Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Cinevita – Para sempre Alice

Para_sempre_Alice_Maturidade          Julianne Moore, interpreta uma mulher de 50 anos, que se vê acometida pela doença de Alzheimer precocemente. Neurolinguista, com uma carreira brilhante, percebe que algo estranho está lhe acontecendo, pois começa a ter lapsos de memória nas aulas que ministra na universidade; e também, quando ela não consegue se lembrar aonde está correndo, se exercitando no campus da universidade. Procura um neurologista e após alguns exames recebe o diagnóstica de Alzheimer genético, muito raro.

          Usa seu celular como uma ferramenta para estimular seu cérebro, para evitar o declínio cognitivo rápido e ao mesmo tempo para se observar, verificar o desenrolar de sua doença, até que se esquece onde o colocou.

          Astutamente, planeja sua morte pelo notebook, dando a si mesma, orientações para serem executadas quando não mais tiver lucidez suficiente para compreendê-las.

          O que faz uma pessoa tão inteligente, programar sua morte, como nesse caso?

          Medo, pavor do que virá-a-ser? Receio de ficar totalmente dependente de outrem? Receio de atrapalhar a vida da família?

          Na trama do filme, podemos ver a Alice como vítima e como espectadora de si mesma, ambas impotentes frente a doença. Aos poucos, vemos a dissolução de quem era Alice e seu desaparecimento como pessoa atuante. Resta sua história.

          Muito merecido o Oscar pela interpretação de Julianne Moore.

          Lindo filme, pois nos mostra que a Vida é para ser vivida plenamente, pois não temos como controlar algo que já foi determinado geneticamente. Ainda não!

 

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Álbum de Família – Relações familiares!

Album de familia - Maturidade

 

 

 

Apreciação do filme Álbum de Família

Com Mery Streep e Júlia Roberts

 

         

          O filme retrata a complexidade das relações familiares. É uma história densa de três irmãs que se reencontram com o desaparecimento do pai e tentam ajudar a mãe, que está com câncer na boca e viciada em comprimidos. Esse reencontro familiar desencadeia uma série de conflitos, que aos poucos, vai revelando o segredo de cada um dos personagens.

          Como as relações familiares chegam a ficar nesse ponto? Como a doença faz com que a vítima se torne uma tirana, a ponto de diluir a afeição dos entes queridos? Como evitar que um casamento de anos se torne um peso? Como compreender os entes queridos para que as relações não se desgatem?

          São esses questionamentos que nos induz esse filme. Não há respostas prontas.


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Um cuidador em essência!

Intocaveis_Maturidade

 

 

Apreciação do filme Intocáveis

Direção de Eric Toledano e Olivier Nakache

 

 

         

         

          É uma comédia genial, onde dois personagens, Phillipe um rico aristocrata tetraplégico e Driss, um jovem desempregado, escolhido para ser cuidador sem nunca ter sido, passam a viver sob o mesmo teto com todas as implicações que advém dessa relação.

          É um caso verídico retratado, onde vê-se a construção de uma amizade muito forte entre o cuidador e a pessoa cuidada.

          Mas Driss não é qualquer cuidador. Ele transforma a vida de Phillipe à medida que não o vê como alguém doente, incapacitado. Ele age naturalmente, proporcionando situações divertidas para Phillipe, devolvendo-lhe a alegria de viver, de voltar a apaixonar-se e … casar.

          Os sonhos devem ser mantidos e estimulados, principalmente para as pessoas que são dependentes de outras.

“Sonhos movem pessoas.

Pessoas movem o mundo”

 


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Novos Arranjos

E_Se_Vivêssemos_Todos_Juntos_Maturidade

Uma apreciação do filme “E se vivêssemos todos juntos?”

Produtor – Stéfane Robelin

 

 

 

 

          “Novos arranjos” é uma denominação para mostrar diferentes soluções mediante novos desafios com que as pessoas se deparam na velhice.

          Refletir sobre a velhice é algo amedrontador, angustiante para a maioria das pessoas, pois o estigma e o medo fazem com que a enxerguemos com muitas perdas e sofrimentos.

          Há muitas maneiras de envelhecer, de acordo com o jeito de ser de cada um, seu temperamento, seus interesses, etc. Existem milhões de velhices, tanto quanto o número de velhos.

          O filme selecionado “E se fôssemos viver todos juntos” apresenta a possibilidade de dois casais e um senhor, todos com mais de 70 anos, amigos há mais de quarenta anos, morarem juntos, cada um com sua problemática da idade.

          Formam uma “família de amigos”! Escolheram-se para partilhar momentos de alegria, de descontração, de reflexão, de tristeza, de doenças, de morte, e, principalmente, de muito acolhimento e compreensão.

          Há muitos tópicos no filme para serem observados, que aos poucos, vão ser comentados no portal da maturidade.

          Sugiro um roteiro abaixo para assistirem ao filme, com o intuito de canalizarem sua atenção para os novos arranjos propostos:

1. Possibilidades de diferentes modelos de moradia na velhice, de preferência escolhidas pelo idoso: clínicas, casas de repouso, morar sozinho, famílias de amigos, comunidades de idosos.

2. Qualificação e atuação de cuidadores de idosos. A importância deles na casa do idoso.

3. Sexualidade – quebra do paradigma da velhice assexuada. O descaso dos médicos e a banalização do assunto pelos familiares.

4. Memória – intensa estimulação dos sentidos, aliada também a fatores emocionais, afetivos.

          Ao optarem pela “família de amigos” escolheram também garantir sua autonomia, por maior tempo possível, partilharem solidariedade, principalmente na hora da morte e frente à doença de Alzheimer.

          O filme termina com uma cena de compaixão e acolhimento que nos emociona muito.

          O que quero realçar nesse filme são os arranjos propostos, mas não significa que a “família de amigos” seja a única ou a melhor solução. É fundamental analisar cada caso exaustivamente, para vivermos mais felizes.