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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Amor é doação! Vamos sair da zona de conforto?

Cuidar_idoso_maturidade          À medida que se está próximo da velhice, percebe-se que para a grande maioria das pessoas, é comum um grau de dependência dos filhos, parentes e amigos.

          Param de guiar, de viajarem sozinhos, começam a ter dificuldades de lidar com as novas tecnologias, principalmente pessoas que nunca foram ousadas, entusiastas em aprender coisas novas.

          Atualmente é grande o número de pessoas idosas que moram sozinhos e isso lhes causam muitas preocupações pelo fato de não saberem como reagir, onde ficar quando vierem algumas vicissitudes da vida, como doenças, depressão, etc.

          A família, mesmo passando por significativas mudanças, é a melhor alternativa para acolher o idoso.

          Deixar, muitas vezes, sua zona de conforto para ajudar, exige amor.

          Amor é doação do nosso melhor para ir ao encontro do outro, bem mais velho, para ajudá-lo nas suas necessidades, partilhar das suas alegrias e tristezas, das suas preocupações e minimizá-las.

          Recentemente, vi um vídeo do Pe. Fábio, onde ele perguntava: “Quem nos amará de verdade na velhice? Quem nos acolherá e manterá nosso valor, mesmo que já não tenhamos utilidade? Quem será capaz de tolerar nossa inutilidade?”

          As questões levantadas pelo Pe. Fábio, respondem ao verdadeiro significado do amor.

“Quem nos colocará para tomar sol? E sobretudo, quem nos tirará do sol?”

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A importância de saber cuidar – Dar vida à uma vida!

Cuidar_Maturidade          Será que você é um cuidador e nunca parou para pensar nisso?

          Acredito que desde muito cedo cuidamos de alguém: de um irmão pequeno, dos filhos, e com o passar do tempo, do esposo(a), dos pais ou de algum familiar que necessite de sua atenção.

          Cuidar significa dar atenção, dedicação, carinho, como também encargos e responsabilidades. É oferecer seus talentos ao outro em forma de serviço. É uma tarefa que vai além dos cuidados com o corpo físico.

          Por trás da pessoa cuidada, devido a uma doença, ou limitações advindas de fatalidades, há uma história de vida, seus sentimentos e suas emoções, a que o cuidador deverá estar atento.

          Exige-se preparo para essa tarefa, pois é necessário compreender qual tipo de ajuda a pessoa requer: necessita continuamente de outra pessoa ou de algum equipamento? Até quando ela precisa de ajuda? A sua incapacidade está relacionada a todas ou a algumas atividades?

          Cuidar é perceber a outra pessoa como ela é, suas preferências, seus gestos e falas, suas dores e limitações. Dessa forma, o cuidador pode atendê-la na sua maneira de ser, levando em consideração as sua particularidades e necessidades.

          O cuidador é aquele que observa e identifica o que a pessoa cuidada pode fazer por si; avalia as condições e, assim, consegue ajudá-la a fazer as atividades. Não é fazer tudo pela pessoa, mas estimulá-la para conquistar sua autonomia, mesmo que seja em minúsculas tarefas. Isso requer tempo e paciência.

          A pessoa a ser cuidada, geralmente, fica totalmente dependente do cuidador.

          Há cuidadores profissionais e cuidadores familiares , ambos com qualidades especiais, demonstradas pelo amor à humanidade, pela doação, pela compaixão, sendo os primeiros remunerados, e os outros sem remuneração.

          Nem todas as pessoas conseguem exercer a função de cuidador, por mais que tenham amor para doar, sejam carinhosas e pacientes. É uma arte de dedicação, de zelo e de saber dar vida à vida do outro.

          O cuidador é aquele que leva ânimo e esperança para a pessoa cuidada, ensinando-a a viver o agora, da melhor forma possível, dentro das suas possibilidades. É aquele que a ajuda a sentir, querer e abençoar a vida.

“Cuidar é um exercício constante de amor e compaixão, sem o qual nos tornamos meros executores de normas pré-estabelecidas, que nos orientam, mas são insuficientes diante dos enigmas do ser humanos”.

