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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Acolhimento – Diferentes caminhos de cura

Diferentes_Caminhos_Maturidade

Qualquer caminho é apenas um caminho,

e não há ofensa para si ou para outros em abandoná-lo se é

isto que o seu coração diz a você… Olhe para cada caminho, bem de perto, estudando-o

cuidadosamente. Experimente-o quantas vezes você

achar necessário. Então pergunte a você mesmo, e

somente a você mesmo uma questão …Esse

Caminho tem um coração?

Se ele tem, é um bom caminho; se não tem, é inútil.

(D. Juan, “brujo” Yaqui, orientador de Carlos Castaneda)

          Iniciamos hoje, dia 12 de setembro, relembrando nossa trajetória até então, devido termos recebido três companheiras novas. Após as colocações delas e o acolhimento do grupo, apresentei um novo caminho para darmos continuidade às nossas curas e despertar espiritual, por meio de contos.

A Antroposofia nos diz que quando pequenos, queremos ouvir a mesma história durante muito tempo. E que devemos repeti-la até um dia dizermos chega! Isso se deve ao fato de que nessa história que escolhemos contém o elemento que falta à nossa alma. Com a repetição da história, nossa alma vai se completando.

Também nos afirma que a cada 7 anos nossa alma evolui, mudando de ciclo. E as histórias também mudam para nos fortalecer e curar.

Então, pedi para alguém abrir um livrinho de histórias para lermos a HISTÓRIA DO GRUPO, ao som de uma música curativa denominada Consertando Corações. A história escolhida, pela nova participante, foi “O que é o amor?”

          Numa sala de aula, uma das crianças perguntou à professora:

          _ Professora, o que é o amor?

          Ciente da importância da resposta que deveria dar, a professora aproveitou o intervalo para o recreio e pediu que cada aluno trouxesse, no retorno, algo que expressasse nele o sentimento de amor.

          Ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que trouxera:

          _ Eu trouxe esta flor, não é linda? – disse a primeira criança.

          _ Eu trouxe esta borboleta. Vou colocá-la em minha coleção. – disse a segunda.

          _ Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é bonitinho?! – disse a terceira criança.

          E assim, as crianças iam mostrando o que tinham trazido, cada uma mais contente que a outra. Aí, a professora notou, no fundo da sala, uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo, vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora, então, se dirigiu a ela e perguntou;

          _ Meu bem, por que você não trouxe nada?

          E a criança ameaçando choro respondeu:

          _ Desculpe professora. Vi a flor, senti seu perfume e pensei em arrancá-la, mas fiquei com pena de matá-la e deixei-a para trás. Depois, vi também a borboleta, linda, colorida. Parecia tão feliz voando que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído, mas olhei para o ninho e vi sua mãe olhando tão triste que resolvi devolvê-lo ao ninho. Portanto, trouxe o que não posso lhe dar: o perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão que senti no olhar da mãe do passarinho. Foi por isso que não trouxe nada.

          A professora agradeceu e deu àquela criança a nota máxima.

 

O amor verdadeiro é aquele que trazemos no coração.

          Depois fechamos o trabalho com muita gratidão e com aquele chá cheiroso e pãezinhos de mel. Bom demais!

E o projeto continua …. até a próxima quinta-feira!


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Projeto Acolhimento – Estimulação física!

Estimulacao_Maturidade copy          Palavra -chave: estimulação física!

          Iniciamos com a leitura de uma frase que reflete o que vamos fazer no dia:

          “Ofereço a minha cura, o amor e a luz a qualquer pessoa ou coisa que esteja aberto para recebê-los.

          Sou um canal de amor. Estou aberto para dar e receber amor em todos os seu gloriosos aspectos.

          E assim é”.

          Tocar nossas próprias mãos, conhecer sua sensibilidade e sua força, a cura que elas podem oferecer é acreditar que somos capazes de grande ajuda para o próximo.

