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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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1º Encontro de Aprofundamento em Quirofonética – São Paulo

Livro_Quirofonetica_Maturidade          O 1º Encontro de Aprofundamento em Quirofonética foi realizado em São Paulo, na Clínica Tobias, nos dias 28 e 29 de janeiro e ministrado por Dr. Mauro Menuzzi, médico antroposófico, residente em Portugal.

          Foram novos conhecimentos trazidos da Áustria, onde nasceu essa Terapia Antroposófica, idealizada por Alfred Bauer, que vão nos auxiliar na atuação da Quirofonética, de maneira curativa no organismo humano.

          Relembremos que a Quirofonética é uma terapia metafísica que busca o ser curador dos fonemas (vogais e consoantes). A pessoa sente e acolhe os fonemas não só de maneira auditiva, mas também cinestésica, pelo deslizamento dos fonemas nas costas, pernas e braços.

          No Encontro, conhecemos fonemas indicados para tiques nervosos, alergias, problemas digestivos e renais, obesidade, pensamentos confusos e outros mais, compreendendo o significado desses problemas e o caminho da cura pelos fonemas.

          O ponto culminante para mim, foi o estudo das Forças Terapêuticas dos Quadros das Madonas. Rudolf Steiner, apresentou esta série de quadros em Munique, em 1911, para ser utilizada por pacientes, principalmente nos casos de doenças anímicas, ou seja, doenças da alma. Ele indica que vejamos essas figuras antes de adormecer, para nos auxiliar na elevação do corpo etérico.

          Trabalhamos terapeuticamente no Encontro, com o quadro número 9 – “Madona Tempi”, de 1508, pintado por Rafael Sanzio.

Madona_Tempi_Maturidade

          Nessa proposta terapêutica, os fonemas utilizados são de redenção: livram os “pecados”, no sentido de que quando rogamos algo a Virgem é porque queremos nascer de novo – AGORA!

          O fonema essencial da Virgem é o B: nele se tem a concentração de toda matéria cósmica no ponto mais puro que existe. É como se voltássemos no útero da Mãe, e renascêssemos de novo.

          É indicado para pessoas que sofreram abusos morais, principalmente, ou sexuais, dificuldade nos seus relacionamentos afetivos, profissionais, familiares. Carregam mágoas, ressentimentos, culpas e querem ser perdoadas – abençoadas. Rogam a Virgem para recuperar a memória como um ser divino, puro.

          Desde então, tenho utilizado com alguns pacientes, as forças terapêuticas da quirofonética, com o quadro número 9 da Madona, e o efeito tem sido surpreendente! Os pacientes sentem que algo muito profundo mudou e iniciam uma nova jornada como quem acabou de nascer, revitalizado, amado, puro.

          Forças amorosas, acolhedoras, internas emergem e a pessoa sente a leveza da vida, percebe sua capacidade para lidar com os desafios que se apresentam no dia a dia. Resgata o seu poder de amar e amar-se!

          A Terapia Antroposófica – Quirofonética é ainda pouco conhecida no Brasil, e sua manifestação curativa é profunda, muito útil nos tempos atuais, para diversas problemáticas que enfrentamos: stress, depressão, dificuldades de relacionamentos, dificuldade de ouvir a si mesmo e aos outros…

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Normose – Normalidade pode ser patológica?

          Normose_MaturidadeO labirinto é uma bela imagem da nossa vida, do desejo que nos faz avançar e do medo que nos faz recuar. Muitas vezes, no labirinto de nossas vidas, sentimo-nos perdidos. Temos a impressão de que não caminhamos, não avançamos, de que estamos regredindo.

          Quando recebemos o convite para nos levantarmos, caminharmos, despertarmos do nosso “sono”, atravessarmos esse labirinto, existe algo dentro de nós que resiste. Essa força que resiste é o que chamamos de normose.

          A normose nos impede de nos tornarmos realmente o que somos. Termo usado na Psicologia Transpessoal, é um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria das pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes.

          Popularmente falando, normose é fazer e pensar tudo aquilo que os outros fazem e pensam, sem sair desse esquema. Sair da normose, transgredir seus limites asfixiantes, exigirá de nós um herói ou uma heroína! Como a normose é dotada de um consenso social, as pessoas não percebem seu caráter patogênico. O que os outros vão pensar se eu agir diferente de todos?

          A normose, então, é uma normalidade doentia. Ela nos esmaga, aprisiona em troca de status, de poder, reconhecimento social, de pertencimento a grupos, mas impede totalmente nossa evolução como seres pensantes, co-criadores e espirituais.

          E como sair da normose? Como buscar nossa autenticidade, nossa felicidade? Como podemos perder o medo da nossa própria grandeza para não recusarmos o nosso ser essencial?

          É dando-nos oportunidade de nos interrogarmos sobre nós mesmos, sobre o que cada um de nós tem de particular e único, o que cada um tem a fazer nesta vida, nossa missão, que pessoa alguma pode fazer em seu lugar.

          É recusar ficar deitado e escutar aquela voz que nos convoca: “Levanta-te”!

          A normose faz de nós seres que não querem tornar-se adultos, diferenciarem-se, que preferem permanecer no conhecido, que têm medo do desconhecido.

          O fato de não nos tornarmos nós mesmos pode gerar consequências não apenas no nosso interior, mas também em torno de nós. O maior serviço que podemos prestar aos outros é tornar-nos nós mesmos, porque se não o fizermos haverá distúrbios à nossa volta.

          Há momentos em nossa vida em que não podemos mais fugir. Não temos mais saída. É preciso encarar as nossas responsabilidades e não responsabilizar os outros pelas consequências dos nossos atos.

          É preciso olhar de frente os nossos medos e encará-los. Este é o combate do herói e da heroína! E assim saímos da normose e garantimos nossa evolução como seres em sua jornada.