Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Mandalas – Caminhos de Sabedoria

Mandala_Transpessoal_Maturidade          O principal objetivo do trabalho mandálico é de que seus praticantes entrem em sintonia com as energias de paz interior e o sucesso desta prática em muito dependerá do ambiente externo e interno de cada um, criado pela própria pessoa, em interação com o todo. Tanto na Didática como na Terapia Transpessoal, construímos as mandalas de diversas maneiras e com diferentes objetivos, como expressão espiritual, como fonte de cura, e também para o autoconhecimento.

          A Mandala, como expressão espiritual, é, por um lado, uma imagem do homem em sua limitação dentro do tempo e espaço, e, por outro, mais além do âmbito humano, faz a vinculação desse plano, com o plano cósmico e espiritual. É pois, ao mesmo tempo, pessoal e transpessoal. Interpenetram-se, assim, espírito e matéria, finito e infinito.

“Deus é um círculo cujo centro se acha em todas as partes e sua circunferência em nenhum lugar”.

          Como fonte de cura, cada ser humano é uma mandala em si mesmo. Cada homem deve concentrar-se e alcançar o seu centro para conhecer e trabalhar as energias nele contidas. É uma técnica de autoterapia que ajuda na organização e no fortalecimento da psique, conduzindo as pessoas a uma maior consciência de si mesmas e do mundo que as cerca, e conseqüentemente, a atingir a plenitude e a paz interior.

          E, ao mesmo tempo, o processo é autoterapêutico, ajudando quem o utiliza a resolver uma série de situações psicológicas que o perturbam. É a autoterapia conseguida independentemente de interpretações ou “leituras” das mandalas. Isso porque a própria pessoa que as faz, sabe no seu interior o que elas significam, mesmo que não passem a informação para o seu “consciente”. O efeito terapêutico se processa independente dessa interpretação.

          As cores na mandala expressam os nossos mais íntimos pensamentos, sentimentos, intuições e sensações físicas. Analisar o significado das cores ajuda a entendermos as mensagens que são enviadas pelo inconsciente. As cores podem apresentar vários significados; cada um deles aponta algo diferente. Podem também mudar de significado cada vez que são usadas. Para cada emoção existe um tom, um matiz, expressando os diversos estados emocionais existentes. A escolha das cores é em grande parte guiada pelo inconsciente e representam uma expressão direta de estados interiores que estão além da percepção consciente.

          Não há mandalas boas ou ruins. Numa série de mandalas, deve-se buscar o fluxo natural das cores e formas que refletem o seu processo vital único. Praticar os exercícios com mandalas é estimular os hemisférios cerebrais; colorir mandalas é estimular energias adormecidas do inconsciente. A mandala é um dos Caminhos de Sabedoria da nossa vida presente.

          Em breve, estarei fazendo um curso ensinando como fazer nossa própria Mandala. É um exercício muito importante e de grande valor, para que possamos conseguir tudo aquilo que propomos para nós mesmos este novo ano. Aguardem!


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Lenda de São Nicolau

sao_nicolau_maturidade          Muito longe, no Oriente, vivia um bispo muito bondoso e piedoso, chamado Nicolau. Ele morava em um castelo e tinha grandes plantações de cereais e um imenso pomar. Tudo que colhia era dividido com seus servos e suas famílias. Na época da colheita, guardavam os melhores grãos para serem novamente semeados; faziam pães bem saborosos; armazenavam cuidadosamente os alimentos para que não houvesse falta. E todos viviam felizes e saudáveis.

          Certo dia, ele ouviu contar que no Ocidente havia uma cidade onde todas as pessoas passavam fome, inclusive as crianças. O bispo Nicolau chamou então os seus servos, que o amavam muito e falou-lhes:

          “- Tragam-me frutas dos pomares e colheitas dos campos para que possamos saciar os famintos.”

