Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


Deixe um comentário

Projeto Acolhimento – Viver para ser feliz e ser feliz para viver!

Projeto Acolhimento por do sol          Nessa reunião conversamos sobre como estamos vivendo o nosso dia-a-dia: nas lembranças do passado, na preocupação com o futuro ou no presente, com tudo que ele envolve?

          Lemos e refletimos o texto do portal da maturidade Viver o Agora!

          Cada participante do Projeto Acolhimento tem, diferentemente, situações conflitantes, difíceis no seu cotidiano como cuidadoras de filhos, maridos. Colocaram como estão reagindo aos problemas e foram ouvidas, receberam sugestões e apoio do grupo todo.

          Mesmo sabendo que a maioria das situações são irreversíveis, essas participantes mostraram suas garras, coragem, ousadia em enfrentá-las, procurando viver cada minuto como um desafio em busca da felicidade, chorando, rindo, amando, brigando, desabando, reconstruindo-se.

          Guerrreiras em descobrir novas rotas para trilhar, acreditando no hoje, no que elas fazem para ajudar seus entes queridos, se autoajudarem e se tornarem mais felizes.

          Os diálogos foram emocionantes, quando contados os progressos de cada participante.

          Pudemos constatar como o GRUPO se fortaleceu, o prazer que as pariticipantes têm em se encontrar, aprender uma com a outra, trocar de CDs e filmes, ampliar a amizade, achar um tempinho para tomar um cafezinho no apartamento da nova amiga, que mora no mesmo condomínio, mas não se conheciam.

          Deixaram de ser “colecionadoras de lágrimas” para se transformarem em “colecionadoras de esperança”.

          Saíram do cárcere das dores, onde se vive porque se está vivo, para pensar em outras possibilidades, viver para ser feliz e ser feliz para viver.

          Reencontraram o sentido de suas vidas!

          NOTA ESPECIAL: Como as estimulo sempre para manifestarem sua criança interior, divina, que é alegre, sapeca, ousada, as participantes do grupo deixaram um pacote de presentes maravilhosos na porta do meu apartamento, à meia-noite, no dia do meu aniversário. Surpresa!!!!! Eu amei!!!!! Minha gratidão à todas!

 


3 Comentários

Viver no Agora!

Agora_Maturidade          Há uns anos atrás , vi um vídeo do Roberto Shinyashiki, chamado Felicidade, que me fez refletir muito e ter coragem de ir em busca dos meus sonhos mais almejados. Ele iniciava com essa pergunta: O que você faria se soubesse que iria morrer amanhã?

          Nas entrevistas que fez, houve muitas respostas, como: “Ah, eu ficaria o dia todo com minha família”; “Eu diria para as pessoas o que realmente eu penso delas”; “Eu faria as pazes com meus pais pois não converso com eles há muito tempo”. “Eu perdoaria meu marido…”

          Ele nos pergunta: será que é preciso estar à beira da morte para fazermos coisas que realmente nos são importantes? Será que é preciso ver nosso ente querido entubado numa cama hospitalar para lhe dizer o quanto o ama?

          Geralmente vivemos no passado, lembrando de bons ou maus momentos, fervilhando nossa mente com situações que não têm como revivê-las ou mudá-las. Ou, pensando no futuro, fazendo inúmeros planos, querendo controlar tudo o que a vida poderá nos oferecer.

          Imaginar um futuro melhor nos traz esperança e uma antecipação de prazer. Imaginá-lo pior, nos traz ansiedade.

          E o presente? Como o vivemos?

          Construimos nossa vida no presente e temos de permitir que ele aconteça. O eterno presente é o espaço dentro do qual se desenvolve toda a nossa vida. A vida é agora. É tudo que existe.

“Nada existe fora do agora. O passado e o futuro não são tão reais quanto o presente? Afinal, o passado determina quem somos e de que forma agimos no presente. E os nossos objetivos futuros determinam as atitudes que tomamos no presente”.

Eckhart Tolle

          O que nos impede de viver o presente do jeito que queremos vivê-lo? Medo? Vergonha do que os outros dirão? Insegurança? Covardia? Impossibilidades criadas pelas nossas crenças? Orgulho ferido?

