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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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O fator político na Maturidade

Votar_Maturidade          Em plena maturidade é muito bom e importante ajudar a construir a História da nossa Pátria através do voto.

          Constatar que seus valores morais e éticos estão interligados com uma grande maioria de pessoas, clamando por mais transparência, verdade, justiça e honestidade  no comando de nossa nação.

          Sonhar com ideais altruístas e ter a chance de batalhar, com o nosso voto, fazem nosso  coração disparar quando estamos frente a urna. É um exercício de cidadania único, intransferível, que não podemos nos abster.

          Não há um só candidato pronto, perfeito. Mas há candidatos com boa índole, com vontade de mudar a direção, com melhores propostas para a educação, saúde e segurança no nosso país.

          É necessário que nós tenhamos muita consciência nesse momento decisivo das nossas escolhas, pois elas deverão refletir nossa maturidade, nossos anseios por um país e mundo melhor.

          Será nossa verdadeira herança para nossos descendentes. Vamos contracenar, votando!!

          O segundo turno está próximo. Pense bem, reflita o que deseja como cidadão que já colaborou muito e que ainda deseja deixar sua marca nesse país e vote conscientemente, não pensando apenas em garantir a manutenção do seu emprego, ou em encher seus bolsos indignamente.  

          Vamos ser atores políticos. Vamos ajudar na grande mudança, votando. Essa grande mudança começa com cada um de nós.

          Ou você prefere ficar sentado, alienado, enquanto outros indivíduos decidem por você?

“Só você põe limites em sua vida.

Só você pode modificar os seus passos.

Só você poderá fazer-se feliz.

Acredite em si mesmo.

Viva… Mas viva tudo…

Cada minuto, como se este fosse o último.”


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Projeto Cinevita – PHILOMENA

Philomena_Maturidade

 

 

“PHILOMENA”

Com Judi Dench e Steve Coogan

 

          O filme é uma comédia onde observamos uma mãe adolescente, praticamente sem noção alguma de sexo, se vê obrigada a parir em um convento e após uns dois anos, ver seu filho ser vendido pelas freiras para um casal estranho.

          Após cinqüenta anos, sua recente família fica sabendo da existência desse irmão e ajudam sua mãe a encontrá-lo, contratando um jornalista famoso que pretende posteriormente escrever a história.

          Cria-se um intenso laço de afetividade entre o jornalista pernóstico e Philomena, uma humilde e sábia mulher.

          A busca pelo filho mostra a garra , a força, a coragem e o amor de uma mãe que não desiste até encontrá-lo. E principalmente, sua sabedoria, em compreendê-lo e resgatá-lo para a eternidade.

          Para esse amor sufocado por tantos anos e pelos seu sofrimento, assim como acontece com muitas mães nesse mundo, que não puderam pegar seus filhos nos braços e niná-los, por inúmeras questões, há uma prece que exprime o que todas essas mães desejam no mais profundo do seu ser:

“Que a estrada se abra à sua frente,

Que o vento sopre levemente às suas costas

Que o sol brilhe morno e suave em sua face, 

Que a chuva caia de mansinho em seus campos…

E, até que nos encontremos de novo,

Que Deus lhe guarde na palma de Suas mãos”.


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Projeto Leituras – A Guerra de Clara

A Guerra de Clara_Maturidade

“A Guerra de Clara”

Clara Kramer  –  Ediouro

 

          É uma história incrível e real de uma família judia que foi salva do holocausto por uma pessoa anti-semita.

          Em 1942, quando o exército nazista invade a Polônia, os judeus do vilarejo Zolkiew, são perseguidos, assassinados ou enviados a campos de concentração.

          Clara Kramer, desde os 13 anos conheceu essa triste realidade de guerra e perseguição e durante dezoito meses ficou confinada, junto com sua família e mais alguns judeus, em um subsolo da residência do senhor Beck, um beberrão anti-semita, que assumiu a tarefa de ocultar e protegê-los, mediante pagamentos mensais.