          Os servos trouxeram cestas com maçãs, uvas, peras, amêndoas e nozes. Em cima, colocaram pão de mel, bolos feitos pelas mulheres do lugar. Trouxeram também sacos cheios de grãos dourados de trigo. Nicolau ordenou que todas as dádivas fossem colocadas num navio grande e bonito, todo branco e com velas azuis como o azul do céu. Viajaram muito tempo para chegar a essa terra desconhecida: sete dias e sete noites. Quando chegaram à grande cidade, já era noite e não se via ninguém nas ruas – as luzes brilhavam pelas janelas das casas. O bispo Nicolau bateu numa janela. A mulher que morava na casa, pensando tratar-se de um viajante pedindo abrigo, mandou o filho abrir a porta. Como não havia ninguém, a criança correu pela janela. Lá encontoru uma cesta refleta de frutas, bolos e doces. Ao lado da cesta estava um saco com grãos dourados de trigo. Todas as pessoas fartaram-se com as dádivas e por muito tempo, ficaram fortes e alegres.

          O Bispo Nicolau foi ficando velhinho, com a barba branca, e agora está no céu. Todos os anos, na data do seu aniversário, seis de dezembro, ele viaja para a Terra. Monta em seu cavalo branco e vai descendo, de estrela em estrela, para levar suas dádivas para as crianças, porque hoje, na Terra, a fome é muito maior, não só para as crianças, como para os inúmeros idosos abandonados pelas famílias. E não é só fome de alimentos, mas também de amor, de compaixão, de bondade, de confraternização, solidariedade.

          Ele nos ajuda a preparar o nosso Natal: a abrir nossos corações e renascer em amor ao próximo, a praticar a solidariedade entre as pessoas.

          Nesse ano, desejo que vocês sejam tocados por São Nicolau. Que essas sementes de bondade, de justiça, da verdade, jogadas por ele, brotem em seus corações.

          Feliz Natal! Muita Paz e Alegria!

 


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Projeto Acolhimento – Aprendendo a jogar

Jogar_maturidade          “Nossa jornada começa assim que compreendemos que a vida é crescimento, é adquirir conhecimentos e habilidades necessários para vivermos com mais plenitude e eficácia. A vida deve ser uma educação interminável. A vida torna-se uma jornada de descobertas, uma exploração de nosso potencial… Toda alegria e exuberância que experimentamos na vida é fruto de nossa disposição para correr riscos, de nossa abertura para a mudança e de nossa capacidade de criar o que desejamos para a nossa vida. Não importa se você já perdeu ou arriscou muito. Não importa o fracasso. O que importa é você ter aprendido com os erros e os fracassos.

          O que importa é você ter ido adiante, crescido com o resultado dessas experiências. A vida cheia de erros é muito mais rica, mais interessante e mais estimulante do que a vida que nunca arriscou e nem se posicionou com relação a nada. A sabedoria com a qual você constrói seu futuro é consequência das descobertas e das experiências da sua vida”. ( David Mc Nally)

          Às vezes nos cobramos tanto pelos nossos erros! Mas, eles representam nossas tentativas para mudar o que não nos satisfaz. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas sempre aprendendo a ganhar.

          É a vida em movimento.

          Começamos a reunião com a leitura do texto acima e nos perguntando: O que aprendemos nessa jornada atual de nossas vidas?

          Relembramos todas as nossas ousadias de outrora. E hoje, onde estão essas iniciativas? Perderam-se no tempo?

          Tentamos identificar crenças, paradigmas que nos aprisionaram, nos paralisaram e criaram resistências, dificultando mudanças e flexibilidade para visualizar novas possibilidades aos conflitos do nosso cotidiano.

          Então, escolhemos algo que mais nos incomoda, aquilo que temos resistência para modificar e nos propusemos a enfrentar essa situação. Fizemos um pacto para aprender a jogar na vida.

          E terminamos a reunião ao som da música cantada pela Elis Regina – Aprendendo a jogar. E cantamos muito, compreendendo que não temos como segurar a vida, pois ela tem seu curso…


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Projeto Acolhimento – Viver para ser feliz e ser feliz para viver!

Projeto Acolhimento por do sol          Nessa reunião conversamos sobre como estamos vivendo o nosso dia-a-dia: nas lembranças do passado, na preocupação com o futuro ou no presente, com tudo que ele envolve?

          Lemos e refletimos o texto do portal da maturidade Viver o Agora!

          Cada participante do Projeto Acolhimento tem, diferentemente, situações conflitantes, difíceis no seu cotidiano como cuidadoras de filhos, maridos. Colocaram como estão reagindo aos problemas e foram ouvidas, receberam sugestões e apoio do grupo todo.

