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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Acolhimento – Encerramento

Recomeco_Projeto_Acolhimento          “E quando a gente menos espera, a vida nos abraça outra vez e transforma todas as nossas incertezas em caminhos floridos de realizações. Confie!

          Inunde o coração de afeto e esperança, não perca a fé e jamais desista de sonhar”.

Marcely Pieroni Gastaldi

          Foi uma experiência marcante em nossas vidas. Criamos laços de solidariedade, descobrimos novos talentos, dividimos tristezas e vivenciamos muitas alegrias. E o mais importante, aprendemos a viver o momento, com muita intensidade, buscando a felicidade no aqui-agora.

          Nessa última reunião, por ser no início de dezembro, lemos a lenda de São Nicolau, que está no site portaldamaturidade.com, e selecionamos quais sementes vamos plantar e regar em nossos corações, para que possamos ser pessoas mais conscientes de que toda mudança se inicia em nós.

          Com a nossa mesa enfeitada de arranjos natalinos e guloseimas deliciosas, trocamos mimos e construímos nossas mandalas para 2014, com nossos novos sonhos e desejos.

          Uma colaborou com a outra, na seleção de recortes de revistas, palavras-chaves, e foram momentos de pura magia, risos, descontração, que resultaram em belas e importantes mandalas.

          Recordamos como iniciamos o projeto e como estávamos nos sentindo no encerramento: mais confiantes, mais felizes, mais esperançosas. Solicitaram que o grupo não se dissolvesse e que déssemos continuidade.

          Refletimos que muitas cuidadoras que iniciaram o projeto não puderam seguir adiante porque não havia quem tomasse conta de seus companheiros durante essa uma hora de acolhimento. E eram as que mais necessitavam de ajuda.

          Torna-se muito necessário a conscientização da família dessa necessidade de dividir a função de cuidador(a). É uma sobrecarga intensa para uma só pessoa, por mais que ame e se doe para a pessoa cuidada. A família deve colaborar mais, dividir encargos domésticos. Se a voz do cuidador(a) não se faz, os familiares devem estar atentos para a sobrecarga e o cansaço dele(a). Esse é um alerta que ficou muito visível no Projeto Acolhimento.

          Mediante nossas reflexões, vamos dar seguimento ao grupo e convidar mais pessoas para participar, neste ano, de outro projeto voluntário: Círculo de Mulheres!! Com novos objetivos e novas metas!!

          Agradeço intensamente as participantes do Projeto Acolhimento: Silvânia, Sílvia, Zulma, Marico, Rosângela, Ancila, Salete, Nair, Márcias, Nádia, Maria Helena, Neuza, Fernanda, Ana Paula e Mirna. Todas heroínas e doadoras de amor. De “colecionadoras de lágrimas”, transformaram-se em “colecionadoras de esperanças”.

          A vocês, guerreiras de um bom combate, ofereço o poema abaixo, desejando-lhes um 2014 cheio de paz no coração!

Uma só flecha

A estrada à minha frente

É longa e estreita.

Só me restou uma flecha,

E o meu velho cavalo

Mal se agüenta em pé.

Mas se for preciso

Voltar ao combate,

Arreio o cavalo,

Subo à sela, Corajoso cavaleiro:

É hora de enfrentar

Minha última Batalha!

 

É hora de escalar

Montanhas escarpadas,

Buscando alcançar

Meus próprios limites.

 

É hora de nadar

Contra a corrente

Dos rios caudalosos

Que rugem em minh’alma.

 

É hora de enfrentar

Arenosos desertos,

Em busca do Oásis

De paz e de calma.

 

Mas, a estrada à minha frente

É longa e estreita.

Só me restou uma flecha,

E o meu velho cavalo

Mal se agüenta em pé.

Mas se for preciso

Voltar ao combate,

Arreio o cavalo,

Subo à sela, Corajoso cavaleiro:

É hora de enfrentar

Minha última Batalha!

 John York

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Projeto Acolhimento – Aprendendo a jogar

Jogar_maturidade          “Nossa jornada começa assim que compreendemos que a vida é crescimento, é adquirir conhecimentos e habilidades necessários para vivermos com mais plenitude e eficácia. A vida deve ser uma educação interminável. A vida torna-se uma jornada de descobertas, uma exploração de nosso potencial… Toda alegria e exuberância que experimentamos na vida é fruto de nossa disposição para correr riscos, de nossa abertura para a mudança e de nossa capacidade de criar o que desejamos para a nossa vida. Não importa se você já perdeu ou arriscou muito. Não importa o fracasso. O que importa é você ter aprendido com os erros e os fracassos.

          O que importa é você ter ido adiante, crescido com o resultado dessas experiências. A vida cheia de erros é muito mais rica, mais interessante e mais estimulante do que a vida que nunca arriscou e nem se posicionou com relação a nada. A sabedoria com a qual você constrói seu futuro é consequência das descobertas e das experiências da sua vida”. ( David Mc Nally)

          Às vezes nos cobramos tanto pelos nossos erros! Mas, eles representam nossas tentativas para mudar o que não nos satisfaz. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas sempre aprendendo a ganhar.

          É a vida em movimento.

          Começamos a reunião com a leitura do texto acima e nos perguntando: O que aprendemos nessa jornada atual de nossas vidas?

          Relembramos todas as nossas ousadias de outrora. E hoje, onde estão essas iniciativas? Perderam-se no tempo?

          Tentamos identificar crenças, paradigmas que nos aprisionaram, nos paralisaram e criaram resistências, dificultando mudanças e flexibilidade para visualizar novas possibilidades aos conflitos do nosso cotidiano.

