Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Domingo de Ramos e o Dia do Antigo Sol

Domingo_Ramos_Maturidade_2          Dia do Antigo Sol – Centro, Eu, Humanização

          “Entrada de Jesus Cristo na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. O povo da cidade o saúda com ramos de palmeiras.

          Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, pois sabe que aquele entusiasmo logo passará.

          Para Cristo, essa era a transição da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença do espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.”

          No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de “Hosana”, o povo o saúda com ramos de palmeiras.

          A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.

          O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual.

          O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.

Texto: Edna Andrade


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Homenagem às mulheres!

          A todas as mulheres, grandes e pequenas, guerreiras e esperançosas, carinhosas e dedicadas, mães e avós, que aprenderam a valorizar a vida ao longo do tempo, e escolheram ser felizes!

          Ofereço um poema, expressando meu carinho e admiração por tudo que são, por tudo que construíram para deixar pegadas profundas nas estradas que percorreram até esse momento. Em especial, para Carolina, Lilian e Maia.

Sou mulher

Venha alegria

Encantar o meu viver.

Venha prazer

Tocar o meu querer.

Venha doçura

Abraçar minha solidão.

Acordo a mulher que sempre tive dentro de mim.

Manifesto-a.

Respeito-a.

Conquisto-a!

E permito, prazerosamente, que ela se descortine em mim.

Happy_Woman_Maturidade


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Lenda de São Nicolau

sao_nicolau_maturidade          Muito longe, no Oriente, vivia um bispo muito bondoso e piedoso, chamado Nicolau. Ele morava em um castelo e tinha grandes plantações de cereais e um imenso pomar. Tudo que colhia era dividido com seus servos e suas famílias. Na época da colheita, guardavam os melhores grãos para serem novamente semeados; faziam pães bem saborosos; armazenavam cuidadosamente os alimentos para que não houvesse falta. E todos viviam felizes e saudáveis.

          Certo dia, ele ouviu contar que no Ocidente havia uma cidade onde todas as pessoas passavam fome, inclusive as crianças. O bispo Nicolau chamou então os seus servos, que o amavam muito e falou-lhes:

          “- Tragam-me frutas dos pomares e colheitas dos campos para que possamos saciar os famintos.”

          Os servos trouxeram cestas com maçãs, uvas, peras, amêndoas e nozes. Em cima, colocaram pão de mel, bolos feitos pelas mulheres do lugar. Trouxeram também sacos cheios de grãos dourados de trigo. Nicolau ordenou que todas as dádivas fossem colocadas num navio grande e bonito, todo branco e com velas azuis como o azul do céu. Viajaram muito tempo para chegar a essa terra desconhecida: sete dias e sete noites. Quando chegaram à grande cidade, já era noite e não se via ninguém nas ruas – as luzes brilhavam pelas janelas das casas. O bispo Nicolau bateu numa janela. A mulher que morava na casa, pensando tratar-se de um viajante pedindo abrigo, mandou o filho abrir a porta. Como não havia ninguém, a criança correu pela janela. Lá encontoru uma cesta refleta de frutas, bolos e doces. Ao lado da cesta estava um saco com grãos dourados de trigo. Todas as pessoas fartaram-se com as dádivas e por muito tempo, ficaram fortes e alegres.

          O Bispo Nicolau foi ficando velhinho, com a barba branca, e agora está no céu. Todos os anos, na data do seu aniversário, seis de dezembro, ele viaja para a Terra. Monta em seu cavalo branco e vai descendo, de estrela em estrela, para levar suas dádivas para as crianças, porque hoje, na Terra, a fome é muito maior, não só para as crianças, como para os inúmeros idosos abandonados pelas famílias. E não é só fome de alimentos, mas também de amor, de compaixão, de bondade, de confraternização, solidariedade.

          Ele nos ajuda a preparar o nosso Natal: a abrir nossos corações e renascer em amor ao próximo, a praticar a solidariedade entre as pessoas.

