Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Leituras: Você tem fome de quê?

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Apreciação do livro: Você tem fome de quê?

Autor: Deepak Chopra

“Conservar o peso ideal é um sinal físico de equilíbrio emocional.

Sentir-se contente e satisfeito demonstra que a mente e as

Emoções entraram em harmonia.”

           Deepak Chopra, médico holístico, praticante das medicinas ocidental e ayurvédica, nos presenteia, nesse livro, com conhecimentos acerca da interação do nosso corpo-mente-emoções no ato de comer.

          Ele chama a nossa atenção para a necessidade de uma consciência mais profunda das razões pelas quais comemos demais.O autor repudia as dietas radicais e todas as formas de privação e afirma que é preciso tratar da causa real do excesso de peso, ou seja a necessidade de se satisfazer.

          O nosso corpo, segundo Chopra, é o registro físico da história que vivemos até o momento. Cada quilo representa a escolha de uma certa maneira de comer, e cada mordida recebeu a silenciosa influência de um conjunto de hábitos, uma lista de coisas de que gostamos ou não gostamos, e de maneiras de comer de outras pessoas ao redor.

          Se não estamos felizes com nosso peso, esses quilinhos a mais provavelmente representam algumas vivências infelizes: momentos de frustração, altos níveis de estresse, ansiedade no trabalho ou num relacionamento.

          Se o nosso corpo representa nossa história até o presente, a forma mais natural de mudar o corpo é mudando essa história.

         “O acúmulo de toxinas no sistema corpo-mente leva ao ganho de peso descontrolado, acelerando o envelhecimento e prejudicando as funções físicas. Eliminar toxinas desperta a capacidade de renovação, assim retomamos um equilíbrio natural. As toxinas precisam ser eliminadas do corpo, da mente e da alma.”

          A solução é nos alimentarmos com atenção plena: perceber o que estamos fazendo, pensando e sentindo.Chopra nos indica 12 maneiras de comer com atenção plena.

          Quando somos conscientes, temos controle sobre os nossos impulsos. Nosso cérebro faz as intenções e os sonhos se tornarem realidade. Tomamos decisões racionais que nos dão o poder de moldar nosso futuro.

          Após a leitura desse livro, você saberá responder, com toda certeza, fome de quê você tem?


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A cura por meio da escrita

Escrever_Diario_Maturidade          Escrever sobre experiências traumáticas pode ajudar as pessoas a refletirem sobre si e sobre as situações, possibilitando a superação de dores físicas, emocionais ou psicológicas.

          Ao registrar eventos sob os quais nem sempre se consegue falar, é possível colocar os fatos em ordem cronológica e estabelecer nexos, como também ajudar as pessoas a descreverem detalhes de experiências negativas, a explicitarem sentimentos, tudo isso favorecendo a organização psíquica.

          Na escrita terapêutica, o objetivo é ajudar as pessoas a compreenderem melhor as questões que as inquietam, a aproximarem-se dos sintomas e da dor psíquica de forma protegida, traduzindo emoções em palavras.

          A técnica da escrita também é muito interessante para qualquer pessoa, independente do uso terapêutico em clínicas, pois o registro periódico de vivências favorece a cognição e o entendimento das experiências.

          Na maturidade, com as inúmeras mudanças físicas, hormonais, emocionais, sociais, familiares a que homens e mulheres são acometidos, o exercício da escrita alivia as tensões  e, principalmente, permite a reelaboração dos fatos e a reflexão, ampliando a compreensão e facilitando os relacionamentos.

          Como usar a técnica da escrita para cura?

1.     Durante alguns dias, a pessoa deverá escrever todos os dias, por uns 15 minutos, pensamentos suscitados por experiências traumáticas, ou pensamentos perturbadores de situações que a afligem, seja a perda de um ente querido, dificuldade de aceitação de mudanças, de doenças, inadequações no emprego, relacionamentos tumultuados, etc.