          Trabalhamos em duplas num círculo, para aprendermos como estimular o corpo da pessoa cuidada, para ela se sentir acolhida, amada e garantir o maior tempo possível a memória do seu corpo, pelo toque do outro; para garantir também sua autonomia para realização de pequenas tarefas que consegue executar.

          Propiciamos estimulações físicas, com bolinhas de borrachas, pequenos aparelhos de madeira para diluir tensões e provocar relaxamentos, tudo acompanhado de uma música suave, flores e aromas variados, desde o chá de melissa e laranja até o aromatizador do ambiente de bambu. Aguçamos todos os sentidos: olfato, visão, audição, tato e paladar. Uma aprendizagem e um treino para nossas mãos saberem como e onde tocar nossos corpos, sem muita pressão, mas com movimentos firmes e posteriormente, relaxantes. Criamos um ambiente ao mesmo tempo estimulante e relaxante.

          Todo esse preparo sensorial do ambiente favorece a estimulação cerebral e na medida do possível, deve ser providenciado em casa, quando o cuidador fará as estimulações na pessoa cuidada.

          Foi uma tarde tranquila, e acabamos com uma prece de gratidão por estarmos nos sentindo tão bem.

          Recebemos a visita de uma amiga e Terapeuta-Ocupacional, cuja mãe participa do nosso projeto. Muitas vezes é difícil para os filhos exercerem suas habilidades profissionais com seus pais. O fator emocional interfere muito. Não há porque se culpar. Somos seres em construção, com aprendizagens mais fáceis, outras mais difíceis. O importante é estarmos em movimento, sempre em espiral, evoluindo, se conscientizando de novas possibilidades.

          Ah, no final, vieram dois amiguinhos nos trazer muita alegria e risos: Tufão e Marieta! Dois cachorrinhos lindos que se gostaram muito! Amigos!

          E o projeto continua… todos serão bem-vindos! Até a próxma quinta-feira.


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Novos neurônios para cérebros velhos: Podemos mudar?

Cerebro_Maturidade          Desde 1987, o Dalai Lama abre sua casa em Dharamsala, no norte da Índia, uma vez por ano, para “diálogos” de uma semana com um grupo selecionado de cientistas , para discutir sonhos, emoções, consciência, genética ou física quântica.

          Em 2004, o assunto analisado foi neurogênese – termo científico para o nascimento de novos neurônios – e a pergunta era: Podemos mudar?

          Mencionaram-se na ocasião os resultados de inúmeras pesquisas realizadas por renomados cientistas, dentre eles, Tomas Bjork Eriksson, com pacientes entre 50-80 anos, e Fred Gage. A conclusão delas foi que o cérebro pode mudar sua estrutura física e suas conexões por muito tempo durante a vida adulta.

           Igualmente revolucionária foi a descoberta sobre como o cérebro muda.

          Nossas ações podem expandir ou contrair diferentes regiões do cérebro. Em resposta às ações e experiências de seu dono, o cérebro aumenta a atividade em algumas regiões devido a serem estimuladas, e diminui em outras, por desuso; forma conexões mais fortes ou enfraquece-as. A maior parte disso acontece em função do que fazemos e do que experimentamos do mundo externo – reflete a vida que levamos, o nosso estilo de vida.

          Mas também há indícios de que a modificação da mente pode acontecer sem qualquer interferência do mundo externo. Ou seja, o cérebro pode mudar de acordo com os pensamentos que nós temos. Essas novas descobertas indicam que mudanças no cérebro podem ser geradas por pura atividade mental: ter pensamentos de determinadas maneiras pode restaurar a saúde mental.

          Lá também abordou-se uma das pesquisas realizadas por Gage e sua equipe, que possibilitou mostrar como um ambiente estimulador, associado a atividades físicas, pode ajudar a produzir novas células no hipocampo. Eles injetaram a molécula que registra a neurogênese num grupo de camundongos e separaram os animais em dois grupos. Um foi colocado em gaiolas áridas, comuns. O outro, em gaiolas equipadas com roda giratória, e esses camundongos podiam usá-la quando quisessem. O grupo de camundongos adultos que teve acesso voluntário à roda giratória produziu duas vezes mais novas células nos hipocampos do que os camundongos sedentários. Assim, a conexão entre o exercício físico e o ambiente enriquecido se confirmou.

