Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


Deixe um comentário

Partidas

Partidas_Maturidae“A vida começa com uma chegada. Termina com uma despedida…

A chegada e a partida fazem parte da vida. Como o dia, que se inicia com a madrugada alegre, com luzes, e termina com o sol que se põe, triste, final de luzes e cores que se vão. Preparamos com carinho e alegria, a chegada de quem amamos. É preciso preparar também, com carinho e tristeza, a despedida de quem amamos”.

(Rubens Alves)

          Mas, dificilmente nos preparamos para as partidas.

          Vamos vivendo o dia-a-dia, com as pessoas ao nosso redor, acostumando-nos com a rotina, sem enxergar a beleza e a cumplicidade que se estabelece entre os seres queridos.

          Na maioria das vezes, somente a separação ou a perda nos sinalizam o quanto essas pessoas nos eram importantes, o quanto elas nos inspiravam segurança, carinho, amor. Ou, pelo contrário, o quanto nos permitimos ser dependentes e submissos a elas, por comodidade, ou por outros motivos.

          Essas perdas, principalmente na maturidade, podem nos trazer muitas desacomodações, depressão e mudanças no estilo de vida que não queremos para nós, como morar com algum parente, ficar sozinha, ou estabelecer uma transferência de dependência para com os filhos.

          Tudo dependerá de como você costuma reagir frente às vicissitudes da vida: enfrenta-as ou se acovarda, deixando que os outros continuem a resolver por você?

          Para viver sem sofrimento é preciso se preparar para as partidas: aprender a desapegar-se.

          Acumulamos muitos apegos no percurso de nossas vidas, tanto material como emocionalmente, e na maneira de pensarmos e agirmos. Somos condicionados pela família, pela cultura em que estamos inseridos, pela religião que praticamos, pela educação que recebemos. Esses valores vão se enraizando em nós e nem temos consciência de muitos deles.

          É nos observando que vamos tendo consciência de como somos realmente. E vamos aprendendo a soltar algumas amarras. Isso é um treino que nos trará grandes benefícios para enfrentarmos momentos dificílimos, tal como a perda de entes queridos.

          Não há como segurar a vida. Ela flue, ela tem seu ritmo, hora devagar, hora acelerado, criando sempre inúmeras possibilidades para aprendermos nos desapegar, principalmente da forma em que fomos condicionados a pensar.

          No luto, quando a dor se acalmar, essas perdas de entes queridos podem ser um grande impulso para nosso autoconhecimento e, inclusive, despertar a coragem de sermos nós mesmos, descobrirmos nossa capacidade de resiliência.

          Tudo dependerá da nossa reação frente a isso e de nossos olhos.

          Não bastará abrirmos as janelas para ver as ruas, as casas, as árvores, os jardins ….Não é bastante não sermos cegos para ver tudo isso.

          Quando nossos olhos deixarem de se fixar somente no passado, no saudosismo, em uma visão que já passou e não existe mais, e conseguirmos olhar o minuto presente, único, efêmero, constataremos que as ruas, as casas, os jardins continuam os mesmos e nada foi acrescentado, e no entanto, tudo está diferente, pois mudou o nosso olhar. Chegaremos a sentir a brisa, ou o calor intenso do dia, ficaremos fascinados com o anoitecer, com as primeiras estrelas surgindo no céu. Portanto, tudo mudou.

          “A saudade nos faz relembrar vivamente fatos marcantes, inesquecíveis, gratificantes e também as pessoas queridas que perdemos”. (A. Monteverde). Tudo isso é nossa vida, e faz parte da nossa existência. Mas o saudosismo é ficar presa somente ao passado, a uma única possibilidade que já foi, e nos aprisiona a velhos paradigmas.

          Vamos aprender o desapego antes das perdas, para que compreendamos as partidas, como algo inerente à vida: nascer, crescer, desenvolver e morrer. E agradecermos por temos compartilhado uma existência.

          Sempre teremos em nossos corações as pessoas queridas que já não convivem conosco. E vamos redirecionar o leme das nossas vida, pois viver feliz é a melhor opção.

“Vai, portanto, come a tua comida e alegra-te com ela,

bebe o teu vinho com um coração feliz.

Veste-te sempre de branco

e que não falte óleo perfumado nos teus cabelos.

Goza a vida com quem amas todos os dias da tua vida…

Pois Deus já aceitou o que fizeste …

(Eclesiastes, 9.7)

                                                                                                                        

Anúncios


Deixe um comentário

Projeto Acolhimento – Vencendo a barreira do medo

Vencendo_medo_maturidade          Nessa reunião trabalhamos o tema “Vencendo a barreira do medo”.

          Lemos e discutimos um texto e aos poucos fomos conversando sobre nossos medos e o porquê deles estarem arraigados em nós. Isso, porque, de modo geral, o medo se relaciona com emoções negativas que vivenciamos e que deixaram marcas em nossa memória, em nossas células.

          Para nos libertarmos do medo é preciso grande disposição interior, pois geralmente são memórias dolorosas e revivê-las é difícil. Criamos inclusive armaduras corporais para não senti-lo, sufocá-lo.

          O medo chega a nos paralisar e é preciso coragem para confrontá-lo, acessar nossas feridas emocionais para refazer o caminho e nos libertar desse aprisionamento.

          Vivenciamos técnicas transpessoais, que favoreceram a transmutação dos medos e emergiram insights que auxiliaram na cura, na compreensão de situações difíceis que as pessoas estão enfrentando.

          Posteriormente, em silêncio, cada participante desenhou o que sentiu e captou na experiência.

          Foi emocionante a partilha dessas descobertas.

          E o projeto Acolhimento continua….todas as quintas-feiras às 14h.


1 comentário

A síndrome do ninho vazio

          A síndrome do ninho vazio pode acontecer em um momento da nossa vida, quando os filhos saem de casa para estudar em outro país, ter sua própria moradia…enfim, quando corta-se o cordão umbilical com os pais.

          Esse momento é muito dificultoso, sofrido para os pais? Ou pode ser um oportunidade para eles se redescobrirem, traçarem novas metas?

          Segue um vídeo para ajudar-nos a refletir mais sobre este tema.

 


2 Comentários

Sobre o nosso Medo

“Nosso medo mais profundo

Não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo

É que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas,

O que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:

Quem sou eu para ser Brilhante,

Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo.

Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.

Não há iluminação em se encolher,

Para que os outros não se sintam inseguros

Quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar

A glória do Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,

Inconscientemente damos às outras pessoas

Permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo,

Nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

 

Nelson Mandela

Mandela_Maturidade