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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima

Novo Curso – Exercitar a Memória

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Exercitar a memoria - Maturidade - 1


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Psicossomática – Sabe o que é?

Maturidade_Catrin_Stein          “Em todo adulto espreita uma criança – uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa.”

(C. G. Jung)

          O termo psicossomática vem do grego psiche=alma e soma=corpo.

          Hipócrates, pai da medicina, já afirmava que o estado de saúde era evidência de que o indivíduo tinha atingido um estado de harmonia, entre suas instâncias internas, bem como desses com o meio ambiente.

          A abordagem psicossomática deveria estar presente em todas as especialidades da saúde, pois ela é uma integração de saberes. É uma postura que possibilita compreender o ser humano através de uma visão mais ampla , ou seja, na sua totalidade.

          Propiciar um acolhimento e saber ouvir o universo psíquico de uma pessoa, é percebê-la além do seu corpo, pois o sintoma físico, seja ele qual for, é um “grito” de socorro, e a forma inconsciente que a pessoa lança mão para exteriorizar seu sofrimento é através da linguagem dos órgãos.

          A dificuldade da pessoa em expressar suas emoções com palavras obrigará que a mesma fale com o próprio corpo, pois a doença em si funciona como “Válvula de Escape” dos conflitos internos.

          O tipo de doença tem muito a ver com a situação do momento que a pessoa está atravessando, como fatores emocionais ligados a perdas de entes queridos, desemprego, separações, insatisfação profissional, problemas econômicos e financeiros, seqüestros, acidentes, problemas familiares, envelhecimento, etc.

          Pode-se observar que há grandes possibilidades de doenças se manifestarem frente a situações consideradas estressantes na vida da pessoa, e dentre elas, temos: depressão, ansiedade, hipertensão, cefaléias, doenças cardiovasculares, doenças endócrinas, doenças respiratórias, problemas sexuais, problemas estomacais, distúrbios do sono, câncer, etc.

          Cabe aqui ressaltar, que as pessoas adoecem diferentemente umas das outras. Há pessoas que já nascem com determinada doença; outras apresentam predisposição, que são nossos pontos fracos, ou seja, órgãos mais vulneráveis a adoecer. Deve-se também levar em conta o valor simbólico do órgão afetado e sua relação os conflitos internos da pessoa em questão, podendo dessa maneira a doença acontecer ou não no decorrer da vida, pois o adoecer tem muito a ver com a falta de amor por si mesmo, ausência de auto-estima, a necessidade de reconhecimento do mundo exterior, insatisfações na vida , e principalmente, levar em conta a inabilidade da pessoa em exteriorizar suas emoções, como interpreta esse momento e sua maneira de lidar com os eventos estressantes da vida.

          É imprescindível aprender a lidar com situações pesarosas para o amadurecimento emocional e psíquico. E sem dúvida, a experiência do sofrimento compartilhado diminui as tensões geradas pela angústia e ansiedade, podendo assim beneficiar à saúde.

          Um ponto importante a ser mencionado , são as razões que levam uma pessoa a adoecer, porque o adoecer tem suas vantagens, uma vez que ele obedece uma necessidade inconsciente, pois a pessoa tem “fome” de carinho, atenção, cuidados, amor e nesse processo doentio, ela regride, como se voltasse a ser criança, recebendo toda atenção que necessita da família, amigos e cuidados dos profissionais da saúde, preenchendo assim suas carências.

          Outra vantagem do adoecer, é o fato da pessoa ficar isenta de pressões externas, de responsabilidades em geral, cobranças, críticas, porque ninguém cobrará atitudes de um enfermo, não é ?

          E o adoecer, pode também, ser uma possibilidade da transformação na sua vida, se a pessoa conseguir ampliar seu autoconhecimento, perceber que é responsável pelas suas escolhas e buscar sua felicidade, sem chantagear aqueles que a rodeiam e a amam.

Mércia Angélica Barroso

Psicóloga Yunguiana

Conselheira Fiscal Titular da Assoc. Bras. Medicina Psicossomática

 

 


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Amor é doação! Vamos sair da zona de conforto?

Cuidar_idoso_maturidade          À medida que se está próximo da velhice, percebe-se que para a grande maioria das pessoas, é comum um grau de dependência dos filhos, parentes e amigos.

          Param de guiar, de viajarem sozinhos, começam a ter dificuldades de lidar com as novas tecnologias, principalmente pessoas que nunca foram ousadas, entusiastas em aprender coisas novas.

          Atualmente é grande o número de pessoas idosas que moram sozinhos e isso lhes causam muitas preocupações pelo fato de não saberem como reagir, onde ficar quando vierem algumas vicissitudes da vida, como doenças, depressão, etc.

          A família, mesmo passando por significativas mudanças, é a melhor alternativa para acolher o idoso.

          Deixar, muitas vezes, sua zona de conforto para ajudar, exige amor.

          Amor é doação do nosso melhor para ir ao encontro do outro, bem mais velho, para ajudá-lo nas suas necessidades, partilhar das suas alegrias e tristezas, das suas preocupações e minimizá-las.

          Recentemente, vi um vídeo do Pe. Fábio, onde ele perguntava: “Quem nos amará de verdade na velhice? Quem nos acolherá e manterá nosso valor, mesmo que já não tenhamos utilidade? Quem será capaz de tolerar nossa inutilidade?”

          As questões levantadas pelo Pe. Fábio, respondem ao verdadeiro significado do amor.