          Mesmo sabendo que a maioria das situações são irreversíveis, essas participantes mostraram suas garras, coragem, ousadia em enfrentá-las, procurando viver cada minuto como um desafio em busca da felicidade, chorando, rindo, amando, brigando, desabando, reconstruindo-se.

          Guerrreiras em descobrir novas rotas para trilhar, acreditando no hoje, no que elas fazem para ajudar seus entes queridos, se autoajudarem e se tornarem mais felizes.

          Os diálogos foram emocionantes, quando contados os progressos de cada participante.

          Pudemos constatar como o GRUPO se fortaleceu, o prazer que as pariticipantes têm em se encontrar, aprender uma com a outra, trocar de CDs e filmes, ampliar a amizade, achar um tempinho para tomar um cafezinho no apartamento da nova amiga, que mora no mesmo condomínio, mas não se conheciam.

          Deixaram de ser “colecionadoras de lágrimas” para se transformarem em “colecionadoras de esperança”.

          Saíram do cárcere das dores, onde se vive porque se está vivo, para pensar em outras possibilidades, viver para ser feliz e ser feliz para viver.

          Reencontraram o sentido de suas vidas!

          NOTA ESPECIAL: Como as estimulo sempre para manifestarem sua criança interior, divina, que é alegre, sapeca, ousada, as participantes do grupo deixaram um pacote de presentes maravilhosos na porta do meu apartamento, à meia-noite, no dia do meu aniversário. Surpresa!!!!! Eu amei!!!!! Minha gratidão à todas!

 


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Viver no Agora!

Agora_Maturidade          Há uns anos atrás , vi um vídeo do Roberto Shinyashiki, chamado Felicidade, que me fez refletir muito e ter coragem de ir em busca dos meus sonhos mais almejados. Ele iniciava com essa pergunta: O que você faria se soubesse que iria morrer amanhã?

          Nas entrevistas que fez, houve muitas respostas, como: “Ah, eu ficaria o dia todo com minha família”; “Eu diria para as pessoas o que realmente eu penso delas”; “Eu faria as pazes com meus pais pois não converso com eles há muito tempo”. “Eu perdoaria meu marido…”

          Ele nos pergunta: será que é preciso estar à beira da morte para fazermos coisas que realmente nos são importantes? Será que é preciso ver nosso ente querido entubado numa cama hospitalar para lhe dizer o quanto o ama?

          Geralmente vivemos no passado, lembrando de bons ou maus momentos, fervilhando nossa mente com situações que não têm como revivê-las ou mudá-las. Ou, pensando no futuro, fazendo inúmeros planos, querendo controlar tudo o que a vida poderá nos oferecer.

          Imaginar um futuro melhor nos traz esperança e uma antecipação de prazer. Imaginá-lo pior, nos traz ansiedade.

          E o presente? Como o vivemos?

          Construimos nossa vida no presente e temos de permitir que ele aconteça. O eterno presente é o espaço dentro do qual se desenvolve toda a nossa vida. A vida é agora. É tudo que existe.

“Nada existe fora do agora. O passado e o futuro não são tão reais quanto o presente? Afinal, o passado determina quem somos e de que forma agimos no presente. E os nossos objetivos futuros determinam as atitudes que tomamos no presente”.

Eckhart Tolle

          O que nos impede de viver o presente do jeito que queremos vivê-lo? Medo? Vergonha do que os outros dirão? Insegurança? Covardia? Impossibilidades criadas pelas nossas crenças? Orgulho ferido?

          Reflita agora: Se fossemos morrer amanhã, quem gostaríamos de abraçar? Para quais pessoas diríamos que as amamos? O que comeríamos de gostoso? Em que lugar gostaríamos de estar? O que faríamos para nos tornarmos mais felizes?

          A felicidade somos nós quem a construímos. Ela não vem pronta, embrulhadinha como presente.

          Cada um deve colocar seu tijolinho hoje, sem esperar que ninguém o faça por você. Sabemos que somos capazes disso.

          Como não vamos morrer amanhã, que tal fazermos tudo isso AGORA?