          Então, escolhemos algo que mais nos incomoda, aquilo que temos resistência para modificar e nos propusemos a enfrentar essa situação. Fizemos um pacto para aprender a jogar na vida.

          E terminamos a reunião ao som da música cantada pela Elis Regina – Aprendendo a jogar. E cantamos muito, compreendendo que não temos como segurar a vida, pois ela tem seu curso…


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Projeto Acolhimento – Viver para ser feliz e ser feliz para viver!

Projeto Acolhimento por do sol          Nessa reunião conversamos sobre como estamos vivendo o nosso dia-a-dia: nas lembranças do passado, na preocupação com o futuro ou no presente, com tudo que ele envolve?

          Lemos e refletimos o texto do portal da maturidade Viver o Agora!

          Cada participante do Projeto Acolhimento tem, diferentemente, situações conflitantes, difíceis no seu cotidiano como cuidadoras de filhos, maridos. Colocaram como estão reagindo aos problemas e foram ouvidas, receberam sugestões e apoio do grupo todo.

          Mesmo sabendo que a maioria das situações são irreversíveis, essas participantes mostraram suas garras, coragem, ousadia em enfrentá-las, procurando viver cada minuto como um desafio em busca da felicidade, chorando, rindo, amando, brigando, desabando, reconstruindo-se.

          Guerrreiras em descobrir novas rotas para trilhar, acreditando no hoje, no que elas fazem para ajudar seus entes queridos, se autoajudarem e se tornarem mais felizes.

          Os diálogos foram emocionantes, quando contados os progressos de cada participante.

          Pudemos constatar como o GRUPO se fortaleceu, o prazer que as pariticipantes têm em se encontrar, aprender uma com a outra, trocar de CDs e filmes, ampliar a amizade, achar um tempinho para tomar um cafezinho no apartamento da nova amiga, que mora no mesmo condomínio, mas não se conheciam.

          Deixaram de ser “colecionadoras de lágrimas” para se transformarem em “colecionadoras de esperança”.

          Saíram do cárcere das dores, onde se vive porque se está vivo, para pensar em outras possibilidades, viver para ser feliz e ser feliz para viver.

          Reencontraram o sentido de suas vidas!

          NOTA ESPECIAL: Como as estimulo sempre para manifestarem sua criança interior, divina, que é alegre, sapeca, ousada, as participantes do grupo deixaram um pacote de presentes maravilhosos na porta do meu apartamento, à meia-noite, no dia do meu aniversário. Surpresa!!!!! Eu amei!!!!! Minha gratidão à todas!

 


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Projeto Acolhimento – Vencendo a barreira do medo

Vencendo_medo_maturidade          Nessa reunião trabalhamos o tema “Vencendo a barreira do medo”.

          Lemos e discutimos um texto e aos poucos fomos conversando sobre nossos medos e o porquê deles estarem arraigados em nós. Isso, porque, de modo geral, o medo se relaciona com emoções negativas que vivenciamos e que deixaram marcas em nossa memória, em nossas células.

          Para nos libertarmos do medo é preciso grande disposição interior, pois geralmente são memórias dolorosas e revivê-las é difícil. Criamos inclusive armaduras corporais para não senti-lo, sufocá-lo.

          O medo chega a nos paralisar e é preciso coragem para confrontá-lo, acessar nossas feridas emocionais para refazer o caminho e nos libertar desse aprisionamento.

          Vivenciamos técnicas transpessoais, que favoreceram a transmutação dos medos e emergiram insights que auxiliaram na cura, na compreensão de situações difíceis que as pessoas estão enfrentando.

          Posteriormente, em silêncio, cada participante desenhou o que sentiu e captou na experiência.

          Foi emocionante a partilha dessas descobertas.

          E o projeto Acolhimento continua….todas as quintas-feiras às 14h.


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Projeto Acolhimento – Processo de Curatela

          O assunto abordado nas duas últimas reuniões foi quando se deve entrar no processo de curatela. Conversando com os participantes sobre as dificuldades que vão se agravando nos entes cuidados, principalmente quando já não conseguem assinar, e tampouco responderem por seus atos conscientemente, é necessário uma interdição e judicialmente eleger um curador , que será uma pessoa encarregada, por lei, da administração dos bens ou interesses da pessoa interditada.

          Os participantes mostraram através de suas vivências, a dificuldade em fazer a curatela, por fatores emocionais. Interditar marido, esposa, pai, mãe, é uma decisão que a família deve apoiar e não criticar, fazer comentários maldosos. É desgastante para a pessoa que encabeça o processo porque geralmente está muito ligada a quem vai ser interditado.

          Cabe a família se reunir e ver o momento propício para isso, analisando, ponderando a situação. E , de preferência, não deixar de assessorar e apoiar o curador.

          Muitas pessoas não sabem como proceder e não pedem ajuda, nem aos filhos. Esses, por sua vez, não percebem como as coisas estão piorando e não ficam tão presentes para auxiliar.

          Quando há no lar alguém que necessita cuidados especiais, todos devem dar atenção ao cuidador, ouvi-lo, procurar enxergar as mudanças que estão ocorrendo, pois cada dia acontece algo diferente. E, infelizmente, em doenças degenerativas, os comportamentos se agravam continuamente. Não se pode ignorar essa realidade.

          Comentamos um texto que explica corretamente como agir quando um parente não responde por seus atos. Foi uma excelente colaboração para o grupo.

          Ser curador também é um ato de amor e de zelo por aquele que um dia cuidou de nós.

Foto1_Maturidade

          E o Projeto Acolhimento continua toda quinta-feira às 14h