“Quem nos colocará para tomar sol? E sobretudo, quem nos tirará do sol?”


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Homenagem às mulheres!

          A todas as mulheres, grandes e pequenas, guerreiras e esperançosas, carinhosas e dedicadas, mães e avós, que aprenderam a valorizar a vida ao longo do tempo, e escolheram ser felizes!

          Ofereço um poema, expressando meu carinho e admiração por tudo que são, por tudo que construíram para deixar pegadas profundas nas estradas que percorreram até esse momento. Em especial, para Carolina, Lilian e Maia.

Sou mulher

Venha alegria

Encantar o meu viver.

Venha prazer

Tocar o meu querer.

Venha doçura

Abraçar minha solidão.

Acordo a mulher que sempre tive dentro de mim.

Manifesto-a.

Respeito-a.

Conquisto-a!

E permito, prazerosamente, que ela se descortine em mim.

Happy_Woman_Maturidade


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Será utopia uma cultura de não-violência?

Chave_Maturidade          Estamos vivenciando, nesses tempos, uma cultura extremamente violenta, separatista e segregacionista, onde as pessoas são meros instrumentos para uma minoria enriquecer, manter e ampliar seus poderes sobre a humanidade.

          Como modificar esse paradigma de guerra e de exploração?

          Dependendo das nossas reações, geramos mais violências, independente de que o objetivo final seja louvável! Estaremos reforçando atitudes mantenedoras desse sistema sócio-político-econômico.

          Podemos pensar diferente, desejar a Paz, mas escolhemos alternativas idênticas ou piores do as que estão vigentes no momento e na maioria das vezes não percebemos isso.

          Guerras, vandalismos, exploração de crianças e de empregados, extermínio dos recursos naturais que a natureza nos oferece, tudo isso faz parte desse grande paradigma econômico, onde as pessoas só têm valor quando são bem sucedidas financeiramente, independente dos meios utilizados para tal.

          Acredito, como muitas outras pessoas, que é possível criar uma cultura de Paz, formar uma Consciência dos Princípios de Não-Violência e praticá-los como uma poderosa forma de curar e transformar nossas vidas, e conseqüentemente, a humanidade.

          A grande mudança começa em cada um de nós, através de nossas escolhas diárias e ações centradas na não-violência. Através de novas formas de Educação e ações direcionadas para a Paz.

          A Paz no nosso interior gerará Paz ao nosso redor, Paz nos relacionamentos, Paz na família, Paz no trânsito, e assim vai se estendendo, formando uma teia de Paz.

          Vejamos a possibilidade de mudar o mundo com as mudanças nos comportamentos de cada um de nós e das nossas crenças, através da história do Centésimo macaco, que é uma fábula alegórica e baseia-se na “Teoria do Campo Mórfico”, do biólogo Rupert Sheldrake.

          A fábula diz que uma mudança no comportamento de uma espécie ocorre quando uma massa crítica – um número exato necessário – é alcançado. Quando isso acontece, o comportamento ou hábitos de toda a espécie alteram-se. Transcrevo abaixo a história:

O centésimo macaco

Há mais de 30 anos, cientistas estudavam colônias de macacos em ilhas isoladas nas costas do Japão. De maneira a observá-los e anotar registros, os cientistas atraiam os macacos para a praia oferecendo-lhes batata doce. Os macacos desciam das árvores para aproveitar a refeição gratuita e se colocavam numa posição de onde podiam ser facilmente observados. Um dia , uma macaca de 18 meses chamada de Imo, começou a lavar a sua batata no mar antes de comê-la. Imagino que isso melhorou o sabor por tirar os grãos de areia e pesticidas, ou então ficava mais saborosa por causa do sal. Imo mostrou a seus companheiros de brincadeiras e à sua mãe como lavar as batatas; seus amigos mostraram às suas mães e, gradualmente, mais e mais macacos começaram a lavar suas batatas ao invés de comerem como eram oferecidas. Inicialmente, apenas as fêmeas adultas que imitavam seus filhotes aprenderam, mas, gradualmente, outros aprenderam também.

Um dia, os cientistas observaram que todos os macacos daquela ilha estavam lavando suas batatas antes de comê-las. Embora isso seja significativo, o que foi mais fascinante é que essa mudança não ocorreu apenas naquela ilha. Subitamente, os macacos de todas as outras ilhas estavam lavando suas batatas – apesar das colônias de macacos das diferentes ilhas não terem nenhuma comunicação entre si.

          O “centésimo macaco” foi aquele anônimo a que se refere a hipótese, o fator decisivo para a espécie: aquele cuja mudança de comportamento significou que, a partir daquele momento, todos os macacos iriam lavar suas batatas antes de comê-las. Como uma alegoria, O Centésimo Macaco contém a promessa de que, quando um número crítico de pessoas mudar seu comportamento ou atitude, a cultura como um todo mudará.

          O que era inimaginável é feito por alguns, depois por muitos, até que um número crítico de pessoas faz a mudança e aquilo torna-se o padrão de como agimos e do que somos como seres humanos.

          Você que está lendo esse artigo, pode ser o 37″°” , o 64° e assim por diante, até que surja o 100° macaco – e ninguém sabe o quão longe ou perto estamos dele até que subitamente estamos lá.

          Pois bem, para a cultura humana mudar do paradigma de guerra para o paradigma de PAZ – para haver um centésimo macaco – deve haver equivalentes humanos de Imo e seus amigos.

Dormiste por milhares e milhares de anos.

Não queres acordar esta manhã?

(Kabir)