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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Sobre o nosso Medo

“Nosso medo mais profundo

Não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo

É que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas,

O que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:

Quem sou eu para ser Brilhante,

Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo.

Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.

Não há iluminação em se encolher,

Para que os outros não se sintam inseguros

Quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar

A glória do Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,

Inconscientemente damos às outras pessoas

Permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo,

Nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

 

Nelson Mandela

Mandela_Maturidade


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Normose – Normalidade pode ser patológica?

          Normose_MaturidadeO labirinto é uma bela imagem da nossa vida, do desejo que nos faz avançar e do medo que nos faz recuar. Muitas vezes, no labirinto de nossas vidas, sentimo-nos perdidos. Temos a impressão de que não caminhamos, não avançamos, de que estamos regredindo.

          Quando recebemos o convite para nos levantarmos, caminharmos, despertarmos do nosso “sono”, atravessarmos esse labirinto, existe algo dentro de nós que resiste. Essa força que resiste é o que chamamos de normose.

          A normose nos impede de nos tornarmos realmente o que somos. Termo usado na Psicologia Transpessoal, é um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria das pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes.

          Popularmente falando, normose é fazer e pensar tudo aquilo que os outros fazem e pensam, sem sair desse esquema. Sair da normose, transgredir seus limites asfixiantes, exigirá de nós um herói ou uma heroína! Como a normose é dotada de um consenso social, as pessoas não percebem seu caráter patogênico. O que os outros vão pensar se eu agir diferente de todos?

          A normose, então, é uma normalidade doentia. Ela nos esmaga, aprisiona em troca de status, de poder, reconhecimento social, de pertencimento a grupos, mas impede totalmente nossa evolução como seres pensantes, co-criadores e espirituais.

          E como sair da normose? Como buscar nossa autenticidade, nossa felicidade? Como podemos perder o medo da nossa própria grandeza para não recusarmos o nosso ser essencial?

          É dando-nos oportunidade de nos interrogarmos sobre nós mesmos, sobre o que cada um de nós tem de particular e único, o que cada um tem a fazer nesta vida, nossa missão, que pessoa alguma pode fazer em seu lugar.

          É recusar ficar deitado e escutar aquela voz que nos convoca: “Levanta-te”!

          A normose faz de nós seres que não querem tornar-se adultos, diferenciarem-se, que preferem permanecer no conhecido, que têm medo do desconhecido.

          O fato de não nos tornarmos nós mesmos pode gerar consequências não apenas no nosso interior, mas também em torno de nós. O maior serviço que podemos prestar aos outros é tornar-nos nós mesmos, porque se não o fizermos haverá distúrbios à nossa volta.

          Há momentos em nossa vida em que não podemos mais fugir. Não temos mais saída. É preciso encarar as nossas responsabilidades e não responsabilizar os outros pelas consequências dos nossos atos.

          É preciso olhar de frente os nossos medos e encará-los. Este é o combate do herói e da heroína! E assim saímos da normose e garantimos nossa evolução como seres em sua jornada.


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Se perder o seu caminho, comece de novo!

Coisas_Novas_Maturidade          Se perder o seu caminho, comece de novo e lembre-se em que fase da sua vida você está para recomeçar.

          Muitas pessoas sentem-se inseguras, infelizes na maturidade por não estarem onde gostariam de estar, por não fazerem mais as coisas que gostavam, por serem submissas à vontade de outrem, simplesmente por deixarem os dias passar, um após o outro, sem esperanças de mudanças, aguardando…

          Comentam: “Ah, no meu tempo eu dançava, eu era uma expert em matemática, eu era superadmirada, eu ia a todos lugares, não parava…” Será que essas pessoas sabem que não morreram, que estão vivas, no aqui-agora, hoje?!

          Viver nos resmungos do passado só traz tristeza, amargura, solidão. Pararam em algum momento de suas vidas que lhes foi muito prazeroso, construtivo, mas esqueceram-se de sentir e aprofundar as novas pegadas do caminho.

          Como uma árvore, temos raízes para nos ancorar, que é o nosso passado, mas ela está sempre crescendo, dando frutos, flores como nossos filhos, netos, tremulando suas folhas ao vento, sempre nos movimentando, vivendo intensamente cada dia.

          Assim é a VIDA na maturidade: contínua e em desenvolvimento.

          Realmente há ocasiões em que ficamos confusos, temos medo e dúvidas do recomeço, especialmente quando são marcos importantes, como a aposentadoria, a menopausa, a andropausa, viuvez.

          Buscar novas vias de satisfação e de realizações é fundamental!

          Para tal, remover os medos, a preguiça, o sentimento de inutilidade, a sensação de incapacidade e se esforçar para dar mais um passo são garantias para começar de novo, e de novo…

          E ter fé de que hoje é um dos melhores dias da sua vida e vivê-lo com toda plenitude!

          Lembrar-se de que amanhã poderá haver mais felicidade, se você começar de novo… sem resmungos e com muito otimismo!


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Maturidade e a quebra do espelho

Espelho_Maturidade          Maturidade é uma fase de grandes mudanças físicas, hormonais, sexuais, emocionais e que podem implodir numa crise psicológica, a famosa quebra do espelho.

Nascemos, crescemos, e, em diferentes momentos da vida, passamos por rituais que nos apontam que já não somos crianças, somos adolescentes. Corpo e sensações diferentes, desequilíbrios emocionais, primeiras paixões. Quando olhamos no espelho, vemos na maioria das vezes, um corpo desengonçado, espinhas no rosto, mas sabemos que temos pela frente um bom tempo para que fiquemos com nossos corpos mais bem definidos, embelezados.

E chega a fase adulta, quando iniciamos nosso trabalho profissional, escolhemos parceiros amorosos, optamos por filhos, e passamos anos nesse vendaval para que a vida nos carrega. Muitas vezes, esquecemos de nós, das nossas necessidades, desejos, e seguimos o caminho da normose que a sociedade acha que é satisfatório, adequado para termos sucesso e “sermos felizes”.

De repente, olhamos no espelho e não nos reconhecemos. Quem é essa pessoa refletida aí, com cabelos esbranquiçados e sinais de rugas; um pouco desleixada, com uns quilinhos a mais? O que está fazendo na minha casa?

Os anos passaram muito rápido e nós nem notamos.

O espelho está refletindo nossa imagem, no início da maturidade. Essa quebra de espelho é dolorida, pois dilui a imagem interna que tínhamos de nós. Sabemos que daí para frente o nosso corpo e o nosso ritmo serão diferentes. E então, pode advir uma crise psicológica, onde não queremos aceitar o caminho inexorável do envelhecimento.

Essa quebra do espelho é um momento existencial muito importante para mudarmos nossas vidas e termos um reencontro com nós mesmos. Aprender a fazer novas escolhas, aquelas que realmente queremos, para saborearmos a vida como até então não fizemos. Correr menos atrás do sucesso, da pseudofelicidade e irmos em direção ao nosso autoconhecimento, aos novos sonhos e à nossa verdadeira felicidade.