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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Mandalas – Vamos construir a nossa para 2014?

Mandala 2014 Maturidade          Vamos construir nossa mandala dos sonhos e desejos de 2014?

          A palavra mandala procede do sânscrito e significa círculo sagrado. O nome mandala faz pensar em energia. Uma mandala representa uma célula, um disco solar ou lunar, um espaço que lembra um povo primitivo ao redor de uma fogueira. Encontramos mandalas desde os primórdios da evolução humana, pois há desenhos delas nas cavernas pré-históricas, ainda que bastante simplificados. Por todas as partes vemos estruturas de mandala.

          “A mandala consiste numa série de formas concêntricas, sugestivas de uma passagem entre diferentes dimensões. Ela auxilia na canalização de energias criativas, vindas do inconsciente e de seus diversos estados, estabelecendo um senso de harmonia, de modo que o indivíduo sinta-se completo.” (D’Assumpção,2012, p.314)

          O ponto principal da mandala é o seu centro, ao redor do qual o desenho parece se desenvolver. Esse ponto é um foco visual que atrai o olhar do observador da mandala.

          Mesmo que o criador de uma mandala não tenha consciência daquilo que faz, ele coloca em sua criação elementos simbólicos ancestrais. Ao desenhar uma mandala, criamos algo sagrado.

          Numa mandala, o espaço interior, onde as formas se desenvolvem, é sagrado, aquilo que está fora desse espaço é profano. A linha circular é, portanto, o limite entre o divino e o mundano, entre a consciência e a inconsciência, entre a alma e a matéria, entre a união e a desagregação. A linha circular é uma fronteira.

          No interior da mandala há um ponto central, que representa a essência da mandala. Os outros elementos em geral parecem estar em ligação com esse elemento e de certa forma dependem dele, pois se desenvolvem a partir da sua existência. Esse ponto representa uma existência superior, a fonte de toda criação , Deus.

          Na verdade, a mandala é um campo de força, no qual as emanações das formas, da estrutura numérica e das cores são poderes vibracionais atuantes.

          Sendo assim, uma mandala pode alterar as vibrações daquilo que suas emanações atingem. Quando fazemos contato visual com uma mandala, nossa energia se altera e essa modificação é sempre muito positiva.

          O campo de força de uma mandala modifica nossa energia em vários níveis. Ele estimula a mente, equilibra as emoções e ativa os processos físicos, ajudando a restabelecer sua função plena.

          Trabalhar com mandalas é um trabalho de transmutação da alma através do colorido, da criatividade e da dedicação. Com o estímulo, o cérebro conscientiza antigos registros celulares. As mandalas são multidimensionais e levam à consciência holográfica do todo.

Vamos construir nossa mandala dos sonhos e desejos de 2014?

          A construção dessa mandala anual demanda alguns cuidados.

          1. Uns dias antes de sua elaboração, procure relaxar por alguns minutos, se concentrar no momento de sua vida, o que gostaria de solicitar na mandala. Deixe fluir, através de uma música tranquila. Peça para o Universo lhe indicar o Caminho para 2014.

          2. Selecione fotos, recorte palavras, gravuras compatíveis com seus desejos e aguarde.

          3. Recorte um círculo de cartolina, da cor e tamanho que desejar. No centro desse círculo coloque seu nome ou sua foto.

          4. De preferência, faça sozinho, com uma melodia tocando e se concentre na confecção, prazerosamente.

          5. Na parte de cima da mandala, coloque o ano em questão e o que você mais desejar ou sonhar, colando, desenhando, pintando, escrevendo ou tudo isso junto.

          6. Vá distribuindo pela mandala tudo o que você quer expressar e solicitar para o Universo, nos planos físico (cura de alguma doença, por ex), material, afetivo, emocional e espiritual.

          7. Escreva com detalhes, às vezes, do lado, em cima das gravuras, para que fique bem visível o que e como você quer.

          8. Capriche nas intenções, pois essa mandala é o pedido de sua alma para o Universo em 2014. Você estará acionando forças cósmicas para ajudá-lo.

          9. Escolha um lugar para pendurar sua mandala, onde você a veja todo dia. Cada vez que olhá-la, leia-a! Passe sua mão direita, no sentido horário, girando sobre a mandala enquanto estiver lendo. Reveja tudo que colou, escreveu, pintou. É importante relembrar sempre seu cérebro e o Universo dos seus pedidos e sonhos.

          10. Se possível, coloque-a no mês de janeiro, para dar início ao ano de 2014 com muita força e esperança.

          Acredite, o poder da mente positiva atrai cura, abundância, prosperidade e equilíbrio. Lembre-se que sua vida flui em perfeita ordem, serenidade e abundância, num permanente fluxo de amor, em conexão com sua alma e o Universo.

 


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Projeto Acolhimento – Encerramento

Recomeco_Projeto_Acolhimento          “E quando a gente menos espera, a vida nos abraça outra vez e transforma todas as nossas incertezas em caminhos floridos de realizações. Confie!

          Inunde o coração de afeto e esperança, não perca a fé e jamais desista de sonhar”.

