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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Acolhimento – Reagindo à dificuldades e mudanças

          O ambiente foi preparado de maneira bem acolhedora, com uma mandala de alecrim no centro do grupo, para trazer otimismo, vigor e alegria. E à sua volta, várias mandalas de papel .

Mandala_Acolhimento_Maturidade

          A turma foi chegando de mansinho e nos presenteando com docinhos super saborosos, melissa natural e galhos de orquídeas. E um chá perfumado de rosa silvestre com hibisco. Logo no início já reinava muita harmonia. Sinto que o GRUPO se formou.

          Acomodadas no círculo, iniciei o trabalho com uma meditação de mandala da natureza. Escolhi a “A Árvore após o vento e o repouso em meio à mudança”, para ampliarmos a consciência e encontrarmos a paz de espírito nas belezas naturais:

          Pense em uma árvore açoitada pelo vento de outono, suas folhas marrons ou castanho-avermelhadas agitando-se para lá e para cá, muitas vezes se tocando ou se desprendendo dos galhos. Essa é a imagem das frívolas preocupações que você tem. Agora imagine o vento diminuindo e os galhos da árvore aos poucos se agitando, até parar de se movimentar. Umas poucas folhas ainda flutuam em direção ao solo, mas essas são as últimas a cair. O ar agora está parado e tudo está calmo.

          A árvore continua majestosa, sendo gloriosamente ela mesma, apesar de ter perdido muitas de suas folhas. Ela agora está tão quieta que você consegue ouvir até mesmo os cantos dos pássaros – e reconhece o canto de um bem-te-vi. As suas preocupações caem por terra, assim como as folhas caíram da árvore. Você está em paz.

          Em seguida, uma pessoa de cada vez, escolheu uma mandala que estava na roda do centro, para pintá-la, colocando toda sua emoção do momento.

maos_Acolhimento_Maturidade

          Quando estavam pintando, podia-se notar uma grande concentração e silêncio. Muitas participantes comentaram que não pintavam desde seus tempos de escola, há mais de 50 anos, que tampouco com os netos faziam isso e gostaram de resgatar essa possibilidade. Brinquei com elas, dizendo que o Dia das Crianças estava chegando, e era hora de presentear a Criança Interior delas, dando-lhes uma caixa de lápis de cor para elas se divertirem.

          

Foto3

          Deram um nome para suas mandalas: Amor – Perseverança – Alegria – Sentimentos contraditórios – Gratidão – Girassol – Desabrochar – Esperança – Infância – Olho de Bem-Te-Vi e partilharam que se sentiam em paz, tranquilas e confiantes.

          Algumas das participantes contaram mudanças importantes e benéficas que estão ocorrendo com elas e nas famílias, e assim, fechamos a reunião com uma prece de agradecimento e muitos abraços.

          Como uma árvore, sermos sacolejados por uma tempestade e após o vento, ganhos e perdas, prazer e tristeza, que vêm e vão como o vento, repousar em meio à mudança.

          E o projeto acolhimento continua ….até a próxima quinta-feira


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Projeto Acolhimento – Diferentes caminhos de cura

Diferentes_Caminhos_Maturidade

Qualquer caminho é apenas um caminho,

e não há ofensa para si ou para outros em abandoná-lo se é

isto que o seu coração diz a você… Olhe para cada caminho, bem de perto, estudando-o

cuidadosamente. Experimente-o quantas vezes você

achar necessário. Então pergunte a você mesmo, e

somente a você mesmo uma questão …Esse

Caminho tem um coração?

Se ele tem, é um bom caminho; se não tem, é inútil.

(D. Juan, “brujo” Yaqui, orientador de Carlos Castaneda)

          Iniciamos hoje, dia 12 de setembro, relembrando nossa trajetória até então, devido termos recebido três companheiras novas. Após as colocações delas e o acolhimento do grupo, apresentei um novo caminho para darmos continuidade às nossas curas e despertar espiritual, por meio de contos.

A Antroposofia nos diz que quando pequenos, queremos ouvir a mesma história durante muito tempo. E que devemos repeti-la até um dia dizermos chega! Isso se deve ao fato de que nessa história que escolhemos contém o elemento que falta à nossa alma. Com a repetição da história, nossa alma vai se completando.

