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Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Amor é doação! Vamos sair da zona de conforto?

Cuidar_idoso_maturidade          À medida que se está próximo da velhice, percebe-se que para a grande maioria das pessoas, é comum um grau de dependência dos filhos, parentes e amigos.

          Param de guiar, de viajarem sozinhos, começam a ter dificuldades de lidar com as novas tecnologias, principalmente pessoas que nunca foram ousadas, entusiastas em aprender coisas novas.

          Atualmente é grande o número de pessoas idosas que moram sozinhos e isso lhes causam muitas preocupações pelo fato de não saberem como reagir, onde ficar quando vierem algumas vicissitudes da vida, como doenças, depressão, etc.

          A família, mesmo passando por significativas mudanças, é a melhor alternativa para acolher o idoso.

          Deixar, muitas vezes, sua zona de conforto para ajudar, exige amor.

          Amor é doação do nosso melhor para ir ao encontro do outro, bem mais velho, para ajudá-lo nas suas necessidades, partilhar das suas alegrias e tristezas, das suas preocupações e minimizá-las.

          Recentemente, vi um vídeo do Pe. Fábio, onde ele perguntava: “Quem nos amará de verdade na velhice? Quem nos acolherá e manterá nosso valor, mesmo que já não tenhamos utilidade? Quem será capaz de tolerar nossa inutilidade?”

          As questões levantadas pelo Pe. Fábio, respondem ao verdadeiro significado do amor.

“Quem nos colocará para tomar sol? E sobretudo, quem nos tirará do sol?”


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Projeto Acolhimento – Reagindo à dificuldades e mudanças

          O ambiente foi preparado de maneira bem acolhedora, com uma mandala de alecrim no centro do grupo, para trazer otimismo, vigor e alegria. E à sua volta, várias mandalas de papel .

Mandala_Acolhimento_Maturidade

          A turma foi chegando de mansinho e nos presenteando com docinhos super saborosos, melissa natural e galhos de orquídeas. E um chá perfumado de rosa silvestre com hibisco. Logo no início já reinava muita harmonia. Sinto que o GRUPO se formou.

          Acomodadas no círculo, iniciei o trabalho com uma meditação de mandala da natureza. Escolhi a “A Árvore após o vento e o repouso em meio à mudança”, para ampliarmos a consciência e encontrarmos a paz de espírito nas belezas naturais:

          Pense em uma árvore açoitada pelo vento de outono, suas folhas marrons ou castanho-avermelhadas agitando-se para lá e para cá, muitas vezes se tocando ou se desprendendo dos galhos. Essa é a imagem das frívolas preocupações que você tem. Agora imagine o vento diminuindo e os galhos da árvore aos poucos se agitando, até parar de se movimentar. Umas poucas folhas ainda flutuam em direção ao solo, mas essas são as últimas a cair. O ar agora está parado e tudo está calmo.

          A árvore continua majestosa, sendo gloriosamente ela mesma, apesar de ter perdido muitas de suas folhas. Ela agora está tão quieta que você consegue ouvir até mesmo os cantos dos pássaros – e reconhece o canto de um bem-te-vi. As suas preocupações caem por terra, assim como as folhas caíram da árvore. Você está em paz.

          Em seguida, uma pessoa de cada vez, escolheu uma mandala que estava na roda do centro, para pintá-la, colocando toda sua emoção do momento.

maos_Acolhimento_Maturidade

          Quando estavam pintando, podia-se notar uma grande concentração e silêncio. Muitas participantes comentaram que não pintavam desde seus tempos de escola, há mais de 50 anos, que tampouco com os netos faziam isso e gostaram de resgatar essa possibilidade. Brinquei com elas, dizendo que o Dia das Crianças estava chegando, e era hora de presentear a Criança Interior delas, dando-lhes uma caixa de lápis de cor para elas se divertirem.

          

Foto3

          Deram um nome para suas mandalas: Amor – Perseverança – Alegria – Sentimentos contraditórios – Gratidão – Girassol – Desabrochar – Esperança – Infância – Olho de Bem-Te-Vi e partilharam que se sentiam em paz, tranquilas e confiantes.

          Algumas das participantes contaram mudanças importantes e benéficas que estão ocorrendo com elas e nas famílias, e assim, fechamos a reunião com uma prece de agradecimento e muitos abraços.

          Como uma árvore, sermos sacolejados por uma tempestade e após o vento, ganhos e perdas, prazer e tristeza, que vêm e vão como o vento, repousar em meio à mudança.

          E o projeto acolhimento continua ….até a próxima quinta-feira


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Projeto Acolhimento – Diferentes caminhos de cura

Diferentes_Caminhos_Maturidade

Qualquer caminho é apenas um caminho,

e não há ofensa para si ou para outros em abandoná-lo se é

isto que o seu coração diz a você… Olhe para cada caminho, bem de perto, estudando-o

cuidadosamente. Experimente-o quantas vezes você

achar necessário. Então pergunte a você mesmo, e

somente a você mesmo uma questão …Esse

Caminho tem um coração?