Marcely Pieroni Gastaldi

          Foi uma experiência marcante em nossas vidas. Criamos laços de solidariedade, descobrimos novos talentos, dividimos tristezas e vivenciamos muitas alegrias. E o mais importante, aprendemos a viver o momento, com muita intensidade, buscando a felicidade no aqui-agora.

          Nessa última reunião, por ser no início de dezembro, lemos a lenda de São Nicolau, que está no site portaldamaturidade.com, e selecionamos quais sementes vamos plantar e regar em nossos corações, para que possamos ser pessoas mais conscientes de que toda mudança se inicia em nós.

          Com a nossa mesa enfeitada de arranjos natalinos e guloseimas deliciosas, trocamos mimos e construímos nossas mandalas para 2014, com nossos novos sonhos e desejos.

          Uma colaborou com a outra, na seleção de recortes de revistas, palavras-chaves, e foram momentos de pura magia, risos, descontração, que resultaram em belas e importantes mandalas.

          Recordamos como iniciamos o projeto e como estávamos nos sentindo no encerramento: mais confiantes, mais felizes, mais esperançosas. Solicitaram que o grupo não se dissolvesse e que déssemos continuidade.

          Refletimos que muitas cuidadoras que iniciaram o projeto não puderam seguir adiante porque não havia quem tomasse conta de seus companheiros durante essa uma hora de acolhimento. E eram as que mais necessitavam de ajuda.

          Torna-se muito necessário a conscientização da família dessa necessidade de dividir a função de cuidador(a). É uma sobrecarga intensa para uma só pessoa, por mais que ame e se doe para a pessoa cuidada. A família deve colaborar mais, dividir encargos domésticos. Se a voz do cuidador(a) não se faz, os familiares devem estar atentos para a sobrecarga e o cansaço dele(a). Esse é um alerta que ficou muito visível no Projeto Acolhimento.

          Mediante nossas reflexões, vamos dar seguimento ao grupo e convidar mais pessoas para participar, neste ano, de outro projeto voluntário: Círculo de Mulheres!! Com novos objetivos e novas metas!!

          Agradeço intensamente as participantes do Projeto Acolhimento: Silvânia, Sílvia, Zulma, Marico, Rosângela, Ancila, Salete, Nair, Márcias, Nádia, Maria Helena, Neuza, Fernanda, Ana Paula e Mirna. Todas heroínas e doadoras de amor. De “colecionadoras de lágrimas”, transformaram-se em “colecionadoras de esperanças”.

          A vocês, guerreiras de um bom combate, ofereço o poema abaixo, desejando-lhes um 2014 cheio de paz no coração!

Uma só flecha

A estrada à minha frente

É longa e estreita.

Só me restou uma flecha,

E o meu velho cavalo

Mal se agüenta em pé.

Mas se for preciso

Voltar ao combate,

Arreio o cavalo,

Subo à sela, Corajoso cavaleiro:

É hora de enfrentar

Minha última Batalha!

 

É hora de escalar

Montanhas escarpadas,

Buscando alcançar

Meus próprios limites.

 

É hora de nadar

Contra a corrente

Dos rios caudalosos

Que rugem em minh’alma.

 

É hora de enfrentar

Arenosos desertos,

Em busca do Oásis

De paz e de calma.

 

Mas, a estrada à minha frente

É longa e estreita.

Só me restou uma flecha,

E o meu velho cavalo

Mal se agüenta em pé.

Mas se for preciso

Voltar ao combate,

Arreio o cavalo,

Subo à sela, Corajoso cavaleiro:

É hora de enfrentar

Minha última Batalha!

 John York


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Análise do curso – Ressignificar os medos na maturidade

Curso Ressignificar          O curso (Ressignificar os medos na maturidade) se desenvolveu com um grupo que se uniu muito por meio dos novos conhecimentos e experiências transpessoais vivenciadas. Ouvimos os medos, com muito respeito e compaixão, à medida que iam explicando suas mandalas do medo. Choramos junto. Acordamos nossa criança divina e com sua alegria, cantamos e dançamos. E finalizamos com os nossos sonhos expressos na mandala da Cura.

          Começamos assim, O Caminho de Compostela, que é o momento de dar um passo a mais, a mesma mensagem do peregrino de Compostela: dar um passo a mais.

          A nossa evolução na vida, em busca do equilíbrio, da felicidade, nem sempre consiste em ter grandes idéias e maravilhosos projetos, mas em dar um passo a mais, a partir de onde nos encontramos, sem nos comparar uns aos outros. Para chegarmos ao alvo, cada um de nós precisa percorrer um longo e singular caminho. O importante é dar um passo a mais. O ponto onde paramos é o começo do caminho que prossegue. É esse passo a mais que resgata o desejo e a vontade da Vida, que vem se dirigindo ao encontro de cada um de nós.

          Tivemos a escolha entre uma “vida perdida” e uma “vida escolhida e doada”.

          E terminamos o curso começando uma nova caminhada, lembrando que a cada degrau que subimos na nossa escada da vida, haverá um novo desejo como também um novo medo. Só que agora aprendemos a enfrentá-los!

          “Somos assim.

