Portal da Maturidade

Tudo sobre Maturidade, por Mariúza Pelloso Lima


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Projeto Acolhimento – O milagre está em nossas mãos

Sinta a vida, viva-a, e não apenas pense sobre ela, então, todos os nossos sabores suculentos começam a fluir, sementes adormecidas se abrem, e o amor floresce. Este milagre está em nossas mãos. (Osho)

          Lemos e refletimos sobre o pensamento acima e depois fizemos o exercício do texto do Portal da Maturidade sobre a Primavera e nos perguntamos que sementes gostaríamos que florescessem em nós na primavera de 2013?

          Cada uma reviu mentalmente sua fase de vida, seus anseios, e escolheu uma qualidade: justificou sua escolha para o grupo e posteriormente, desenhou-a para que esse desenho lhe servisse de bússola indicando o Caminho.

          O desenho abaixo reflete a ESPERANÇA

 Desenho_Projeto_Acolhimento

 

          E o projeto continua …. até quinta-feira!

 


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Você tem amigos? Onde eles estão?

Amigos_Maturidade          Um dos nossos maiores tesouros na maturidade são os nossos amigos.

          Pessoas que entraram na nossa vida em algum momento e se tornaram imprescindíveis, partilhando conosco o dia a dia, as horas alegres, as horas tristes, nos confortando nas intempéries da vida, levantando nosso ânimo, socorrendo-nos em pequenas e grandes necessidades.

          Temos amigos para passear, para orar juntos, para grandes comemorações, para estudar, amigos da academia, da hidroginástica, da dança, amigos do trabalho, do tricô, do futebol, e assim vai.

          Você consegue imaginar seu mundo sem essas pessoas que lhe fazem tão bem?

          Nem sempre temos condições de conversar com todos, dar-lhes a devida atenção, em retribuição ao que fazem por nós. Porém, quando estamos sós, por algum motivo, invade-nos uma grande saudade deles. Ah, se fulano estivesse aqui …. o que será que nós estaríamos conversando, fazendo?

          Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver, desde uma plantinha, um animal, uma criança, um idoso.

          Construímos o mundo a partir de laços afetivos. Esses laços tornam as pessoas e as situações preciosas, portadoras de valor. Preocupamo-nos com elas. Tomamos tempo para dedicar-nos a elas. Sentimos responsabilidade pelo laço que cresceu entre nós e os outros.

          Se recordarmos a frase do livro do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry, que diz: “É com o coração (sentimento) que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos”, veremos que é o sentimento que torna as pessoas, coisas e situações importantes para nós. Somente aquilo que provocou cuidado em nós deixa marcas indeléveis e permanece definitivamente.

          Esse modo-de-ser-cuidado é que devemos ativar com nossos amigos. Ficarmos atentos na maturidade para não nos isolarmos, não deixarmos muito tênue, enfraquecida essa rede que envolve os nossos amigos.

          Outra frase do Saint Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, também nos faz refletir sobre nossa responsabilidade em alimentar continuamente nossas amizades, principalmente dos amigos mais queridos, insubstituíveis.

          Vivenciar nossa maturidade com amigos é um modo de ser mediante o qual saimos de nós e nos centramos no outro, com desvelo e solicitude, participando de seu destino, de suas buscas, de seus sofrimentos e de seus sucessos, enfim , de sua vida.

          Onde estão os seus amigos? Será que não está na hora de telefonar para eles? Enviar uma mensagem por e-mail ou no facebook para dizer-lhes o quanto está com saudades , o quanto os ama? E que tal marcar um cafezinho, um chopp ou um almoço na companhia deles?

 


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Aos nossos pais, nossa gratidão!

Dia_dos_pais_Maturidade1 Nossas emoções hoje se voltam para nossos pais. Acredito que por estarmos vivenciando a maturidade, muitos dos nossos pais já terão falecido ou estão velhinhos.

Que lembranças afloram?

Saudades de quando eles nos envolviam em seus abraços? Do seu olhar mais severo e ao mesmo tempo cuidador? Dos seus zelos ou descuidos por nós? Da sua presença ou ausência no nosso cotidiano?