2.     Não deverá se preocupar com a qualidade do texto, tampouco com a ortografia, a gramática ou a estrutura do período. O importante é escrever tudo que incomoda, com a intensidade das emoções que emergirem.

3.     Uma vez iniciada a escrita, deverá prosseguir por uns dias, sem se deter.

          Depois de um tempo, a pessoa verificará que as emoções diminuem ou se modificam.

          Por que funciona?

          É muito difícil encontrar uma única explicação para um fenômeno tão complexo. Porém, especialistas reconhecem a mudança que a escrita é capaz de provocar na percepção de si.

          É um exercício mental que ajuda nas relações com os outros e consigo mesmo, ativando habilidades sociais, e maior facilidade para se expressar afetivamente. Isso porque houve um esvaziamento de emoções tumultuadas, como a raiva, a mágoa, a tristeza. Esses espaços começam a ser preenchidos com outra visão: de tolerância, de compreensão, de calma, etc.

          Essa técnica foi utilizada com pessoas que sofriam de asma, artrite reumática que, depois de quatro meses em uso, manifestaram uma nítida melhora nos sintomas: redução da dor e aumento da mobilidade, no caso da artrite reumática, e um incremento da capacidade pulmonar, no caso dos asmáticos. Uma possível explicação é o efeito da escrita sobre o sistema imunológico.

          Foi utilizada em diferentes situações e mostrou-se eficaz.

          Tive a oportunidade de sugeri-la a uma amiga que, na época, fazia quimioterapia por lutar contra um câncer de mama. Aconselhei-a a fazer o registro de sua revolta, sua dores, seus medos. Isso permitiu que as sensações e pensamentos negativos saíssem do seu corpo e no lugar deles, posteriormente, entrassem paz, amor dos amigos, aceitação e esperança de algo que poderia ser modificado e ela, felizmente, curou-se. O tratamento foi muito mais eficaz.

          A escrita para curar é uma técnica tão simples e à medida que colocamos no papel os desejos, as necessidades e as emoções, tudo se torna mais claro para compreendermos  e redirecionarmos nossas expectativas, nossas metas, nossos sonhos e sermos mais saudáveis e felizes.

          Vamos voltar a escrever o “velho diário”?

          Vamos tentar?


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Amigos de Fé

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“As vezes nossa própria luz se apaga e é reacendida pela fagulha de outra pessoa. Todos temos motivos para pensar com uma profunda gratidão naqueles que acenderam a chama dentro de nós”

Albert Schweitzer

 

         

          Os amigos de fé não estão ligados obrigatoriamente a uma religião. São pessoas  que crêem na vida, na Energia Divina que a tudo permeia, na Luz como fonte de sabedoria, e formam uma grande Teia de Amor.

          Unidos por uma força maior, ao longo do tempo mantêm essa chama de amor acessa. Mesmo com diferentes religiosidades, ou diferentes níveis de consciência,  o respeito e amor incondicional que desenvolvem um pelo outro,  possibilitam aprimorar a forma de amar.

          O exercício do amor incondicional é uma conquista do espírito.

          Percebe-se muito bem isso na maturidade, quando mudam nossas perspectivas sobre a vida, quando  aquietamos nossa mente e abrimos mais nossos corações.

          Os amigos de fé muito colaboram para que nossas dores diminuam, nos momentos em que mais precisamos. O fato de estarem ao nosso lado na hora certa, com incentivos, com preces, com orientações, com vibrações, modificam nossos pensamentos e sentimentos para reagirmos com coragem, perseverança e fé aos desafios que a vida nos traz.

          Podem até mudar o rumo de nossas vidas e transformá-las para melhor!

          Saibamos agradecê-los, devolvendo para o mundo esse amor incondicional, compreensão e tolerância para com o próximo; fortificando essa Teia de Amor para que nada a rompa, somente seja ampliada por cada gesto de estender nossas mãos para todos.