          Sonhamos o voo, mas tememos as alturas. Para voar, é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isto que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são lugar onde as certezas moram.”

(Rubem Alves)

          Vamos abrir a portinha da nossa gaiola!

          Minha gratidão aos participantes desse curso.

 


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Lenda de São Nicolau

sao_nicolau_maturidade          Muito longe, no Oriente, vivia um bispo muito bondoso e piedoso, chamado Nicolau. Ele morava em um castelo e tinha grandes plantações de cereais e um imenso pomar. Tudo que colhia era dividido com seus servos e suas famílias. Na época da colheita, guardavam os melhores grãos para serem novamente semeados; faziam pães bem saborosos; armazenavam cuidadosamente os alimentos para que não houvesse falta. E todos viviam felizes e saudáveis.

          Certo dia, ele ouviu contar que no Ocidente havia uma cidade onde todas as pessoas passavam fome, inclusive as crianças. O bispo Nicolau chamou então os seus servos, que o amavam muito e falou-lhes:

          “- Tragam-me frutas dos pomares e colheitas dos campos para que possamos saciar os famintos.”

          Os servos trouxeram cestas com maçãs, uvas, peras, amêndoas e nozes. Em cima, colocaram pão de mel, bolos feitos pelas mulheres do lugar. Trouxeram também sacos cheios de grãos dourados de trigo. Nicolau ordenou que todas as dádivas fossem colocadas num navio grande e bonito, todo branco e com velas azuis como o azul do céu. Viajaram muito tempo para chegar a essa terra desconhecida: sete dias e sete noites. Quando chegaram à grande cidade, já era noite e não se via ninguém nas ruas – as luzes brilhavam pelas janelas das casas. O bispo Nicolau bateu numa janela. A mulher que morava na casa, pensando tratar-se de um viajante pedindo abrigo, mandou o filho abrir a porta. Como não havia ninguém, a criança correu pela janela. Lá encontoru uma cesta refleta de frutas, bolos e doces. Ao lado da cesta estava um saco com grãos dourados de trigo. Todas as pessoas fartaram-se com as dádivas e por muito tempo, ficaram fortes e alegres.

          O Bispo Nicolau foi ficando velhinho, com a barba branca, e agora está no céu. Todos os anos, na data do seu aniversário, seis de dezembro, ele viaja para a Terra. Monta em seu cavalo branco e vai descendo, de estrela em estrela, para levar suas dádivas para as crianças, porque hoje, na Terra, a fome é muito maior, não só para as crianças, como para os inúmeros idosos abandonados pelas famílias. E não é só fome de alimentos, mas também de amor, de compaixão, de bondade, de confraternização, solidariedade.

          Ele nos ajuda a preparar o nosso Natal: a abrir nossos corações e renascer em amor ao próximo, a praticar a solidariedade entre as pessoas.

          Nesse ano, desejo que vocês sejam tocados por São Nicolau. Que essas sementes de bondade, de justiça, da verdade, jogadas por ele, brotem em seus corações.

          Feliz Natal! Muita Paz e Alegria!

 


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Projeto Acolhimento – Aprendendo a jogar

Jogar_maturidade          “Nossa jornada começa assim que compreendemos que a vida é crescimento, é adquirir conhecimentos e habilidades necessários para vivermos com mais plenitude e eficácia. A vida deve ser uma educação interminável. A vida torna-se uma jornada de descobertas, uma exploração de nosso potencial… Toda alegria e exuberância que experimentamos na vida é fruto de nossa disposição para correr riscos, de nossa abertura para a mudança e de nossa capacidade de criar o que desejamos para a nossa vida. Não importa se você já perdeu ou arriscou muito. Não importa o fracasso. O que importa é você ter aprendido com os erros e os fracassos.

          O que importa é você ter ido adiante, crescido com o resultado dessas experiências. A vida cheia de erros é muito mais rica, mais interessante e mais estimulante do que a vida que nunca arriscou e nem se posicionou com relação a nada. A sabedoria com a qual você constrói seu futuro é consequência das descobertas e das experiências da sua vida”. ( David Mc Nally)

          Às vezes nos cobramos tanto pelos nossos erros! Mas, eles representam nossas tentativas para mudar o que não nos satisfaz. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas sempre aprendendo a ganhar.

          É a vida em movimento.

          Começamos a reunião com a leitura do texto acima e nos perguntando: O que aprendemos nessa jornada atual de nossas vidas?

          Relembramos todas as nossas ousadias de outrora. E hoje, onde estão essas iniciativas? Perderam-se no tempo?

          Tentamos identificar crenças, paradigmas que nos aprisionaram, nos paralisaram e criaram resistências, dificultando mudanças e flexibilidade para visualizar novas possibilidades aos conflitos do nosso cotidiano.

          Então, escolhemos algo que mais nos incomoda, aquilo que temos resistência para modificar e nos propusemos a enfrentar essa situação. Fizemos um pacto para aprender a jogar na vida.

          E terminamos a reunião ao som da música cantada pela Elis Regina – Aprendendo a jogar. E cantamos muito, compreendendo que não temos como segurar a vida, pois ela tem seu curso…