ritmo muito acelerado.

          Quão bem me fez conhecê-la!

          Nas primeiras aulas, foi um desafio: desacelerar!!! Até que aos poucos, fui gostando de me sentir mais calma, mais confiante na vida e com uma respiração mais profunda.

          No início e no final da aula, ao som de músicas suaves, temos uns minutos para relaxar nosso corpo físico, nos preparando para os exercícios respiratórios e posturais que vêm a seguir.

          Aprendi que o importante é o nosso autoconhecimento. Cada um no seu limite, sem se preocupar quantas vezes repetimos a seqüência, mas fazendo-a com calma, deixando a mente se esvaziar, vivendo o aqui-agora, para receber o fluxo das energias.          

          Fazemos alongamentos imitando os animais, e cada qual, tem uma serventia diferente; posturas de equilíbrio, como a do Guerrreiro. E uma das mais importantes é a seqüência da Saudação do Sol, onde sentimos uma enorme vitalidade se espalhando pelos nosso corpos.

          Sempre há uma leitura pela professora enquanto repousamos, para nos estimular a viver bem, em paz conosco.

          Em algumas aulas há momentos de meditação induzida, e depois partilhamos as experiências vivenciadas.

          Geralmente saio das aulas com tranquilidade, confiante na vida e com pensamentos positivos para solucionar todos os desafios do cotidiano.

          A yoga na maturidade me trouxe um equilíbrio interno intenso. Está me auxiliando a trilhar o caminho natural da existência sem pressa, valorizando cada momento vivido, as pequenas coisas do dia-a-dia, onde repousa a felicidade.