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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Aos nossos pais, nossa gratidão!

Dia_dos_pais_Maturidade1 Nossas emoções hoje se voltam para nossos pais. Acredito que por estarmos vivenciando a maturidade, muitos dos nossos pais já terão falecido ou estão velhinhos.

Que lembranças afloram?

Saudades de quando eles nos envolviam em seus abraços? Do seu olhar mais severo e ao mesmo tempo cuidador? Dos seus zelos ou descuidos por nós? Da sua presença ou ausência no nosso cotidiano?

Vamos recordar que há muitos anos, nosso pai foi criado em um sistema patriarcal, onde imperava a autoridade um tanto austera; que homem não costumava abraçar, beijar filhos, não podia chorar, porque “homem não chora”. Sua função era prover a casa e os filhos. O lado afetivo ficava em segundo plano.

Esse contexto histórico talvez ajude a compreender nossos pais, suas “falhas” que, às vezes, cobramos pela nossa memória.

Em especial, hoje, que se comemora o Dia dos Pais, vamos nos reverenciar a eles, como pessoas queridas e amadas e trazer nossa compreensão e quiçá nos perdoarmos por não tê-los entendido.

A coisa mais importante que eles fizeram para cada um de nós foi nos terem trazido ao mundo. Eles fizeram o que podiam, de acordo com seu nível de consciência, seus valores morais e éticos, sua educação.

Evoluímos através dos estudos, de novos paradigmas sobre paternidade, somos mães ou pais e nesse papel pudemos sentir e talvez mudar esses papéis sociais e culturais.

Acredito que estamos bem mais perto de nossos filhos, partilhando com eles alegrias, tristezas, preocupações, sonhos….

Ninguém passa pela nossa vida por acaso, e assim esse foi nosso pai escolhido para evoluirmos, seja na dor, na bem-aventurança, na pobreza, na alegria, na honestidade, nas injustiças.

Compreender, agradecer e perdoar são as palavras chaves das nossas orações hoje para nossos pais.

“Pai, eu te perdoo e agradeço,

Tu me perdoas e

Eu me perdoo”

 


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O Mito da Maturidade Assexuada

Sexualidade_Maturidade          Sexualidade é o produto final de um longo e natural processo de desenvolvimento que começa no nascimento e envolve quem somos, o que somos e como lidamos com isso, numa relação afetiva interpessoal.

          A pessoa envelhece com desejo afetivo sexual, mas seu comportamento muitas vezes não demonstra esse desejo, porque incorpora os mitos e preconceitos acerca da velhice.

          A família interfere muito na possibilidade da vivência da sexualidade na maturidade. Geralmente mantém o mito da maturidade assexuada, colocando os pais sob seus cuidados, havendo uma inversão de papéis, onde os filhos passam a controlar a afetividade dos pais. A dificuldade deles em expressar sua sexualidade aumenta quando eles passam a morar com os filhos, pois perdem a privacidade. E a própria família, com filhos e netos, fomenta o preconceito contra o casal sexualmente ativo, fazendo comentários e piadas constrangedoras. Em decorrência disso, o casal assume o papel de avós, cujo sentido da vida é cuidar dos netos.

          A sociedade também reforça o mito da maturidade assexuada, fazendo com que se envergonhem dos seus desejos sexuais, à medida que enfatiza, na mídia, a beleza física do jovem, desvalorizando o corpo envelhecido. O efeito dessa visão social é o grande investimento das mulheres em plásticas e cosméticos para manter a jovialidade por mais tempo. E no homem, o efeito psicológico de se sentir diminuído, inseguro por tantas pressões sociais impostas.

          A religião, quase sempre muito conservadora, também inibe a demonstração afetiva e sensual na maturidade.

          A maioria das pessoas pensa que quando se aposenta do trabalho, tanto o homem como a mulher estão se aposentando também da vida: da alegria, dos prazeres, dos carinhos, da intimidade homem/mulher.

          Há também o silêncio dos médicos, que não se sentem confortáveis em abordar a sexualidade dos seus pacientes envelhescentes, retirando-lhes uma grande oportunidade de receberem informações corretas e que lhes ajude a desfrutar dos prazeres do sexo na maturidade.

          Por outro lado, vê-se ultimamente, os mais velhos serem provedores financeiros de filhos adultos, e fazendo viagens, participando de cursos universitários e atuantes na comunidade. A maturidade começou a mudar, com o envelhescente sendo sujeito de seus atos, sem dependências financeiras dos familiares e fazendo suas escolhas. Esse novo modelo está trazendo novas formas de relacionamentos afetivos e sexuais. Cabe a essa nova população quebrar preconceitos e achar novos caminhos para ser feliz e viver plenamente sua sexualidade.

          Falar em sexualidade na maturidade é construir um novo paradigma de envelhecimento, com novas possibilidades de viver feliz e prazeirosamente, com carinho e amor.

          Jack Messy, psicanalista e estudioso do envelhecimento, no seu livro “A pessoa idosa não existe”, diz que envelhecemos conforme vivemos. Ressalta a importância das pessoas se conscientizarem da necessidade de cuidar sempre da sua saúde física, emocional, psicológica desde cedo, para conseguirem, ao longo de suas vidas, a construção uma velhice saudável, com muitos ganhos: de alegria, inclusão, prazer e possibilidade de usufruirem sadiamente sua sexualidade.

 


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A síndrome do ninho vazio

          A síndrome do ninho vazio pode acontecer em um momento da nossa vida, quando os filhos saem de casa para estudar em outro país, ter sua própria moradia…enfim, quando corta-se o cordão umbilical com os pais.

          Esse momento é muito dificultoso, sofrido para os pais? Ou pode ser um oportunidade para eles se redescobrirem, traçarem novas metas?

          Segue um vídeo para ajudar-nos a refletir mais sobre este tema.