Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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A síndrome do ninho vazio

          A síndrome do ninho vazio pode acontecer em um momento da nossa vida, quando os filhos saem de casa para estudar em outro país, ter sua própria moradia…enfim, quando corta-se o cordão umbilical com os pais.

          Esse momento é muito dificultoso, sofrido para os pais? Ou pode ser um oportunidade para eles se redescobrirem, traçarem novas metas?

          Segue um vídeo para ajudar-nos a refletir mais sobre este tema.

 


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Sobre o nosso Medo

“Nosso medo mais profundo

Não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo

É que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas,

O que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:

Quem sou eu para ser Brilhante,

Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo.

Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.

Não há iluminação em se encolher,

Para que os outros não se sintam inseguros

Quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar

A glória do Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,

Inconscientemente damos às outras pessoas

Permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo,

Nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

 

Nelson Mandela

Mandela_Maturidade


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Normose – Normalidade pode ser patológica?

          Normose_MaturidadeO labirinto é uma bela imagem da nossa vida, do desejo que nos faz avançar e do medo que nos faz recuar. Muitas vezes, no labirinto de nossas vidas, sentimo-nos perdidos. Temos a impressão de que não caminhamos, não avançamos, de que estamos regredindo.

          Quando recebemos o convite para nos levantarmos, caminharmos, despertarmos do nosso “sono”, atravessarmos esse labirinto, existe algo dentro de nós que resiste. Essa força que resiste é o que chamamos de normose.

          A normose nos impede de nos tornarmos realmente o que somos. Termo usado na Psicologia Transpessoal, é um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria das pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes.

          Popularmente falando, normose é fazer e pensar tudo aquilo que os outros fazem e pensam, sem sair desse esquema. Sair da normose, transgredir seus limites asfixiantes, exigirá de nós um herói ou uma heroína! Como a normose é dotada de um consenso social, as pessoas não percebem seu caráter patogênico. O que os outros vão pensar se eu agir diferente de todos?

          A normose, então, é uma normalidade doentia. Ela nos esmaga, aprisiona em troca de status, de poder, reconhecimento social, de pertencimento a grupos, mas impede totalmente nossa evolução como seres pensantes, co-criadores e espirituais.

          E como sair da normose? Como buscar nossa autenticidade, nossa felicidade? Como podemos perder o medo da nossa própria grandeza para não recusarmos o nosso ser essencial?

          É dando-nos oportunidade de nos interrogarmos sobre nós mesmos, sobre o que cada um de nós tem de particular e único, o que cada um tem a fazer nesta vida, nossa missão, que pessoa alguma pode fazer em seu lugar.

          É recusar ficar deitado e escutar aquela voz que nos convoca: “Levanta-te”!

          A normose faz de nós seres que não querem tornar-se adultos, diferenciarem-se, que preferem permanecer no conhecido, que têm medo do desconhecido.

          O fato de não nos tornarmos nós mesmos pode gerar consequências não apenas no nosso interior, mas também em torno de nós. O maior serviço que podemos prestar aos outros é tornar-nos nós mesmos, porque se não o fizermos haverá distúrbios à nossa volta.

          Há momentos em nossa vida em que não podemos mais fugir. Não temos mais saída. É preciso encarar as nossas responsabilidades e não responsabilizar os outros pelas consequências dos nossos atos.

          É preciso olhar de frente os nossos medos e encará-los. Este é o combate do herói e da heroína! E assim saímos da normose e garantimos nossa evolução como seres em sua jornada.


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A Escada dos Medos e do Desejos

Escada_Medo_Maturidade

Relativity – M. C. Escher

          Nós evoluímos através do desejo e do medo. Não há medo sem desejo escondido e não há desejo que não traga consigo um medo. O medo e o desejo estão sempre ligados.

          Temos medo do que desejamos e desejamos o que nos faz medo.

          Vamos imaginar nossa vida como uma escada. Estamos sempre subindo novos degraus, como uma representação de uma nova etapa, que nos traz um novo nível de consciência. Nossa visão se amplia conforme vamos subindo nessa escada.

          Algumas vezes paramos em algum degrau, voltamos para outros, sem cessar, e descobrimos que existem vários níveis de consciência. E em cada nível nós sentiremos medo e desejo. Medo de não conseguir, de fracassar, de não atingir o objetivo que tanto desejamos para nós. E sentimos que nos paralisamos em um degrau e nem tentamos outros.

          Para que consigamos caminhar na estrada da nossa vida é preciso soltar as amarras que nos prende: nossos medos, que , muitas vezes inconscientes, atuam nas nossas posturas, nas nossas emoções.

