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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Mamãe Carmela – Vovó Esther!

“Eu tenho tanto  para lhe falar,

mas com palavras não sei dizer.

Como é grande o meu amor por você!…”

 

          Seu nome é Esther Carmelina. Nasceu em julho de 1917, no dia em que se comemora Nossa Senhora do Carmo. Festejará esse ano seus 97 anos de idade!!!

          Seu pai, imigrante italiano, a chamava de Carmela! Fui descobri isso quando eu já era adulta, e então comecei a brincar com ela de Mamãe Carmela!!

          Até seus doze anos viveu feliz, com toda sua família. Infelizmente perdeu cedo seu pais, e ela e seus irmãos foram  morar com parentes, cada um em uma casa, até em outras cidades. Perdas difíceis!

          Conheceu meu pai e construíram um lar com quatro filhas. Foram 56 anos de casados! Vivências de alegria, harmonia, tristeza, muito trabalho, companheira incansável, ajudando meu pai, e  muitas viagens pelo mundo afora…

          Sempre bonita e elegante, e até hoje  capricha no seu visual para ir à missa aos domingos e visitar “seu velho” no cemitério.

          Hoje, a minha Carmela está com dificuldade de se locomover sozinha, caminha devagarzinho. Sua única queixa: sinto falta, saudades do “meu velho”!!!

          Quando vou visitá-la, ela me aguarda com o melhor sorriso do mundo! Linda! Cheirosa! E recebo aquele abraço gostoso, que só Mãe sabe dar!!!

          Fecho os olhos e a vejo costurando, inventando vestidinhos maravilhosos para nós, tricotando casacos: meu agasalho amarelinho de casinha de abelha, com friso azul!!! Sempre colocou uma mesa bonita, com pratos deliciosos e como meu pai apreciava isso e principalmente seus doces!!

          Mamãe Carmela, quero agradecê-la por tudo que me proporcionou na vida: amor, estudos, e principalmente, na acolhida dos meus filhos, quando nasceram. Foi a primeira pessoa a banhá-los, me ensinando a cuidar dos bebês, ficando em casa, até que eu soubesse caminhar sozinha. Daí, então, comecei a chamá-la de Vovó Esther!

          A cada filho, um enxoval novo, caprichado, chegava dias antes deles nascerem.

          O tempo passa muito rápido! De repente, a vovó Esther, que era ágil, esperta, incansável, diminuiu sensivelmente seus passos, após os 90 anos. Deixou de guiar e começou a depender de motorista e de familiares.

          Vovó Esther, sempre aguardo no dia do meu aniversário, a sua bênção. Suas palavras continuam mágicas e benditas!

          Nesse dia das Mães, sou eu que quero abençoá-la pela Mãe que foi, que  continua sendo e pela espiritualidade que me deixa como herança eterna.

“Peço a Mãe Maria que vele pela senhora, em todos os seus momentos, cobrindo-a com Seu Manto de Luz, trazendo-lhe saúde, paz e serenidade.”

          Receba as rosas que tanto gosta de colocar no seu altar para Nossa Senhora e sinta-se amada e abraçada pela filha que a ama muito. Gratidão.

“Sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grata”.

Esther_Maturidade


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Palestra: A arte de curar – Dr. Mauro Menuzzzi

Mauro Menuzzi_Maturidade          Dr. Mauro Menuzzi é otorrinolaringologista, médico escolar antroposófico. Brasileiro, residiu na Alemanha, onde se aperfeiçoou nos estudos da Medicina Antroposófica, e atualmente mora e clinica em Lisboa. É Diretor da Escola de Quirofonética de Portugal e Diretor Clínico da Casa de Santa Izabel – Comunidade Terapêutica Antroposófica em São Romão – Portugal.

          Foi uma palestra interessante, e conseguimos ver o transcurso da vida médica do Dr. Mauro, no caminhar pela Antroposofia. E principalmente, pela Quirofonética, que é uma das Terapias Antroposóficas.

          Seu reencontro com a Quirofonética, nos últimos anos, lhe possibilitou por meio do trabalho tátil, do uso curativo dos fonemas, trazer a visibilidade do Invisível que está atrás do Logos. Como também, exercer a arte de curar saindo do Ego.

          O Dr. Mauro, pelos seus depoimentos, demonstrou como a maturidade nos trás um olhar diferenciado sobre a vida e a cura. Atualmente utiliza de poucos medicamentos com seus pacientes. Substituiu-os pelos fonemas curativos.