          Nesse ano, desejo que vocês sejam tocados por São Nicolau. Que essas sementes de bondade, de justiça, da verdade, jogadas por ele, brotem em seus corações.

          Feliz Natal! Muita Paz e Alegria!

 


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Dia Mundial do Idoso – O desafio da longevidade no Brasil

Idoso_Maturidade

“Nada de muito importante acontece

sem um sonho. Para que algo realmente grande aconteça, é preciso que haja

um sonho realmente grande.”

Robert Greenlaf

 

          Sonhar é o primeiro passo para libertar nosso potencial, para acordar nosso desejo de encontrar um caminho que nos ajude a realizar esse sonho.

          Atualmente eu tenho um sonho que vou partilhar com vocês, meus amigos, para que juntos, ajudem-me a potencializar sua realização. Daí a criação do Portal da Maturidade.

          O sonho é atuar na conscientização das pessoas sobre seu processo de envelhecimento, para que tenhamos muito mais ganhos do que perdas. Com o aumento da expectativa de vida, viver centenariamente significa que teremos muitos anos de velhice. Algo inédito na humanidade!!!!

          A longevidade do povo brasileiro é desafiante e assustadora, porque já temos milhares de anciões brasileiros com mais de 100 anos, e nossas políticas sociais continuam ineficazes para atender essa categoria.

          A maioria das pessoas não se prepara para envelhecer. Além de negar o próprio envelhecimento, também se recusa a pensar nele ou planejá-lo. A razão dessa recusa deve-se à imagem negativa do velho que a sociedade projeta, bem como a da velhice. Adorna-os com doenças, inutilidades, problemas, incapacidades, dependências, perdas, impotência. E além de tudo isso, o idoso sente que perde poder e status na sociedade por não conseguir desempenhar uma vida ativa.

          Como regra geral, a velhice bem sucedida depende atualmente apenas da iniciativa do idoso.

          Apesar de todas as dificuldades deste longo caminho, comemoremos o Dia Mundial do Idoso, celebrando a vida e valorizando os passos dados na direção de uma maturidade saudável, consciente e feliz.

 


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Botão ou Flor? … Primavera!

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“E chegou o dia em que o risco de continuar apertado num botão ficou mais doloroso do que o risco de desabrochar.”

Anaïs Nin

 

          Esperamos ansiosamente a chegada da primavera!

          Acordamos e vemos tudo mais colorido. Parece ser um passe de mágica, apesar de não ser bem assim. As árvores se vestem majestosamente de amarelo, vermelho, múltiplas cores; os jardins se ornamentam para receber nossos olhares admirados e as flores, além de suas belezas, muitas vezes exóticas, exalam seus perfumes inigualáveis! Mas houve um trabalho silencioso anteriormente, para que todas essas belezas surgissem.

          Tudo para nos alegrar,para nos deixar felizes!

          Uma cornucópia cheia de flores, simbolizando amor e abundância é voltada sobre a Terra na entrada da primavera. É o presente de Grande Mãe Natureza para seus filhos. A chuva desce e rega a terra para que as sementes cresçam, se abram e floresçam nessa época.

          E como respondemos a todo esse Amor?

          Que semente(s) vamos plantar em nós mesmos, para florescer ainda nessa primavera?

          Amor? Companheirismo? Serenidade? Paciência? Paz? Saúde? Alegria? Desapego? Compaixão? Tolerância? Solidariedade? Perdão? Auto-perdão?

          Nossa vida e nossa felicidade são muito importantes.

          Para que não percamos de vista essa semente que escolhemos, vou dar uma dica: plantemos uma muda pequenina de alguma erva medicinal ou flor, e vamos cuidando dela todos os dias, regando-a, conversando com ela, como se fosse a qualidade que queiramos que floresça em nós. Vamos fazer de tudo que estiver ao nosso alcance para que essa mudinha cresça e se transforme numa bela planta.

          Muitas foram as primaveras que já passamos encerradas em um botão, mas vamos fazer dessa primavera de 2013, uma primavera especial, sem medo de desabrochar.