Também nos afirma que a cada 7 anos nossa alma evolui, mudando de ciclo. E as histórias também mudam para nos fortalecer e curar.

Então, pedi para alguém abrir um livrinho de histórias para lermos a HISTÓRIA DO GRUPO, ao som de uma música curativa denominada Consertando Corações. A história escolhida, pela nova participante, foi “O que é o amor?”

          Numa sala de aula, uma das crianças perguntou à professora:

          _ Professora, o que é o amor?

          Ciente da importância da resposta que deveria dar, a professora aproveitou o intervalo para o recreio e pediu que cada aluno trouxesse, no retorno, algo que expressasse nele o sentimento de amor.

          Ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que trouxera:

          _ Eu trouxe esta flor, não é linda? – disse a primeira criança.

          _ Eu trouxe esta borboleta. Vou colocá-la em minha coleção. – disse a segunda.

          _ Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é bonitinho?! – disse a terceira criança.

          E assim, as crianças iam mostrando o que tinham trazido, cada uma mais contente que a outra. Aí, a professora notou, no fundo da sala, uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo, vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora, então, se dirigiu a ela e perguntou;

          _ Meu bem, por que você não trouxe nada?

          E a criança ameaçando choro respondeu:

          _ Desculpe professora. Vi a flor, senti seu perfume e pensei em arrancá-la, mas fiquei com pena de matá-la e deixei-a para trás. Depois, vi também a borboleta, linda, colorida. Parecia tão feliz voando que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído, mas olhei para o ninho e vi sua mãe olhando tão triste que resolvi devolvê-lo ao ninho. Portanto, trouxe o que não posso lhe dar: o perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão que senti no olhar da mãe do passarinho. Foi por isso que não trouxe nada.

          A professora agradeceu e deu àquela criança a nota máxima.

 

O amor verdadeiro é aquele que trazemos no coração.

          Depois fechamos o trabalho com muita gratidão e com aquele chá cheiroso e pãezinhos de mel. Bom demais!

E o projeto continua …. até a próxima quinta-feira!


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Projeto Acolhimento – Estimulação física!

Estimulacao_Maturidade copy          Palavra -chave: estimulação física!

          Iniciamos com a leitura de uma frase que reflete o que vamos fazer no dia:

          “Ofereço a minha cura, o amor e a luz a qualquer pessoa ou coisa que esteja aberto para recebê-los.

          Sou um canal de amor. Estou aberto para dar e receber amor em todos os seu gloriosos aspectos.

          E assim é”.

          Tocar nossas próprias mãos, conhecer sua sensibilidade e sua força, a cura que elas podem oferecer é acreditar que somos capazes de grande ajuda para o próximo.

          Trabalhamos em duplas num círculo, para aprendermos como estimular o corpo da pessoa cuidada, para ela se sentir acolhida, amada e garantir o maior tempo possível a memória do seu corpo, pelo toque do outro; para garantir também sua autonomia para realização de pequenas tarefas que consegue executar.

          Propiciamos estimulações físicas, com bolinhas de borrachas, pequenos aparelhos de madeira para diluir tensões e provocar relaxamentos, tudo acompanhado de uma música suave, flores e aromas variados, desde o chá de melissa e laranja até o aromatizador do ambiente de bambu. Aguçamos todos os sentidos: olfato, visão, audição, tato e paladar. Uma aprendizagem e um treino para nossas mãos saberem como e onde tocar nossos corpos, sem muita pressão, mas com movimentos firmes e posteriormente, relaxantes. Criamos um ambiente ao mesmo tempo estimulante e relaxante.

          Todo esse preparo sensorial do ambiente favorece a estimulação cerebral e na medida do possível, deve ser providenciado em casa, quando o cuidador fará as estimulações na pessoa cuidada.

          Foi uma tarde tranquila, e acabamos com uma prece de gratidão por estarmos nos sentindo tão bem.

          Recebemos a visita de uma amiga e Terapeuta-Ocupacional, cuja mãe participa do nosso projeto. Muitas vezes é difícil para os filhos exercerem suas habilidades profissionais com seus pais. O fator emocional interfere muito. Não há porque se culpar. Somos seres em construção, com aprendizagens mais fáceis, outras mais difíceis. O importante é estarmos em movimento, sempre em espiral, evoluindo, se conscientizando de novas possibilidades.

