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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Botão ou Flor? … Primavera!

Botao_Maturidade

“E chegou o dia em que o risco de continuar apertado num botão ficou mais doloroso do que o risco de desabrochar.”

Anaïs Nin

 

          Esperamos ansiosamente a chegada da primavera!

          Acordamos e vemos tudo mais colorido. Parece ser um passe de mágica, apesar de não ser bem assim. As árvores se vestem majestosamente de amarelo, vermelho, múltiplas cores; os jardins se ornamentam para receber nossos olhares admirados e as flores, além de suas belezas, muitas vezes exóticas, exalam seus perfumes inigualáveis! Mas houve um trabalho silencioso anteriormente, para que todas essas belezas surgissem.

          Tudo para nos alegrar,para nos deixar felizes!

          Uma cornucópia cheia de flores, simbolizando amor e abundância é voltada sobre a Terra na entrada da primavera. É o presente de Grande Mãe Natureza para seus filhos. A chuva desce e rega a terra para que as sementes cresçam, se abram e floresçam nessa época.

          E como respondemos a todo esse Amor?

          Que semente(s) vamos plantar em nós mesmos, para florescer ainda nessa primavera?

          Amor? Companheirismo? Serenidade? Paciência? Paz? Saúde? Alegria? Desapego? Compaixão? Tolerância? Solidariedade? Perdão? Auto-perdão?

          Nossa vida e nossa felicidade são muito importantes.

          Para que não percamos de vista essa semente que escolhemos, vou dar uma dica: plantemos uma muda pequenina de alguma erva medicinal ou flor, e vamos cuidando dela todos os dias, regando-a, conversando com ela, como se fosse a qualidade que queiramos que floresça em nós. Vamos fazer de tudo que estiver ao nosso alcance para que essa mudinha cresça e se transforme numa bela planta.

          Muitas foram as primaveras que já passamos encerradas em um botão, mas vamos fazer dessa primavera de 2013, uma primavera especial, sem medo de desabrochar.


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Aos nossos pais, nossa gratidão!

Dia_dos_pais_Maturidade1 Nossas emoções hoje se voltam para nossos pais. Acredito que por estarmos vivenciando a maturidade, muitos dos nossos pais já terão falecido ou estão velhinhos.

Que lembranças afloram?

Saudades de quando eles nos envolviam em seus abraços? Do seu olhar mais severo e ao mesmo tempo cuidador? Dos seus zelos ou descuidos por nós? Da sua presença ou ausência no nosso cotidiano?

Vamos recordar que há muitos anos, nosso pai foi criado em um sistema patriarcal, onde imperava a autoridade um tanto austera; que homem não costumava abraçar, beijar filhos, não podia chorar, porque “homem não chora”. Sua função era prover a casa e os filhos. O lado afetivo ficava em segundo plano.

Esse contexto histórico talvez ajude a compreender nossos pais, suas “falhas” que, às vezes, cobramos pela nossa memória.

Em especial, hoje, que se comemora o Dia dos Pais, vamos nos reverenciar a eles, como pessoas queridas e amadas e trazer nossa compreensão e quiçá nos perdoarmos por não tê-los entendido.

A coisa mais importante que eles fizeram para cada um de nós foi nos terem trazido ao mundo. Eles fizeram o que podiam, de acordo com seu nível de consciência, seus valores morais e éticos, sua educação.

Evoluímos através dos estudos, de novos paradigmas sobre paternidade, somos mães ou pais e nesse papel pudemos sentir e talvez mudar esses papéis sociais e culturais.

Acredito que estamos bem mais perto de nossos filhos, partilhando com eles alegrias, tristezas, preocupações, sonhos….

Ninguém passa pela nossa vida por acaso, e assim esse foi nosso pai escolhido para evoluirmos, seja na dor, na bem-aventurança, na pobreza, na alegria, na honestidade, nas injustiças.

Compreender, agradecer e perdoar são as palavras chaves das nossas orações hoje para nossos pais.

“Pai, eu te perdoo e agradeço,

Tu me perdoas e

Eu me perdoo”