          Reflita agora: Se fossemos morrer amanhã, quem gostaríamos de abraçar? Para quais pessoas diríamos que as amamos? O que comeríamos de gostoso? Em que lugar gostaríamos de estar? O que faríamos para nos tornarmos mais felizes?

          A felicidade somos nós quem a construímos. Ela não vem pronta, embrulhadinha como presente.

          Cada um deve colocar seu tijolinho hoje, sem esperar que ninguém o faça por você. Sabemos que somos capazes disso.

          Como não vamos morrer amanhã, que tal fazermos tudo isso AGORA?


3 Comentários

Projeto Acolhimento – Bernarda e Lutero: O florescer do amor na velhice

Bernarda e Lutero          Bernarda e Lutero são personagens idosos da novela Amor à vida, da Rede Globo, e estão mostrando, através da mídia, a possibilidade de vivenciar plenamente o amor na velhice.

          Viúvos, amigos, foram construindo mansamente esse amor de homem e mulher, por meio de uma amizade que estavam vivenciando tranquilamente, através de encontros no parque, passeando com o cachorrinho, almoços juntos, visitas da Bernarda para dar um jeitinho feminino na casa de Lutero.

          A feminilidade e os cuidados especiais de Bernarda com Lutero aguçou o seu olhar diferenciado para ela, pois ele tinha uma vida solitária, apesar de estar trabalhando como médico no hospital, decepcionado com amigos e também por ser considerado “velho gagá” pelo administrador do hospital.

          Nas conversas entre o dois, apareciam as decepções com os familiares, com o trabalho, e juntos, havia felicidade, compreensão, até que se apaixonaram e se declararam um para o outro.

          À princípio, Bernarda teve receio e talvez vergonha desse amor por ser idosa, até que Lutero a convida para ir morar com ele. E Bernarda decide passar a noite na casa dele. Essa cena foi realizada com muita delicadeza, beijos ternos, carinhos, respeito.

          O sexo veio, decorrente de um amor que aos poucos foi sendo construído pelos dois. E trouxe vitalidade e alegria para ambos, que assumiram esse “namoro” perante todos, mesmo à revelia da família de Bernarda.

          O que essa análise tem a ver com o Projeto Acolhimento?

          Pois é, a sexualidade é natural e em qualquer fase da vida. Abrimos um debate para sentir como o grupo dos cuidadores via a questão.

          Foi muito interessante as discussões. Houve prós e contras para o sexo na velhice.

          Foi dito que essa cena estava estimulando os idosos a transarem, e que já chega a liberação sexual com os jovens, agora vem com os velhos?!

          Que os velhos já são muito feios, que é impossível ter vontade de beijar alguém assim.

          Que os velhos não tem mais tesão. Que isso não é para avó e avô. Tal como a reação de um neto na novela: “A vovó virou piriguete?!”

          A maioria dos participantes foi a favor de se manter a sexualidade até quando se tiver vontade e possibilidade entre o casal.

          Na discussão, pudemos ver os preconceitos que nós ainda temos na maturidade, não aceitando essa vivência sexual, ou nos envergonhando de sentir desejos sexuais e externá-los.

          Sexualidade não é só fazer sexo. É externar carinho, abraçar, beijar, tocar, ter prazer de ficar juntinhos se curtindo.

          Foi deveras interessante a TV criar uma Bernarda inteligente, capaz de assumir sua sexualidade e se posicionar perante a sua família e um Lutero romântico, aceitando esse desafio sexual, mesmo com a ajuda de um “comprimidinho”, como ele disse.

          A nossa sociedade prioriza o belo, a jovialidade, como se somente com esses atributos as pessoas podem ser felizes e sexualmente desejáveis.

          Bernarda e Lutero estão nos mostrando que a vida pode ser diferente. Quebra o estigma da velhice isolada, sufocada, para uma velhice ativa, participativa, com voz e capacidadae de tomar decisões, principalmente nesse assunto.

          E você, que está na maturidade, o que sentiu e pensou quando assistiu esse capítulo do romance de Bernarda e Lutero chegarem às vias de fato na cama?

