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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima

No mundo, sem memória recente… Alzheimer

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Alzheimer_Maturidade          O Mal de Alzheimer ou Doença de Alzheimer é assim denominado em função de ter sido pela primeira vez descrito em pesquisas do psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que citou este tipo de doença em 1906. Ainda há aspectos para desvendar sobre este mal que afeta cerca de 25 milhões de idosos no mundo inteiro.

          O Alzheimer é uma doença tratável, apesar de ser degenerativa e incurável. É também a principal causa de demência em idosos, distúrbio caracterizado pela perda progressiva das capacidades cognitivas. Estima-se que, no Brasil, há por volta de um milhão de portadores de Alzheimer, que buscam por tratamento por meio de medicação e acompanhamento diferenciado.

          Viver num mundo sem memória para acontecimentos recentes pode causar alterações de comportamento como: depressão, agitação, confusão e desorientação,ações repetitivas, perda da capacidade de executar tarefas rotineiras, delírios, alucinações, caminhar sem rumo, agressividade.

          Nem toda demência é Alzheimer. Há muitas formas de demências. Não há um diagnóstico preciso, mas existem alguns “sintomas-chave”que ajudam a elucidar essa demência.

          Posteriormente comentarei sobre as causas e sintomas do Mal de Alzheimer.

          O que pretendo realçar, no momento, é o impacto sobre a família quando recebe essa notícia. Para quem sofre a doença é difícil, mas para a família é muito mais. Há revolta, negação, até compreender que o ente querido afetado precisa de muita ajuda, o quanto antes, para ser tratado clínica e emocionalmente. Geralmente, a pessoa com perda anormal de memória não percebeu sua condição atual. Se a família fizer de conta que não vê, não irá reverter o problema, apenas agravá-lo.

          Por isso, é importante conhecer tudo o que puder sobre a doença, para lidar melhor com os sintomas e cuidar bem do ente querido acometido por ela.

          Desenvolver empatia é fundamental para entender a pessoa. Colocar-se no seu lugar, entrar na sua fantasia, e, em determinados períodos, vivenciar essa fantasia como uma ponte de comunicação amorosa com a pessoa que já está ausente da realidade.

          Fase dificílima para a família que percebe que seu ente querido não se reconhece mais como mãe, ou pai, e que essa perda de identidade significa uma perda irreparável. Quem é essa pessoa agora?

          É um período de luto da família sem que o ente querido tenha falecido. Morreu o personagem! Mas a pessoa está ali, viva, diferente, confusa… O que fazer?

          Acolhê-la de todas as maneiras é o caminho saudável para todos. Fazê-la sentir que há amor à sua volta, há aliados para sua atual comunicação, que, na maioria das vezes, regride ao passado. Compreendê-la como criança, ou outro personagem de que esse ente querido se apropria.

          Conversar, cantar com ela, ler histórias, distraí-la, brincar, acalmar, suscitar emoções positivas e, mais do que tudo, compreender seus sentimentos, pois quando essa pessoa agredir, lembre-se de que não é ela que o está fazendo, mas a doença.

          Não há soluções mágicas. Aprende-se com choros, tristezas, como também com alegria ao ver nosso ente querido sorrir, dormir calmamente, brincar com você, pelo tempo que puder haver participação.

          O caminho é o amor! Doe, doe, doe e seu ente querido, apesar de não poder expressar, terá uma gratidão eterna por você.

 

 

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