Vamos recordar que há muitos anos, nosso pai foi criado em um sistema patriarcal, onde imperava a autoridade um tanto austera; que homem não costumava abraçar, beijar filhos, não podia chorar, porque “homem não chora”. Sua função era prover a casa e os filhos. O lado afetivo ficava em segundo plano.

Esse contexto histórico talvez ajude a compreender nossos pais, suas “falhas” que, às vezes, cobramos pela nossa memória.

Em especial, hoje, que se comemora o Dia dos Pais, vamos nos reverenciar a eles, como pessoas queridas e amadas e trazer nossa compreensão e quiçá nos perdoarmos por não tê-los entendido.

A coisa mais importante que eles fizeram para cada um de nós foi nos terem trazido ao mundo. Eles fizeram o que podiam, de acordo com seu nível de consciência, seus valores morais e éticos, sua educação.

Evoluímos através dos estudos, de novos paradigmas sobre paternidade, somos mães ou pais e nesse papel pudemos sentir e talvez mudar esses papéis sociais e culturais.

Acredito que estamos bem mais perto de nossos filhos, partilhando com eles alegrias, tristezas, preocupações, sonhos….

Ninguém passa pela nossa vida por acaso, e assim esse foi nosso pai escolhido para evoluirmos, seja na dor, na bem-aventurança, na pobreza, na alegria, na honestidade, nas injustiças.

Compreender, agradecer e perdoar são as palavras chaves das nossas orações hoje para nossos pais.

“Pai, eu te perdoo e agradeço,

Tu me perdoas e

Eu me perdoo”

 


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Cuidando da pessoa com Alzheimer – Aprenda!

“Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas.”

André Luis

Voluntariado_Maturidade          O trabalho voluntário é uma doação pessoal de seus talentos, habilidades, ou outros tipos de serviços que se fazem em prol de pessoas que naquele momento necessitam de ajuda, ou para Ongs, instituições filantrópicas.

          É seguir um chamado interno para servir e fazer-se útil para o universo. É uma colaboração onde predominam o amor, a solidariedade, a compaixão.

          Ao servir, com simplicidade e humildade, acabamos percebendo que o voluntariado é uma troca de aprendizagens muito significativas, porque ao doar nosso tempo, nosso trabalho, recebemos muito mais do que estamos doando.

          Na maturidade, muitos de nós já se aposentaram, diminuiram o ritmo de suas atividades, e aí surge um tempinho que poderá ser bem empregado em um trabalho voluntário. Basta abrirmos bem os olhos e veremos, por vezes, pertinho de nós, pessoas que gostariam de ser “cuidadas” nesse momento da vida.

          “Cuidar é mais do que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”. ( Leonardo Boff)

          Caracteriza o voluntariado o comprometimento com o outro para que ele também tenha oportunidades de vencer, de ser feliz, de reorganizar-se, de aprender, de nos ensinar. É o nosso lado bom, humano, espiritual, atuando a favor do outro e vice-versa.

          Nesses dias, tomando um pouco de sol na pracinha do prédio onde moro, encontrei-me com amigos antigos. Alguns são cuidadores de seus parceiros. Refleti um pouco sobre tudo o que me foi dado nessa vida, minha escolha em peregrinar, e concluí que está na hora de caminhar novamente, de vivenciar troca de saberes, troca de afetos e ser solidária com a dor do outro. Com o coração aberto e tendo inúmeras idéias, organizei o Projeto Acolhimento, porque será assim que pretendo desenvolvê-lo, com muito acolhimento, para com as pessoas que dele participarão.

         Apresento-lhes, então, este projeto, para que ele desde já ganhe forças e vida.

PROJETO ACOLHIMENTO

Projeto_acolhimento_Maturidade

Esse projeto visa auxiliar os cuidadores (esposas, filhos, etc..) de pessoas com Mal de Alzheimer ou de pessoas que exijam cuidados especiais, dando-lhes apoio emocional, psicológico, além de levar conhecimentos sobre estimulações para retardar a perda da memória e garantir uma comunicação amorosa com o ente querido.

