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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima

Chantagem emocional – Faz de conta perigoso

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Chantagem_Emocional_Maturidade          Quantas vezes nos percebemos chantageando emocionalmente as pessoas com as quais convivemos? Será que temos consciência desses atos, desse “padrão”que usamos para mantê-las perto de nós, controlando-as?

          “Filho, não faça isso que a mamãe não gosta”… Para a netinha: “não aja assim que a vovó(o) fica triste e não vem mais na sua casa”…

          São chantagens que coibem as pessoas de se exprimirem como são verdadeiramente, de não conseguirem colocar seus sentimentos reais na situação vivida. Aprendem a usar máscaras desde cedo, a sorrir quando têm vontade de chorar. Aprendem que para ser amado é preciso ser submisso, a ceder para quem se ama. Aprendem a ser dependentes emocionalmente.

          O efeito dessas chantagens é devastador para os chantageados, pois se não têm consciência desse processo, passam a repetir esse padrão comportamental nos seus relacionamentos.

          Será que não é mais sadio explicar objetivamente para a pessoa porque não quer que ela faça algo, do que chantageá-la?

          Reprimir os sentimentos por medo da perda de pessoas queridas (pais, avós, namorados, maridos, esposas) enfraquece a pessoa, dificulta seu autoconhecimento e muda o rumo das suas decisões. E com o tempo, pode “adoecer”, somatizar no seu corpo essa repressão dolorosa como um mecanismo de defesa.

          Aprendemos a receber e a doar amor.

          Quebrar esse modelo de chantagem emocional é possível. É preciso querer, desejar mudar sua maneira de relacionar-se, de amar e ser amado.

          Nas palavras de Roberto Crema*, podemos encontrar um caminho para a mudança pretendida: sair da chantagem emocional para o amor verdadeiro, respeitando-se e também a individualidade do outro, amando-se e amando-o tal como ele é, sem receio, e sempre aprendendo a amar.

 

“Mudar o mundo, é mudar o olhar.

Do olhar que estreita e subtrae, para o olhar que amplia e engrandece.

Do olhar que julga e condena para o olhar que compreende e perdoa.

Do olhar que teme e se esquiva, para o olhar que confia e atreve.

Do olhar que separa e exclui, para o olhar que acolhe e religa”.

 

*Roberto Crema – Psicólogo e Antropólogo 

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