 


Deixe um comentário

O que fazer quando um parente não responde por seus atos – por Daniel de Barros

Daniel Barros_Maturidade          Todo cidadão tem direitos e deveres na nossa sociedade, diz logo de cara o código civil brasileiro. Existem muitas coisas que nos obrigam a fazer para um convívio saudável com nossos vizinhos, mas ao mesmo tempo temos a liberdade de realizar uma porção de coisas da forma como bem entendermos: vender, comprar, casar, separar, adotar filhos e por aí afora.

          Mas existem pessoas que, por conta de problemas afetando sua capacidade racional, já não conseguem gerenciar adequadamente suas próprias vidas – não administram suas finanças, negligenciam sua saúde e em casos graves nem mesmo cuidam da higiene pessoal. A lei sabe disso, e tais pessoas, ao contrário da maioria de nós, não podem exercer pessoalmente seus direitos, nem respondem diretamente por seus deveres – para isso existe a figura do curador, uma pessoa que fica responsável perante e justiça por essa pessoa.

          Muitas vezes as pessoas percebem quando um familiar não está mais em seu estado normal. Seja por conta de uma demência num idoso, ou por causa do uso incontrolável de drogas no mais jovem, e até mesmo pelo vício do jogo em pais e mães de família, essas pessoas podem passar por um processo chamado de interdição.

          Para tanto, um advogado precisa levar ao juiz uma petição, na qual ele explica porque a família acha que algum dos membros não mais responde por seus atos. Nesse documento podem já ser anexados atestados médicos ou receitas de remédio, por exemplo. Se nunca foi feito tratamento, a família pode contratar um psiquiatra para elaborar um parecer explicando a situação ao juiz. Este, diante de alegação tão grave, pede uma audiência para conhecer pessoalmente quem está sob tal processo, e se não tem certeza se o sujeito está ou não plenamente lúcido, pede uma perícia médica.

          A perícia é nada mais do que um exame, feito por um psiquiatra de confiança do juiz, que irá produzir um laudo explicando o que viu, o que concluiu e recomendando ou não a interdição. Esta pode ser total ou parcial, quando a pessoa perde apenas alguns direitos, dependendo de seu quadro clínico; além disso, pode ser definitiva ou temporá- ria, se houver tratamento eficaz para a doença em questão. As famílias podem nesse momento também contratar um psiquiatra para acompanhar os trabalhos do perito e posteriormente examinar e criticar o laudo oficial, quando necessário. Esse psiquiatra de confiança da família é chamado de assistente técnico, e muitas vezes é uma figura importante para a tranquilidade dos envolvidos.

          Esse é sempre um processo desgastante, pois ninguém quer perder a própria autonomia. Mas quando bem conduzido, é algo que só vem a proteger a pessoa, pois sua autonomia já fora roubada antes por uma doença, sem chance de defesa.

Daniel_Perfil_Maturidade

         

          Artigo escrito por Daniel Martins de Barros

          Psiquiatra do Hospital das Clínicas (IPq-HC), Instituto Bem Estar

          e colunista da seção “Psiquiatria e Sociedade” do Estadão


Deixe um comentário

Projeto Acolhimento – Vencendo a barreira do medo

Vencendo_medo_maturidade          Nessa reunião trabalhamos o tema “Vencendo a barreira do medo”.

          Lemos e discutimos um texto e aos poucos fomos conversando sobre nossos medos e o porquê deles estarem arraigados em nós. Isso, porque, de modo geral, o medo se relaciona com emoções negativas que vivenciamos e que deixaram marcas em nossa memória, em nossas células.

          Para nos libertarmos do medo é preciso grande disposição interior, pois geralmente são memórias dolorosas e revivê-las é difícil. Criamos inclusive armaduras corporais para não senti-lo, sufocá-lo.

          O medo chega a nos paralisar e é preciso coragem para confrontá-lo, acessar nossas feridas emocionais para refazer o caminho e nos libertar desse aprisionamento.

          Vivenciamos técnicas transpessoais, que favoreceram a transmutação dos medos e emergiram insights que auxiliaram na cura, na compreensão de situações difíceis que as pessoas estão enfrentando.

          Posteriormente, em silêncio, cada participante desenhou o que sentiu e captou na experiência.

          Foi emocionante a partilha dessas descobertas.

          E o projeto Acolhimento continua….todas as quintas-feiras às 14h.