          É um livro que narra muitos dos costumes dos judeus, e como conseguiram permanecer unidos nas grandes dificuldades: fome, miséria, onde faltavam os recursos mínimos para sobrevivência.

          É impressionante como a solidariedade e as traições se exarcebam na guerra! Confiar em quem?

          E a figura do senhor Beck, sua gradativa mudança e envolvimento com as famílias judias, chegando arriscar sua vida e de sua família.

          Uma das belas orações rezadas na abertura do serviço de Yizkor (rezas pelos mortos, que eram muitos na ocasião) no abrigo do subsolo:

“Senhor, que é o homem, para que Vós o reconheçais?

O filhos de um frágil humano que  levais em conta?

 

Qual um sopro é o homem; uma sombra fugaz são seus dias.

Pela manhã, desabrocha e rejuvenesce,

Pela tarde, é cortado e se enrijece.

 

Segundo a soma de nossos dias, que Vós possais nos instruir;

Assim iremos adquirir um sábio coração.

 

Protegei o perfeito e velai pelo correto,

Pois o destino do homem é a paz.

 

Mas Deus regatará minha alma do poder do submundo,

Pois Ele me tomará, selah!

Minha carne meu coração sentem saudades,

Rocha de meu coração, e minha sina, eternamente, é Deus.

 

Então, assim sendo, o pó retorna ao pó,

E o espírito retorna a Deus, que o facultou.”


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Partidas

Partidas_Maturidae“A vida começa com uma chegada. Termina com uma despedida…

A chegada e a partida fazem parte da vida. Como o dia, que se inicia com a madrugada alegre, com luzes, e termina com o sol que se põe, triste, final de luzes e cores que se vão. Preparamos com carinho e alegria, a chegada de quem amamos. É preciso preparar também, com carinho e tristeza, a despedida de quem amamos”.

(Rubens Alves)

          Mas, dificilmente nos preparamos para as partidas.

          Vamos vivendo o dia-a-dia, com as pessoas ao nosso redor, acostumando-nos com a rotina, sem enxergar a beleza e a cumplicidade que se estabelece entre os seres queridos.

          Na maioria das vezes, somente a separação ou a perda nos sinalizam o quanto essas pessoas nos eram importantes, o quanto elas nos inspiravam segurança, carinho, amor. Ou, pelo contrário, o quanto nos permitimos ser dependentes e submissos a elas, por comodidade, ou por outros motivos.

          Essas perdas, principalmente na maturidade, podem nos trazer muitas desacomodações, depressão e mudanças no estilo de vida que não queremos para nós, como morar com algum parente, ficar sozinha, ou estabelecer uma transferência de dependência para com os filhos.

          Tudo dependerá de como você costuma reagir frente às vicissitudes da vida: enfrenta-as ou se acovarda, deixando que os outros continuem a resolver por você?

          Para viver sem sofrimento é preciso se preparar para as partidas: aprender a desapegar-se.

          Acumulamos muitos apegos no percurso de nossas vidas, tanto material como emocionalmente, e na maneira de pensarmos e agirmos. Somos condicionados pela família, pela cultura em que estamos inseridos, pela religião que praticamos, pela educação que recebemos. Esses valores vão se enraizando em nós e nem temos consciência de muitos deles.

          É nos observando que vamos tendo consciência de como somos realmente. E vamos aprendendo a soltar algumas amarras. Isso é um treino que nos trará grandes benefícios para enfrentarmos momentos dificílimos, tal como a perda de entes queridos.

          Não há como segurar a vida. Ela flue, ela tem seu ritmo, hora devagar, hora acelerado, criando sempre inúmeras possibilidades para aprendermos nos desapegar, principalmente da forma em que fomos condicionados a pensar.

          No luto, quando a dor se acalmar, essas perdas de entes queridos podem ser um grande impulso para nosso autoconhecimento e, inclusive, despertar a coragem de sermos nós mesmos, descobrirmos nossa capacidade de resiliência.

          Tudo dependerá da nossa reação frente a isso e de nossos olhos.

          Não bastará abrirmos as janelas para ver as ruas, as casas, as árvores, os jardins ….Não é bastante não sermos cegos para ver tudo isso.