(Sandra G. Greven)

Sugestão de leitura:

Um olhar para o cuidado do idoso

Grupo Vida – Brasil

1ª Edição – 2012

Editora Palavra ao Mundo

(Livrarias Saraiva)


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“Longe Dela” – Apreciação do filme

Longe_Dela_Maturidade          O filme nos mostra quando se inicia a perda da memória de uma pessoa portadora do Mal de Alzheimer, no caso, Fiona (Julie Christie), que era casada há 45 anos com Grant (Gordon Pinsent). E como essa demência vai progredindo, causando embaraço para Fiona, ela opta por morar em uma clínica e receber pronto atendimento.

          É fato que temos retido em algum lugar da nossa mente fatos, sensações e emoções que, embora não conscientes, afloram repentinamente, por alguns minutos, para desaparecerem outra vez. Essas fagulhas de consciência valem ouro para quem ama Fiona e deseja , de qualquer maneira, partilhar desses reencontros esporádicos mais uma vez.

          É impressionante a capacidade humana de amar, perdoar, mesmo na demência. Então, uma pergunta se faz: será que é preciso “perder” seu ente querido para descobrir o quanto o ama?

 


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No mundo, sem memória recente… Alzheimer

Alzheimer_Maturidade          O Mal de Alzheimer ou Doença de Alzheimer é assim denominado em função de ter sido pela primeira vez descrito em pesquisas do psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que citou este tipo de doença em 1906. Ainda há aspectos para desvendar sobre este mal que afeta cerca de 25 milhões de idosos no mundo inteiro.

          O Alzheimer é uma doença tratável, apesar de ser degenerativa e incurável. É também a principal causa de demência em idosos, distúrbio caracterizado pela perda progressiva das capacidades cognitivas. Estima-se que, no Brasil, há por volta de um milhão de portadores de Alzheimer, que buscam por tratamento por meio de medicação e acompanhamento diferenciado.

          Viver num mundo sem memória para acontecimentos recentes pode causar alterações de comportamento como: depressão, agitação, confusão e desorientação,ações repetitivas, perda da capacidade de executar tarefas rotineiras, delírios, alucinações, caminhar sem rumo, agressividade.

          Nem toda demência é Alzheimer. Há muitas formas de demências. Não há um diagnóstico preciso, mas existem alguns “sintomas-chave”que ajudam a elucidar essa demência.

          Posteriormente comentarei sobre as causas e sintomas do Mal de Alzheimer.

          O que pretendo realçar, no momento, é o impacto sobre a família quando recebe essa notícia. Para quem sofre a doença é difícil, mas para a família é muito mais. Há revolta, negação, até compreender que o ente querido afetado precisa de muita ajuda, o quanto antes, para ser tratado clínica e emocionalmente. Geralmente, a pessoa com perda anormal de memória não percebeu sua condição atual. Se a família fizer de conta que não vê, não irá reverter o problema, apenas agravá-lo.

          Por isso, é importante conhecer tudo o que puder sobre a doença, para lidar melhor com os sintomas e cuidar bem do ente querido acometido por ela.

          Desenvolver empatia é fundamental para entender a pessoa. Colocar-se no seu lugar, entrar na sua fantasia, e, em determinados períodos, vivenciar essa fantasia como uma ponte de comunicação amorosa com a pessoa que já está ausente da realidade.

          Fase dificílima para a família que percebe que seu ente querido não se reconhece mais como mãe, ou pai, e que essa perda de identidade significa uma perda irreparável. Quem é essa pessoa agora?

          É um período de luto da família sem que o ente querido tenha falecido. Morreu o personagem! Mas a pessoa está ali, viva, diferente, confusa… O que fazer?

          Acolhê-la de todas as maneiras é o caminho saudável para todos. Fazê-la sentir que há amor à sua volta, há aliados para sua atual comunicação, que, na maioria das vezes, regride ao passado. Compreendê-la como criança, ou outro personagem de que esse ente querido se apropria.

          Conversar, cantar com ela, ler histórias, distraí-la, brincar, acalmar, suscitar emoções positivas e, mais do que tudo, compreender seus sentimentos, pois quando essa pessoa agredir, lembre-se de que não é ela que o está fazendo, mas a doença.

          Não há soluções mágicas. Aprende-se com choros, tristezas, como também com alegria ao ver nosso ente querido sorrir, dormir calmamente, brincar com você, pelo tempo que puder haver participação.

          O caminho é o amor! Doe, doe, doe e seu ente querido, apesar de não poder expressar, terá uma gratidão eterna por você.