          Foi um privilégio ouvi-lo, na sua humildade e na sua magna sabedoria, decorrentes de seus estudos contínuos, de sua busca espiritual e das suas vivências na comunidade terapêutica antroposófica, onde se permeiam valores de fraternidade, compaixão, igualdade, onde todos se prontificam a ajudar e curar o próximo.

          Senti-me muito reforçada para a utilização da Quirofonética no consultório. No meu trabalho terapêutico, eu também consigo perceber o Invisível atuando nos meus pacientes, quando canto os fonemas curativos.

          E para minha intensa alegria, pude reencontrar amigas que não as via há muitos anos, que são expoentes no Brasil em Quirofonética: Maria Eugênia Obniski e Ana Cristina Corvelo.

          A maioria dos participantes eram médicos antroposóficos que mantém um grupo de estudos no local – Casa de Rudolf Steiner.

          Foi-nos sugerido a leitura de uma palestra de Rudolf Steiner, de 23/02/1923, “O visível e o Invisível”.


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Domingo de Ramos e o Dia do Antigo Sol

Domingo_Ramos_Maturidade_2          Dia do Antigo Sol – Centro, Eu, Humanização

          “Entrada de Jesus Cristo na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. O povo da cidade o saúda com ramos de palmeiras.

          Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, pois sabe que aquele entusiasmo logo passará.

          Para Cristo, essa era a transição da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença do espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.”

          No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de “Hosana”, o povo o saúda com ramos de palmeiras.

          A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.

          O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual.

          O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.

Texto: Edna Andrade


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As reviravoltas da vida e a aceitação

Aceitação_Maturidade          A vida, algumas vezes, assemelha-se a um rio correndo mansamente, com suas águas claras; outras vezes, com águas revoltas, escuras, com redemoinhos e obstáculos para serem transpostos, e, por mais que queiramos impedi-lo, ele flui. Dependendo de nossas atitudes, a vida-rio pode ficar estagnada por um tempo, mas começam a surgir infiltrações e a vida-água acha uma maneira de seguir seu curso.

          A vida caminha através das nossas escolhas frente a tudo que nos acontece, de bom ou ruim. Não é o fato em si que nos afoga, mas o que pensamos sobre ele, o que sentimos, como reagimos e nos postamos. Quando estamos felizes e em harmonia, será que nos lembramos de agradecer por essa paz?

          Quando estamos aflitos, no meio de um turbilhão, será que paramos para refletir o que temos de aprender com isso e mudamos rapidamente para não termos de viver com sofrimento?

          Na maturidade, temos mais facilidade para sermos nossos próprios observadores e aí, sermos capazes de aceitar aquilo que o curso da vida nos quer mostrar nesse momento, sem autopunição ou autopiedade

          Aceitar… porque nada é permanente. Tudo passa.

          E acolher a Nossa Vida! Vamos respeitá-la, sem grandes lamentos e enxergando que tudo o que acontece, acontece para melhor, se tivermos “bons olhos” para enxergar.

O livro de duas páginas

          Era uma vez um rei muito sábio e generoso. No seu reino, tudo era harmonia. Mas, um dia surgia uma doença nas plantações e ninguém conseguia resolver.

          O rei entrou em desespero. Convocou inúmeros sábios para ajudá-lo e ninguém conseguia eliminar as pragas da lavoura. Apareceu um eremita e entregou ao rei um livro e pediu que ele o lesse somente em dois momentos, pois o livro só tinha duas páginas.

          No 1º momento, quando tivesse muito aflito, triste. E no segundo momento, quando tivesse transbordando de alegria. O rei, no auge do seu desespero abriu o livro e leu a 1ª página. Estava escrito: “Isto passará”!

          E, de fato, depois de muitas tentativas, as doenças foram embora da plantação e voltou a reinar a paz por muitos anos. Um dia, seu filho querido se casou com uma princesa. A felicidade e a alegria estavam por toda a parte. O rei estava vivendo um período maravilhoso.

          Então, se lembrou do livro e das recomendações. Foi ler a 2ª página. Estava escrito: “Isto também passará”!


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Suspensão do Curso – Exercitar a Memória

          Por motivos pessoais, infelizmente, vamos adiar o curso “Exercitar a Memória” para uma data ainda a definir.

          Desculpem os transtornos e aos matriculados, entraremos em contato,

Mariúza Pelloso Lima

Gerontóloga, Terapeuta

Antroposófica e Transpessoal