          Quando nossos olhos deixarem de se fixar somente no passado, no saudosismo, em uma visão que já passou e não existe mais, e conseguirmos olhar o minuto presente, único, efêmero, constataremos que as ruas, as casas, os jardins continuam os mesmos e nada foi acrescentado, e no entanto, tudo está diferente, pois mudou o nosso olhar. Chegaremos a sentir a brisa, ou o calor intenso do dia, ficaremos fascinados com o anoitecer, com as primeiras estrelas surgindo no céu. Portanto, tudo mudou.

          “A saudade nos faz relembrar vivamente fatos marcantes, inesquecíveis, gratificantes e também as pessoas queridas que perdemos”. (A. Monteverde). Tudo isso é nossa vida, e faz parte da nossa existência. Mas o saudosismo é ficar presa somente ao passado, a uma única possibilidade que já foi, e nos aprisiona a velhos paradigmas.

          Vamos aprender o desapego antes das perdas, para que compreendamos as partidas, como algo inerente à vida: nascer, crescer, desenvolver e morrer. E agradecermos por temos compartilhado uma existência.

          Sempre teremos em nossos corações as pessoas queridas que já não convivem conosco. E vamos redirecionar o leme das nossas vida, pois viver feliz é a melhor opção.

“Vai, portanto, come a tua comida e alegra-te com ela,

bebe o teu vinho com um coração feliz.

Veste-te sempre de branco

e que não falte óleo perfumado nos teus cabelos.

Goza a vida com quem amas todos os dias da tua vida…

Pois Deus já aceitou o que fizeste …

(Eclesiastes, 9.7)

                                                                                                                        


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Projeto Leituras – Cruzando o Caminho do Sol

Cruzando o caminho do sol_Maturidade

 

“Cruzando o Caminho do Sol”

Corban Addison

 

          “Ahalya fixou o olhar em um ponto do assoalho, tremendo. Ela não conseguia olhar para o homem que a havia comprado. Ele se aproximou e ergueu seu queixo até que ela olhasse em seus olhos. _ Essa é sua noite de núpcias _ ele disse, jogando-a de costas sobre a cama.”

          Ahalya despertou no dia de Ano-Novo como um pássaro de asa quebrada… A alegria havia desaparecido de sua voz… Somente Sita permanecia concentrada. Ahalya se surpreendeu com a estabilidade emocional de sua irmã. Era como ela houvesse amadurecido anos numa questão de dias…. Sita cantou canções e declamou versos das poesias favoritas de Ahalya:”

“Aqui, ó meu coração, queimaremos os sonhos que estão mortos,
Aqui nesta floresta ergueremos uma pira funerária,
De pétalas brancas e folhas caídas já maduras e vermelhas,
Aqui os queimaremos com todas as tochas de fogo do sol do meio-dia.”

          A história desse livro é sobre duas irmãs – Ahalya e Sita – adolescentes de classe média alta que viviam tranquilamente junto com seus familiares, na Índia, até que um tsunami destrói a costa leste de seu país, ceifando a vida de seus pais e avó.

          Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida, mas são vítimas do tráfico internacional de jovens.

          Mantidas em cativeiro pelo tráfico sexual, suas vidas se cruzam com o advogado Thomas Clark, do outro lado do mundo, em Washington, que está enfrentando uma crise em sua vida pessoal e profissional, e decide mudar radicalmente, indo para a Índia trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e para tentar reatar com sua esposa, que o abandonou.

          Cruzando o Caminho do Sol denuncia o submundo da escravidão moderna, uma terrível rede internacional de criminosos. E nos reforça que é possível, com uma luta incansável e um trabalho heróico de homens e mulheres do mundo inteiro, salvar muitas pessoas desses cativeiros e destruí-los.

          É uma literatura emocionante, onde os labirintos no submundo do tráfico humano se chocam com os laços de família e a persistência do amor.

“Nós ultrapassamos os limites mais longínquos da escuridão;
A aurora espalha sua luz radiante como uma teia.”
Rig Veda