          Ah, no final, vieram dois amiguinhos nos trazer muita alegria e risos: Tufão e Marieta! Dois cachorrinhos lindos que se gostaram muito! Amigos!

          E o projeto continua… todos serão bem-vindos! Até a próxma quinta-feira.


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Novos neurônios para cérebros velhos: Podemos mudar?

Cerebro_Maturidade          Desde 1987, o Dalai Lama abre sua casa em Dharamsala, no norte da Índia, uma vez por ano, para “diálogos” de uma semana com um grupo selecionado de cientistas , para discutir sonhos, emoções, consciência, genética ou física quântica.

          Em 2004, o assunto analisado foi neurogênese – termo científico para o nascimento de novos neurônios – e a pergunta era: Podemos mudar?

          Mencionaram-se na ocasião os resultados de inúmeras pesquisas realizadas por renomados cientistas, dentre eles, Tomas Bjork Eriksson, com pacientes entre 50-80 anos, e Fred Gage. A conclusão delas foi que o cérebro pode mudar sua estrutura física e suas conexões por muito tempo durante a vida adulta.

           Igualmente revolucionária foi a descoberta sobre como o cérebro muda.

          Nossas ações podem expandir ou contrair diferentes regiões do cérebro. Em resposta às ações e experiências de seu dono, o cérebro aumenta a atividade em algumas regiões devido a serem estimuladas, e diminui em outras, por desuso; forma conexões mais fortes ou enfraquece-as. A maior parte disso acontece em função do que fazemos e do que experimentamos do mundo externo – reflete a vida que levamos, o nosso estilo de vida.

          Mas também há indícios de que a modificação da mente pode acontecer sem qualquer interferência do mundo externo. Ou seja, o cérebro pode mudar de acordo com os pensamentos que nós temos. Essas novas descobertas indicam que mudanças no cérebro podem ser geradas por pura atividade mental: ter pensamentos de determinadas maneiras pode restaurar a saúde mental.

          Lá também abordou-se uma das pesquisas realizadas por Gage e sua equipe, que possibilitou mostrar como um ambiente estimulador, associado a atividades físicas, pode ajudar a produzir novas células no hipocampo. Eles injetaram a molécula que registra a neurogênese num grupo de camundongos e separaram os animais em dois grupos. Um foi colocado em gaiolas áridas, comuns. O outro, em gaiolas equipadas com roda giratória, e esses camundongos podiam usá-la quando quisessem. O grupo de camundongos adultos que teve acesso voluntário à roda giratória produziu duas vezes mais novas células nos hipocampos do que os camundongos sedentários. Assim, a conexão entre o exercício físico e o ambiente enriquecido se confirmou.

          Gage ampliou a experiência com os camundongos em experiências voluntárias e forçadas, e observou-se que o exercício forçado não promove a neurogênese. Correr e fazer outras atividades físicas voluntariamente aumenta a neurogênese e aumenta o aprendizado, mesmo em animais muito, muito velhos.

          Uma grande conclusão a que se chegou é que os efeitos das atividades físicas na neurogênese e no aprendizado dependem da livre escolha. Tem que ser um ato voluntário. Mas não acontece somente com a atividade física.

          Por esses estudos podemos constatar como nossas escolhas na maturidade podem auxiliar ou prejudicar na recuperação do nosso cérebro. Estilo de vida estimulante, pensamentos positivos, esperançosos, de fé; emoções equilibradas serão ferramentas para rejuvenescer o nosso cérebro.

          Temos que querer, desejar e buscar por nós mesmos essa mudança. Pelo que pudemos verificar nessas pesquisas, não adianta o médico recomendar, os filhos insistirem para que façamos algo de que não gostamos, principalmente atividades físicas, que não haverá o efeito da recuperação cerebral.

          Por que, então, não escolhermos alguma atividade que nos traga prazer e que provoque a plasticidade cerebral?

          Sair da zona de conforto nem sempre é agradável. A decisão será sempre nossa.

 

Sugestão de leitura: Treine a mente/ mude o cérebro

Sharon Begley

Prólogo do Dalai Lama

Prefácio de Daniel Goleman

pela primeira vez a neurociência vai ao encontro do budismo

Editora Fontanar