          Gage ampliou a experiência com os camundongos em experiências voluntárias e forçadas, e observou-se que o exercício forçado não promove a neurogênese. Correr e fazer outras atividades físicas voluntariamente aumenta a neurogênese e aumenta o aprendizado, mesmo em animais muito, muito velhos.

          Uma grande conclusão a que se chegou é que os efeitos das atividades físicas na neurogênese e no aprendizado dependem da livre escolha. Tem que ser um ato voluntário. Mas não acontece somente com a atividade física.

          Por esses estudos podemos constatar como nossas escolhas na maturidade podem auxiliar ou prejudicar na recuperação do nosso cérebro. Estilo de vida estimulante, pensamentos positivos, esperançosos, de fé; emoções equilibradas serão ferramentas para rejuvenescer o nosso cérebro.

          Temos que querer, desejar e buscar por nós mesmos essa mudança. Pelo que pudemos verificar nessas pesquisas, não adianta o médico recomendar, os filhos insistirem para que façamos algo de que não gostamos, principalmente atividades físicas, que não haverá o efeito da recuperação cerebral.

          Por que, então, não escolhermos alguma atividade que nos traga prazer e que provoque a plasticidade cerebral?

          Sair da zona de conforto nem sempre é agradável. A decisão será sempre nossa.

 

Sugestão de leitura: Treine a mente/ mude o cérebro

Sharon Begley

Prólogo do Dalai Lama

Prefácio de Daniel Goleman

pela primeira vez a neurociência vai ao encontro do budismo

Editora Fontanar


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O maior tesouro que temos: Nosso Cérebro!

cerebro_maturidade

          A ONU denominou os anos 90 como “a década do cérebro” por inaugurar-se uma nova era na neurociência que permitiu ao homem sonhar com a regeneração do cérebro e encontrar essa possibilidade dentro de si mesmo.

          Até os anos 90, aceitava-se que o cérebro não desenvolvia novas células. Os neurologistas, pesquisando esse fenômeno, descobriram que o cérebro, mesmo com áreas danificadas, pode produzir novos neurônios (células cerebrais) por toda a vida.

          Qual a importância dessa descoberta científica para a maturidade?

          Com os estudos recentes da neurociência sobre o funcionamento do cérebro, pode-se otimizar seu potencial, e com isso, levantar propostas para promover a longevidade e intervir nos estágios iniciais do declínio cognitivo.

          Garantir a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro regenerar-se é de um valor incalculável para as pessoas reforçarem sua expectativa em conservar as faculdades mentais até o final da vida, e uma garantia de memória ativa e intacta.

          Como então, realizar a plasticidade cerebral? Estimulando o cérebro!

          Um meio eficaz de produzir novas conexões é simplesmente pensar, estudar. Todas as vezes que pensamos, refletimos, nosso cérebro desenvolve novas conexões para ajudar a conduzir esse pensamento.

          Devido a isso, o Dr.Dharma Sing Khalsa, médico e gerontólogo, aconselha que, na maturidade, permaneçamos mentalmente ativos: “use seu cérebro ou perca-o”. Não se acomode.

          Outro grande pesquisador, o neurocientista Antonio Damásio, completa esses estudos, dizendo que a mente e o comportamento das pessoas funcionam em meios ambientais, culturais e físicos específicos e não são moldados apenas pela atividade das redes de circuito neurais, mas também pelo contexto social e cultural das pessoas.

          Assim, o novo paradigma sobre a regeneração do cérebro valoriza muito a necessidade da iniciativa pessoal na maturidade para buscar estimulações e respostas diferentes para ter a possibilidade de viver conscientemente uma longa vida.

“Qualquer que seja sua idade, seu corpo e mente não passam de uma minúscula fração das possibilidades ainda abertas a você – sempre há um número infinito de novas habilidades, insights e realizações à frente”.

(Keepak Chopra)