          É um trabalho voluntário, voltado para os moradores do Condomínio Residencial da Vila Yara, em Osasco e qualquer outra pessoa interessada. A 1ª reunião será realizada no dia 08/08/2013 , quinta-feira, das 14h às 15h, no Salão de Festas do condomínio.

          Para maiores esclarecimentos ou agendar sua participação gratuita, é só entrar em contato:

Mariúza Pelloso Lima

Gerontóloga, Terapeuta Antroposófica e Transpessoal

tel: (011)99603-7651

email: portaldamaturidade@gmail.com

Sejam bem-vindos! Vamos exercitar nosso amor e solidariedade!!!


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No mundo, sem memória recente… Alzheimer

Alzheimer_Maturidade          O Mal de Alzheimer ou Doença de Alzheimer é assim denominado em função de ter sido pela primeira vez descrito em pesquisas do psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que citou este tipo de doença em 1906. Ainda há aspectos para desvendar sobre este mal que afeta cerca de 25 milhões de idosos no mundo inteiro.

          O Alzheimer é uma doença tratável, apesar de ser degenerativa e incurável. É também a principal causa de demência em idosos, distúrbio caracterizado pela perda progressiva das capacidades cognitivas. Estima-se que, no Brasil, há por volta de um milhão de portadores de Alzheimer, que buscam por tratamento por meio de medicação e acompanhamento diferenciado.

          Viver num mundo sem memória para acontecimentos recentes pode causar alterações de comportamento como: depressão, agitação, confusão e desorientação,ações repetitivas, perda da capacidade de executar tarefas rotineiras, delírios, alucinações, caminhar sem rumo, agressividade.

          Nem toda demência é Alzheimer. Há muitas formas de demências. Não há um diagnóstico preciso, mas existem alguns “sintomas-chave”que ajudam a elucidar essa demência.

          Posteriormente comentarei sobre as causas e sintomas do Mal de Alzheimer.

          O que pretendo realçar, no momento, é o impacto sobre a família quando recebe essa notícia. Para quem sofre a doença é difícil, mas para a família é muito mais. Há revolta, negação, até compreender que o ente querido afetado precisa de muita ajuda, o quanto antes, para ser tratado clínica e emocionalmente. Geralmente, a pessoa com perda anormal de memória não percebeu sua condição atual. Se a família fizer de conta que não vê, não irá reverter o problema, apenas agravá-lo.

          Por isso, é importante conhecer tudo o que puder sobre a doença, para lidar melhor com os sintomas e cuidar bem do ente querido acometido por ela.

          Desenvolver empatia é fundamental para entender a pessoa. Colocar-se no seu lugar, entrar na sua fantasia, e, em determinados períodos, vivenciar essa fantasia como uma ponte de comunicação amorosa com a pessoa que já está ausente da realidade.

          Fase dificílima para a família que percebe que seu ente querido não se reconhece mais como mãe, ou pai, e que essa perda de identidade significa uma perda irreparável. Quem é essa pessoa agora?

          É um período de luto da família sem que o ente querido tenha falecido. Morreu o personagem! Mas a pessoa está ali, viva, diferente, confusa… O que fazer?

          Acolhê-la de todas as maneiras é o caminho saudável para todos. Fazê-la sentir que há amor à sua volta, há aliados para sua atual comunicação, que, na maioria das vezes, regride ao passado. Compreendê-la como criança, ou outro personagem de que esse ente querido se apropria.

          Conversar, cantar com ela, ler histórias, distraí-la, brincar, acalmar, suscitar emoções positivas e, mais do que tudo, compreender seus sentimentos, pois quando essa pessoa agredir, lembre-se de que não é ela que o está fazendo, mas a doença.

          Não há soluções mágicas. Aprende-se com choros, tristezas, como também com alegria ao ver nosso ente querido sorrir, dormir calmamente, brincar com você, pelo tempo que puder haver participação.

          O caminho é o amor! Doe, doe, doe e seu ente querido, apesar de não poder expressar, terá uma gratidão eterna por você.