          O Portal da Maturidade o convida para fazer parte dessa Teia de Amor em 2015, a ser um verdadeiro Amigo de Fé.

“Somos Luz. Somos filhos da Luz. Somos protegidos, iluminados, supridos e sustentados pela Luz, e nós abençoamos essa Luz”

 


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Projeto Cinevita – Diário de uma paixão

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“Para Noah,

A história de nossas vidas.

Leia para mim e eu voltarei para você.

Allie”

 

          É uma história comovente de um amor que resistiu às inúmeras intempéries da vida de Noah e Allie.

          O filme nos mostra um vendedor aposentado (James Garner) que visita continuamente uma senhora (Gena Rowlands) em um asilo, pelo fato dela ter ficado sem memória. Nesses encontros, ele lê uma história que foi escrita em um caderno, e a senhora sempre se emociona muito.

          Como Allie se sente, aprisionada em sua mente, quando Noah se adoenta?

          É possível reviver o amor em alguns segundos, antes que a mente o apague novamente?

          Como diz Allie para Noah:  “Acha que nosso amor pode fazer milagres?”

          Acha que nosso amor poderia nos levar embora juntos?

          E Noah responde: “Eu acho que ele pode fazer o que quisermos. Amo você.”

          E Allie afirma: “Também te amo.”


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Projeto Leituras – Livro AUSÊNCIA

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Apreciação do livro AUSÊNCIA

Autora: Flávia Cristina Simonelli

 

 

 

“O que é um homem sem memória?

Um homem que não se reconhece mais em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhum rosto?”

          O romance entrelaça a vida do médico neuropsiquiatra Daniel com a da  família do paciente prof. Ervin de Apolinário, a esposa Margarida e a filha, Natasha.

          Mostra a relutância do Dr. Daniel em tratar do paciente pelo fato de reavivar em sua memória antigas dores – perda da avó que amava muito, com a mesma doença degenerativa e a dificuldade dele em compreender as atitudes dela provocadas pela doença, quando ainda ele era pequeno. E a paixão que nasce entre ele e Natasha, desestruturando seu casamento com Milena, como também o faz indagar Quem sou eu, afinal?

“São as crises que nos põem em movimento.

… Eu acho que a gente no fundo tem medo de ser feliz.

Foge-se da felicidade inventando mil desculpas.”

 

          E as situações difíceis que vão surgindo para a família com o avanço da doença do prof. Ervin, nos esclarecem e nos orientam como prováveis cuidadores de alguém próximo.

“A gente precisa fazer escolhas na vida.

Nem sempre uma escolha é a melhor, mas a necessária.

Sua mãe não pode mais ficar responsável pelos cuidados de Ervin. A clinica recomendada vai devolver a tranqüilidade para vocês.”

“A senhora não o largou. Não pode mais assumir essa situação sozinha.

Aqui ele está muito bem amparado e a senhora vem com freqüência,

está ao lado dele.”

“Pelo fato do Alzheimer ser uma doença sem volta, dá essa sensação de impotência. Mas a única coisa que podemos fazer, além da medicação e do acompanhamento médico, é trazer conforto para a pessoa.

E para isso, quem cuida precisa estar bem,

precisa ter momentos de descanso.

O cansaço e a irritação só fazem mal ao paciente e ao cuidador.

Perder a consciência é perder todas as referências que se teve na vida.

É olhar para o mundo e não se reconhecer.

O que eu sinto, é que meu pai não nos ama mais, porque não nos reconhece.

Como se pode perder o amor?”

 

          Esse romance é uma oportunidade de conhecermos um pouco mais sobre a doença de Alzheimer e refletirmos sobre nosso estilo de vida, de como enfrentamos as adversidade: nos rendemos ao medo ou enfrentamos os desafios? Temos flexibilidade para novas e necessárias adaptações?

          Fiquei com muita vontade de conhecer a autora, pela competência e sensibilidade com que abordou o tema. Vamos nos encontrar. Você gostaria de participar desse encontro?