Se ele tem, é um bom caminho; se não tem, é inútil.

(D. Juan, “brujo” Yaqui, orientador de Carlos Castaneda)

          Iniciamos hoje, dia 12 de setembro, relembrando nossa trajetória até então, devido termos recebido três companheiras novas. Após as colocações delas e o acolhimento do grupo, apresentei um novo caminho para darmos continuidade às nossas curas e despertar espiritual, por meio de contos.

A Antroposofia nos diz que quando pequenos, queremos ouvir a mesma história durante muito tempo. E que devemos repeti-la até um dia dizermos chega! Isso se deve ao fato de que nessa história que escolhemos contém o elemento que falta à nossa alma. Com a repetição da história, nossa alma vai se completando.

Também nos afirma que a cada 7 anos nossa alma evolui, mudando de ciclo. E as histórias também mudam para nos fortalecer e curar.

Então, pedi para alguém abrir um livrinho de histórias para lermos a HISTÓRIA DO GRUPO, ao som de uma música curativa denominada Consertando Corações. A história escolhida, pela nova participante, foi “O que é o amor?”

          Numa sala de aula, uma das crianças perguntou à professora:

          _ Professora, o que é o amor?

          Ciente da importância da resposta que deveria dar, a professora aproveitou o intervalo para o recreio e pediu que cada aluno trouxesse, no retorno, algo que expressasse nele o sentimento de amor.

          Ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que trouxera:

          _ Eu trouxe esta flor, não é linda? – disse a primeira criança.

          _ Eu trouxe esta borboleta. Vou colocá-la em minha coleção. – disse a segunda.

          _ Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é bonitinho?! – disse a terceira criança.

          E assim, as crianças iam mostrando o que tinham trazido, cada uma mais contente que a outra. Aí, a professora notou, no fundo da sala, uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo, vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora, então, se dirigiu a ela e perguntou;

          _ Meu bem, por que você não trouxe nada?

          E a criança ameaçando choro respondeu:

          _ Desculpe professora. Vi a flor, senti seu perfume e pensei em arrancá-la, mas fiquei com pena de matá-la e deixei-a para trás. Depois, vi também a borboleta, linda, colorida. Parecia tão feliz voando que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído, mas olhei para o ninho e vi sua mãe olhando tão triste que resolvi devolvê-lo ao ninho. Portanto, trouxe o que não posso lhe dar: o perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão que senti no olhar da mãe do passarinho. Foi por isso que não trouxe nada.

          A professora agradeceu e deu àquela criança a nota máxima.

 

O amor verdadeiro é aquele que trazemos no coração.

          Depois fechamos o trabalho com muita gratidão e com aquele chá cheiroso e pãezinhos de mel. Bom demais!

E o projeto continua …. até a próxima quinta-feira!


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Chantagem emocional – Faz de conta perigoso

Chantagem_Emocional_Maturidade          Quantas vezes nos percebemos chantageando emocionalmente as pessoas com as quais convivemos? Será que temos consciência desses atos, desse “padrão”que usamos para mantê-las perto de nós, controlando-as?

          “Filho, não faça isso que a mamãe não gosta”… Para a netinha: “não aja assim que a vovó(o) fica triste e não vem mais na sua casa”…

          São chantagens que coibem as pessoas de se exprimirem como são verdadeiramente, de não conseguirem colocar seus sentimentos reais na situação vivida. Aprendem a usar máscaras desde cedo, a sorrir quando têm vontade de chorar. Aprendem que para ser amado é preciso ser submisso, a ceder para quem se ama. Aprendem a ser dependentes emocionalmente.

          O efeito dessas chantagens é devastador para os chantageados, pois se não têm consciência desse processo, passam a repetir esse padrão comportamental nos seus relacionamentos.

          Será que não é mais sadio explicar objetivamente para a pessoa porque não quer que ela faça algo, do que chantageá-la?

          Reprimir os sentimentos por medo da perda de pessoas queridas (pais, avós, namorados, maridos, esposas) enfraquece a pessoa, dificulta seu autoconhecimento e muda o rumo das suas decisões. E com o tempo, pode “adoecer”, somatizar no seu corpo essa repressão dolorosa como um mecanismo de defesa.

          Aprendemos a receber e a doar amor.

          Quebrar esse modelo de chantagem emocional é possível. É preciso querer, desejar mudar sua maneira de relacionar-se, de amar e ser amado.

          Nas palavras de Roberto Crema*, podemos encontrar um caminho para a mudança pretendida: sair da chantagem emocional para o amor verdadeiro, respeitando-se e também a individualidade do outro, amando-se e amando-o tal como ele é, sem receio, e sempre aprendendo a amar.

 

“Mudar o mundo, é mudar o olhar.

Do olhar que estreita e subtrae, para o olhar que amplia e engrandece.

Do olhar que julga e condena para o olhar que compreende e perdoa.

Do olhar que teme e se esquiva, para o olhar que confia e atreve.

Do olhar que separa e exclui, para o olhar que acolhe e religa”.

 

*Roberto Crema – Psicólogo e Antropólogo