          Não é preciso ter medo de ter medo. O medo é normal e o fato de aceitá-lo já o torna menos poderoso. São muitos os medos que se manifestam em nós. Na maturidade, podemos citar alguns, como:

  • medo das doenças degenerativas: Alzheimer, Parkinson.
  • medo da demência.
  • medo de perdas de entes queridos.
  • medo de perder a autonomia física, financeira.
  • medo de não ser amado, de não ser acolhido e protegido.
  • medo de ser abandonado, da solidão.
  • medo de perder a virilidade.
  • medo de depressão.
  • medo de não saber lidar com as encruzilhadas da vida: aposentadoria (perda de status, às vezes de identidade e de rebaixamento financeiro), doenças como câncer, artrose, diabetes, cardiovasculares.
  • medo da morte.
  • medo de se arriscar.

          Esses medos que afloram na maturidade são advindos de todas as experiências vividas ao longa da vida, muitos remanescentes da infância, sufocados, mal resolvidos, inconscientes, como também devido a relacionamentos familiares conflitivos, ou perdas muito significativas.

          Há também os medos dos estigmas da velhice, reforçados pela nossa sociedade: a passagem da maturidade para a velhice como um caminho para a morte, doenças e solidão. E os novos medos, que estão surgindo de uma longevidade alcançada: como viver até os 100 anos com qualidade de vida? Como conviver com diferentes gerações e diferentes paradigmas culturais e sociais?

          Como podemos fazer para que nossos desejos sejam mais fortes do que nossos medos? Como alimentarmos e fortalecermos esses desejos para que nos impulsionem e não nos deixem desistir de nossos sonhos?

          Para isso, trabalhar com os medos na maturidade é ter oportunidade de evoluir mental, emocional e espiritualmente, elevando cada vez mais o nosso nível de consciência.

          Participar da Gerontologia Educacional é uma possibilidade para as pessoas na maturidade encontrarem soluções mais saudáveis e adequadas para conseguirem a vitória dos desejos sobre os medos, para viverem com bem menos medo das sombras que envolvem a maturidade.


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Pow-Wow – A arte de partilhar

Pow_Wow_Maturidade          Pow-Wow é uma tradição xamânica milenar onde grande parte dos grupos das Tribos de cada Nação se reuniam para uma celebração que servia como uma “injeção de ânimo” para o Povo.

          Essas reuniões reavivavam os talentos que nutriam o Povo com novas esperanças. Nos Pow-Wows velhos amigos voltavam a se encontrar e relatavam tudo o que havia acontecido desde o último encontro.

          Os homens se reuniam em círculo e partilhavam novos métodos de rastreamento, caça e pesca, enquanto as mulheres partilhavam novas técnicas de artesanato e tingimento de peles, trocando receitas de cozinha e de medicamentos.

          Os círculos de cura discutiam novos usos para as plantas, estudavam as necessidades do Povo e conversavam sobre suas visões e sonhos de magia.

          Todos tinham intensa participação nesses encontros, desde crianças, guerreiros, anciões, e se sentiam plenamente satisfeitos, reanimados pelo sentido de Unidade do Pow-Wow.

          Hoje em dia os Pow-Wows se fazem presente em nossa sociedade, mas de maneiras diferentes e o sentido deles também se alterou. Tudo se modifica com o passar do tempo.

          Vejamos como isso acontece nessa era da comunicação em rede. Nos grupos sociais que se formam no facebook, cada um procura pessoas afins e que têm a mesma direção filosófica, espiritual, social. Um reforça o outro nas suas crenças, valores, estimulando-o a ter mais coragem, fé, mas também a ter inveja, superficialidade, fofocas.

          Perdeu-se o verdadeiro intento do Pow-Wow!

          Se pudermos recuperá-lo, eu sugeriria que os encontros fossem menos on-line e mais presenciais e que sejam encontros de energia, talentos e de pessoas da mesma mentalidade como nos tempos antigos.

          Na maturidade temos muitas chances do Pow-Wow: encontros de amigos de colégio, onde nos abraçamos, partilharmos o melhor de nós! Formarmos pequenos grupos para pescar, trocar talentos nos bordados; nos jogos de salão, para estimular a memória; nos bailes, para alegrar-nos e sentir o amor no ar! Formar grupos de leituras e de filmes para manter a compreensão do mundo atual e tomar um cafezinho, bater um papo prazeroso. Nos almoços familiares, com os filhos e netos, criar oportunidades para ouvi-los e abraçá-los.

          Quando nos juntamos para partilhar novas descobertas e informações, com o coração aberto para receber e doar, podemos reforçar nossa capacidade de viver em harmonia com o nosso planeta, eliminando invejas, fofocas.

          Cada “peregrino” que participa de um Pow-Wow volta para casa com idéias novas e diferentes sobre como reconectar-se com a VIDA.

          Os tambores já estão batendo, assinalando um Pow-Wow!!! Você está sendo chamado para se juntar a outros que pensam como você, para abrir espaço de renovação em algum aspecto de sua vida. Vamos?!